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Casa de Bernadotte

A Casa de Bernadotte é uma família de origem francesa fundada em 1615 pelo casamento de Jeandou du Poey com Germaine de Bernadotte. Seus descendentes adotaram o sobrenome Bernadotte e em 1810 um deles, o marechal Jean-Baptiste Bernadotte, foi eleito pelo Parlamento da Suécia para suceder o rei Carlos XIII, que não tinha filhos legítimos. Bernadotte subiu ao trono em 1818 e ao mesmo tempo assumiu a Coroa da Noruega, ambas as coroas estando em união pessoal desde 1814, reinando na Suécia com o nome de Carlos XIV João e na Noruega como Carlos III João. A Casa de Bernadotte reinou na Noruega até 1905 e continua até o presente sendo a família real da Suécia. Outros descendentes de Jeandou e Germaine ainda vivem na França e Estados Unidos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 10/07/2026
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Origens

O mais antigo ancestral conhecido na linha masculina é Jeandou du Poey (Jouandot deu Pouey), nascido em torno de 1590 em Maucor na província de Bearne, França, e estabelecido na vizinha Pau, onde casou em 5 de julho de 1615 com Germaine dita "de Bernadotte", filha de Jean de Lajuus (Latuor ou Lafun) e Estébène de Butleret. Germaine era co-proprietária de um casarão em Pau chamado Bernadotte, por ter sido em torno de 1540 propriedade de Bernadote de la Barte, cujas relações com a família de Germaine são desconhecidas. O filho de Jeandou e Germaine, Pierre du (deu) Poey, adotou o sobrenome Bernadotte após receber a herança da mãe. Casou-se em 1638 com Margalide deu Barraquer, gerando Jean de Bernadotte, tecelão. Jean casou-se em 1670 com Marie Bertrandot ou de la Barrère-Bertrandot, dita "du Grangé", e com ela foi pai de seis filhos, entre eles Jean (II) de Bernadotte, batizado em 23 de setembro de 1683, alfaiate, casado em 1707 com Marie de Pucheu-Laplace, dita "de Sarthou", filha de Jacques Pucheu-Laplace e Françoise Labasseur ou Levasseur.

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Casa Real

Após a Guerra Finlandesa em 1809, a Suécia sofreu a perda traumática da Finlândia, que tinha constituído a metade oriental do reino sueco por séculos. A agonia e o ressentimento dirigidos ao rei Gustavo IV Adolfo precipitaram um golpe de Estado: o tio de Gustavo Adolfo, Carlos XIII, que não tinha filhos, substituiu-o. Isso foi meramente uma solução temporária, pois, em 1810, o Riksdag elegeu o príncipe dinamarquês Cristiano Augusto de Schleswig-Holstein-Sonderburg-Augustenborg como herdeiro ao trono. Como príncipe herdeiro, ele tomou o nome de Carlos Augusto; entretanto, veio a falecer mais tarde no mesmo ano. Como Napoleão Bonaparte era o imperador dos franceses e governava, direta ou indiretamente, sobre grande parte da Europa continental, através de uma rede de reinos satélites chefiados por seus irmãos (ver Primeiro Império Francês), o parlamento sueco resolveu eleger um rei que Napoleão aceitasse.

Linhagem

A Casa Real contemporânea da Suécia é uma instituição regida por legislação específica e desde 2019 é formada apenas pelo rei Carlos Gustavo, a rainha Sílvia e mais alguns familiares próximos: seus filhos Vitória, a princesa herdeira, Carlos Filipe e Madalena, o marido Daniel e os filhos de Vitória, Sofia, esposa do príncipe Carlos Filipe, e a irmã do rei Brígida, que têm direito ao tratamento de Alteza Real. Outras pessoas vivas da linhagem são membros da Família Real e têm títulos, mas não pertencem à Casa Real, não são tratados como Alteza Real e não realizam tarefas ou missões em nome do rei ou do Estado. Isso não os remove da linha de sucessão, desde que não haja outro impedimento. Até 1980 só podiam suceder ao rei seus descendentes homens, mas a lei foi então reformada para admitir qualquer descendente de acordo com a ordem de seu nascimento (primogenitura absoluta).

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Fontes consultadas

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