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Deus

Nos sistemas de crenças monoteístas, Deus é geralmente visto como o ser supremo, criador e principal objeto da fé. Nos sistemas de crenças politeístas, um deus é "um espírito ou ser que se acredita ter criado, ou que controla alguma parte do universo ou da vida, motivo pelo qual tal divindade é frequentemente adorada". A crença na existência de pelo menos um deus é chamada de teísmo.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 08/07/2026
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Etimologia

O termo deus tem origem no termo latino deus, que significa divindade ou deidade. Os termos latinos Deus e divus, assim como o grego διϝος = "divino", descendem do Proto-Indo-Europeu *deiwos = "brilhante/celeste", termo esse encerrando a mesma raiz que Dyēus, a divindade principal do panteão indo-europeu, igualmente cognato do grego Ζευς (Zeus).

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Concepções gerais

Teólogos do personalismo teísta (a visão defendida por René Descartes, Isaac Newton, Alvin Plantinga, Richard Swinburne, William Lane Craig e a maioria dos evangélicos modernos) argumentam que Deus é geralmente a base de todo o ser, imanente e transcendente em toda a realidade, sendo a imanência e a transcendência os contrapletos da personalidade. Deus também foi concebido como sendo incorpóreo (imaterial), um ser pessoal, a fonte de todas as obrigações morais e o "maior existente concebível". Estes atributos foram todos apoiados em vários graus pelos primeiros filósofos teólogos judeus, cristãos e muçulmanos, como Maimônides, Agostinho de Hipona e Al-Ghazali, respectivamente.

Existência

A existência de Deus é tema de debate na teologia, filosofia da religião e cultura popular. Em termos filosóficos, a questão envolve as disciplinas da epistemologia (a natureza e o âmbito do conhecimento) e da ontologia (estudo da natureza do ser ou da existência) e da teoria do valor (uma vez que algumas definições de Deus incluem "perfeição"). Argumentos ontológicos referem-se a qualquer argumento a favor da existência de Deus baseado em raciocínio a priori, sendo seus principais defensores Anselmo e René Descartes. Argumentos cosmológicos,usam conceitos em torno da origem do universo para defender a existência de Deus. O argumento teleológico, também chamado de “argumento da criação”, usa a complexidade do universo como prova da existência de Deus. Críticos desta linha de pensamento dizem que o ajuste fino necessário para um universo estável com vida na Terra é ilusório, pois os humanos só são capazes de observar a pequena parte deste universo que conseguiu tornar possível tal observação, chamado de princípio antrópico, e assim não aprenderiam sobre, por exemplo, vida em outros planetas que não ocorreram devido a diferentes leis da física. Os não-teístas argumentam que processos complexos que têm explicações naturais ainda a serem descobertas são referidos ao sobrenatural, fenômeno chamado de deus das lacunas. Outros teístas, como John Henry Newman, que acreditava que a evolução teísta era aceitável, também criticaram versões do argumento teleológico.

Unidade

Uma divindade, ou "deus" (com d minúsculo), refere-se a um ser sobrenatural. O monoteísmo é a crença de que existe apenas uma divindade, referida como “Deus” (com d maiúsculo). Comparar ou igualar outras entidades a Deus é visto como idolatria no monoteísmo e muitas vezes é algo fortemente condenado. O judaísmo é uma das tradições monoteístas mais antigas do mundo. O conceito mais fundamental do islamismo é tawhid, que significa "unidade" ou "singularidade". O primeiro pilar do Islã é um juramento que constitui a base da religião e que os não-muçulmanos que desejam declarar que “não há divindade exceto Deus”. No cristianismo, a doutrina da Trindade descreve Deus como um só Deus em Pai, Filho (Jesus) e Espírito Santo.

