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Casa da Música

A Casa da Música é uma sala de concertos e a segunda maior da cidade, localizada na Avenida da Boavista, no Porto, em Portugal. Foi projetada pelo arquiteto holandês Rem Koolhaas, como parte do evento Porto Capital Europeia da Cultura em 2001.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 14/07/2026
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Construção

A Casa da Música foi construída junto da Praça de Mouzinho de Albuquerque. O lugar onde foi construído o atual edifício era antes usado para recolha e reparação de carros elétricos que circulavam pela cidade do Porto. O custo inicial previsto para a construção, excluindo o valor dos terrenos, era de 33 milhões de euros, acabando por custar 111,2 milhões de euros e ficando concluída quatro anos depois do prazo inicial previsto. Em Julho de 1999, quando arrancaram os trabalhos preparatórios, o objetivo oficial ainda era o de que a Casa da Música abrisse as portas em Dezembro de 2001, a tempo de coincidir com o final da Capital Europeia da Cultura. Acabou por ser inaugurada em Abril de 2005, mas os trabalhos só foram totalmente encerrados em Maio do ano seguinte. A construção do edifício trouxe novos desafios à engenharia, de maneira a conseguir a forma geométrica ímpar que o edifício tem. Os trabalhos de engenharia estiveram a cargo das empresas Ove Arup, em Londres, em conjunto com Afassociados, no Porto.

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Reação crítica

A arquitetura do edifício foi aclamada internacionalmente. Nicolai Ouroussoff, crítico de arquitetura do New York Times, classificou-o como “o projecto mais atraente que o arquitecto Rem Koolhaas já alguma vez construiu” e como “um edifício cujo ardor intelectual está combinado com a sua beleza sensual”. Compara-o também “ao exuberante projeto” do Museu Guggenheim Bilbao do arquiteto Frank Gehry em Bilbao, Espanha. “Olhando apenas o aspeto original do edifício, verifica-se que esta é uma das mais importantes salas de espetáculos construída nos últimos 100 anos”, comparando-o à sala de espetáculos Walt Disney Concert Hall, em Los Angeles e ao auditório da "Berlim Philharmonic".

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Funcionalidade do edifício

A Casa da Música possui dois auditórios principais, embora outras áreas do edifício possam ser adaptadas para concertos ou espectáculos (oficinas, atividades educacionais, etc.).

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Agrupamentos Residentes

A Fundação Casa da Música mantém agrupamentos permanentes que asseguram uma programação regular e abrangem diversos períodos da história da música.

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Inovação Tecnológica: Digitópia

Imagem: Porto Convention and Visitors Bureau · BY-NC-ND · Openverse

Criada em 2007, a Digitópia é a plataforma e o núcleo de investigação, exploração e produção tecnológica digital da Casa da Música. Atua na intersecção entre a tecnologia, a criação artística e a educação. Além de desenvolver software de código aberto e instrumentos digitais (como a plataforma educativa digital Orelhudo! e a DigiBall), a Digitópia colabora regularmente com os agrupamentos residentes na execução de obras que exigem eletrónica em tempo real e componentes audiovisuais. O núcleo organiza também iniciativas como o PEMS (Porto Electronic Music Symposium) e explora a Inteligência Artificial na criação musical participativa.

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Serviço Educativo e Inclusão Social

Imagem: Paolo Margari | paolomargari.eu · BY-NC-ND · Openverse

A Casa da Música destaca-se pelo seu forte compromisso com a democratização do acesso à cultura através do seu Serviço Educativo, envolvendo milhares de participantes anualmente. A instituição desenvolve projetos de cariz fortemente inclusivo e comunitário, destacando-se o Som da Rua (iniciado em 2009, envolve cidadãos em situação de vulnerabilidade e sem-abrigo), o Mundi (focado na integração intercultural de comunidades imigrantes) e o programa A Casa Vai a Casa, que leva a música a hospitais, centros de dia e IPSS para populações com mobilidade reduzida. A Fundação promove ainda anualmente o festival Ao Alcance de Todos, dedicado prioritariamente a pessoas com necessidades especiais.

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Dados Históricos e Impacto

Imagem: Porto Convention and Visitors Bureau · BY-NC-SA · Openverse

A Casa da Música afirmou-se como a primeira instituição em Portugal construída exclusivamente para a música, tornando-se rapidamente uma referência cultural a nível nacional e europeu. Ao longo da sua história, o edifício tem atraído milhões de visitantes e espectadores, destacando-se pela diversidade do seu projeto artístico e pelo forte incentivo à criação contemporânea, sendo um motor essencial para o património musical através da encomenda e estreia mundial de inúmeras obras originais. Para além da sua excelência nos palcos, a Fundação assume um compromisso inabalável com a democratização do acesso à cultura e com a sociedade. Através do seu Serviço Educativo, desenvolve milhares de atividades contínuas focadas na inclusão, no diálogo intergeracional e no «Ensino pela Arte», envolvendo escolas, famílias e comunidades em situação de vulnerabilidade. O seu prestígio e a sua dimensão global são regularmente confirmados pelas digressões internacionais dos seus agrupamentos residentes e pela sua integração em redes de excelência, como a European Concert Hall Organisation (ECHO).

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Estrutura e Governação

Imagem: pioforsky · BY-NC-ND · Openverse

A Fundação Casa da Música, instituída pelo Decreto-Lei n.º 18/2006, de 26 de janeiro, é uma pessoa coletiva de direito privado e utilidade pública. Os fundadores originais incluem o Estado Português e o Município do Porto, aos quais se juntaram dezenas de mecenas privados. Como dotação inicial, a Fundação detém, de forma perpétua, o direito de superfície sobre o terreno e o edifício. Os seus órgãos sociais são o Conselho de Fundadores, o Conselho de Administração e o Conselho Fiscal, com a gestão executiva a cargo de um Administrador-Delegado.

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Sala Suggia

Imagem: Porto Convention and Visitors Bureau · BY-NC-SA · Openverse

A Sala Suggia é o auditório principal e a sala mais emblemática da Casa da Música. O seu nome constitui um tributo à célebre violoncelista portuense Guilhermina Suggia. Honrando o legado desta artista, a instituição promove regularmente a ''Maratona de Violoncelistas'' e acolhe o prestigiado ''Prémio Internacional Suggia'', focado em distinguir e apoiar jovens talentos europeus deste instrumento. Concebida como uma sala de excelência a nível mundial, destaca-se pela sua notável versatilidade. O auditório está equipado com dispositivos flexíveis que permitem adaptar de forma eficaz a sua acústica, garantindo uma resposta otimizada tanto para concertos puramente acústicos e de instrumentos não amplificados (como é o caso das atuações de orquestras sinfónicas), como para acolher os mais sofisticados desenhos de som amplificado. Em termos de dimensão, a sala é habitualmente referida como tendo a capacidade de 1.238 luagares.

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Sala 2

Imagem: IngolfBLN · BY-SA · Openverse

A Sala 2 é segundo maior auditório da Casa da Música. Destaca-se pelo seu revestimento integral a contraplacado perfurado mergulhado em tinta vermelha e pelas suas cadeiras douradas, numa clara inspiração estética nos teatros de ópera barrocos italianos. É uma sala de extrema polivalência: tem um piso plano sem cadeiras fixas, o que permite variar a sua lotação (de cerca de 270 pessoas sentadas até 650 em pé) e acolher desde recitais de música de câmara a concertos de pop/rock ou concertos para bebés.

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Fontes consultadas

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