Carlos Rodrigues
Carlos Alberto Rodrigues Pinto, mais conhecido como Bispo Rodrigues, é um ex-bispo e ex-político brasileiro. Foi um dos maiores nomes da Igreja Universal do Reino de Deus, bem como do Partido Liberal do Rio de Janeiro durante o segundo governo de Fernando Henrique Cardoso. Filho do casal José Júlio Pinto e Lucília de Jesus Rodrigues.
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Investigado em três dos maiores escândalos de corrupção do governo Luiz Inácio Lula da Silva: Caso Waldomiro Diniz (conhecido também como Escândalo dos Bingos'), Escândalo do mensalão e Máfia dos sanguessugas. Rodrigues, desde 2004, perdeu o cargo na igreja, o mandato e a esposa - "as coisas que mais apreciava", comenta. Atribui tudo isto à política que o fez perder de sua "santidade e alegria". No dia 4 de maio de 2006, se apresentou à Polícia Federal (PF), depois ser acusado de se envolver o caso das vendas fraudulentas das ambulâncias deflagrado pela própria PF na Operação Sanguessuga. Em 24 de maio, o deputado entrou em recurso para responder em liberdade pela Justiça, o que é estendido aos 44 presos. Mas no dia seguinte em menos de 24 horas, a presidente do STJ, Ellen Gracie, revoga o alvará da soltura para todos os acusados e ele se rende no dia 25 de maio. Atualmente ainda é réu na Justiça. Rodrigues não sabe se vai preso, mas afirmou ao repórter Raphael Gomide, da Folha de S. Paulo, que está "preparado para tudo" e disse que nos 32 dias de prisão que passou em Brasília e em Cuiabá (MT), em 2006, na Operação Sanguessuga, orou com Fernandinho Beira-Mar e batizou sob o chuveiro um assassino dos fiscais do trabalho em Unaí (MG). Na cadeia, viu "gente comer fezes", falando em suicídio, mas voltou "às origens", fazendo dois cultos diários e consolando presos.
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O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu em 26 de novembro de 2012 a pena do ex-deputado do extinto PL (atual PR) Bispo Rodrigues, condenado no processo do mensalão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A pena foi de 6 anos e 3 meses de prisão, mais multa de R$ 754 mil, o equivalente a 290 dias-multa. No dia 05 de dezembro de 2013, o presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, mandou prender o Bispo Rodrigues por sua participação no mensalão, podendo continuar trabalhando.