Transcendência

A transcendência é o aspecto da natureza de Deus que é completamente independente do universo material e de suas leis físicas. Muitas supostas características de Deus são descritas em termos humanos. Anselmo pensava que Deus não sentia emoções como raiva ou amor, mas parecia fazê-lo através da nossa compreensão imperfeita. A incongruência de julgar o “ser” contra algo que poderia não existir, levou muitos filósofos medievais a se aproximarem do conhecimento de Deus por meio de atributos negativos, chamados de teologia negativa. Por exemplo, não se deve dizer que Deus é sábio, mas pode-se dizer que Deus não é ignorante (isto é, de alguma forma, Deus tem algumas propriedades de conhecimento). O teólogo cristão Alister McGrath escreve que é preciso entender um “deus pessoal” como uma analogia. “Dizer que Deus é como uma pessoa é afirmar a capacidade divina e a disposição de se relacionar com os outros. Isso não implica que Deus seja humano ou esteja localizado em um ponto específico do universo.”

Criador

Deus é frequentemente visto como a causa de tudo o que existe. Para os pitagóricos, Mônada referia-se de várias maneiras à divindade. Platão e Plotino referem-se ao “Um”, que é o primeiro princípio da realidade que está “além” do ser e é ao mesmo tempo a fonte do universo e o propósito teleológico de todas as coisas. Aristóteles teorizou uma primeira causa não causada para todo o movimento no universo e a via como perfeitamente bela, imaterial, imutável e indivisível. Asseidade é a propriedade de não depender de nenhuma causa além de si mesmo para sua existência. Avicena argumentava que deve haver um "existente necessário" – uma entidade que não pode “não” existir – e que os humanos identificam isto como sendo Deus. A causalidade secundária refere-se a Deus criando as leis do universo que então podem mudar a si mesmas dentro da estrutura destas leis. Além da criação inicial, o ocasionalismo refere-se à ideia de que o universo não continuaria, por padrão, a existir de um instante para o outro e, portanto, precisaria contar com Deus como seu sustentador. Embora a providência divina se refira a qualquer intervenção de Deus, geralmente é usada para se referir à "providência especial", ou seja, quando há uma intervenção extraordinária de Deus, como no caso de milagres.

Benevolência

O deísmo sustenta que Deus existe, mas não intervém no mundo além do que foi necessário para criá-lo, como responder orações ou produzir milagres. Os deístas às vezes atribuem isso ao fato de Deus não ter interesse ou não estar ciente da humanidade. Os pandeístas defendem que Deus não intervém porque Deus é o próprio universo. Dos teístas que afirmam que Deus tem interesse na humanidade, a maioria afirma que Deus é onipotente, onisciente e benevolente. Esta crença levanta questões sobre a responsabilidade de Deus pelo mal e pelo sofrimento no mundo. O disteísmo, que está relacionado à teodiceia, é uma forma de teísmo que sustenta que Deus não é totalmente bom ou é totalmente malévolo como consequência do problema do mal.

Onisciência e onipotência

A onisciência é outro atributo muitas vezes atribuído a Deus. Isto implica que Deus sabe como os agentes livres escolherão agir. Se Deus sabe disso, ou o seu livre arbítrio pode ser ilusório ou a presciência não implica predestinação, e se Deus não sabe disso, Deus pode não ser onisciente. O teísmo aberto limita a onisciência de Deus ao argumentar que, devido à natureza do tempo, a onisciência de Deus não significa que a divindade pode prever o futuro, enquanto a teologia do processo sustenta que Deus não tem imutabilidade, portanto é afetado por sua criação. A onipotência (todo-poderoso) é um atributo frequentemente atribuído a Deus. O paradoxo da onipotência é mais frequentemente enquadrado no exemplo "Será que Deus poderia criar uma pedra tão pesada que nem ele pudesse levantá-la?" pois Deus poderia ser incapaz de criar aquela pedra ou levantá-la e, portanto, não poderia ser onipotente. Isto é frequentemente contestado com variações do argumento de que a onipotência, como qualquer outro atributo atribuído a Deus, só se aplica na medida em que é nobre o suficiente para condizer com Deus e, portanto, Deus não pode mentir ou fazer o que é contraditório, pois isso implicaria se opor.

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Visões não-teístas

Tradições religiosas

O jainismo geralmente rejeita o criacionismo, sustentando que as substâncias da alma (Jīva) são incriadas e que o tempo não tem começo. Algumas interpretações e tradições do budismo podem ser concebidas como não-teístas. O budismo geralmente rejeita a visão monoteísta específica de um Deus Criador. O próprio Buda critica a teoria do criacionismo nos primeiros textos budistas. Além disso, grandes filósofos budistas indianos, como Nagarjuna, Vasubandhu, Dharmakirti e Buddhaghosa, criticaram consistentemente as visões do Deus Criador apresentadas por pensadores hindus. No entanto, como uma religião não-teísta, o budismo deixa ambígua a existência de uma divindade suprema. Há um número significativo de budistas que acreditam em Deus e há um número igualmente grande de que negam a existência de Deus ou não têm certeza sobre o assunto.

Antropologia

Alguns ateus argumentam que um Deus único e onisciente, que se imagina ter criado o universo e que está particularmente atento à vida dos humanos, foi imaginado e embelezado ao longo de gerações. Pascal Boyer argumenta que embora exista uma grande variedade de conceitos sobrenaturais encontrados em todo o mundo, em geral, os seres sobrenaturais tendem a se comportar como pessoas. A construção de deuses e espíritos como pessoas é um dos traços mais conhecidos da religião. Ele cita exemplos da mitologia grega, que, em sua opinião, se parece mais com uma novela moderna do que com outros sistemas religiosos. O autor franco-estadunidense Bertrand du Castel e Timothy Jurgensen demonstram através da formalização que o modelo explicativo de Boyer corresponde à epistemologia da física ao postular entidades não diretamente observáveis como intermediários.

Neurociência e psicologia

O auto estadunidense Sam Harris interpretou algumas descobertas da neurociência para argumentar que Deus é apenas uma entidade imaginária, sem base na realidade. Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins que estudam os efeitos da “molécula espiritual” DMT, que é tanto uma molécula endógena no cérebro humano quanto a molécula ativa na ayahuasca psicodélica, descobriram que uma grande maioria dos entrevistados disse que o DMT os colocou em contato com uma “entidade consciente, inteligente, benevolente e sagrada", e descreve interações que exalavam alegria, confiança, amor e bondade. Mais da metade daqueles que anteriormente se identificaram como ateus descreveram algum tipo de crença em um poder superior ou em Deus após a experiência.

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Relacionamento com a humanidade

Adoração

As tradições religiosas teístas muitas vezes exigem a adoração a Deus e às vezes sustentam que o propósito da existência é adorar a Deus. Para abordar a questão de um ser todo-poderoso que exige ser adorado, afirma-se que Deus não precisa nem se beneficia da adoração, mas que a adoração é para o benefício do adorador. Gandhi expressou a opinião de que Deus não precisa de sua súplica e que "a oração não é um pedido. É um anseio da alma. É uma admissão diária da própria fraqueza". Invocar Deus em oração desempenha um papel significativo entre muitos crentes. Dependendo da tradição, Deus pode ser visto como uma entidade pessoal que só deve ser invocada diretamente, enquanto outras tradições permitem orar a intermediários, como santos, para interceder em nome de Deus. A oração muitas vezes também inclui súplicas, como pedir perdão. Muitas vezes acredita-se que Deus perdoa. Por exemplo, um hádice islâmico afirma que Deus substituiria uma pessoa sem pecado por alguém que pecasse, mas que se arrependesse. O sacrifício por causa de Deus é outro ato de devoção que inclui jejum e esmola. A lembrança de Deus no dia a dia inclui a menção de interjeições de agradecimento ou frases de adoração, como repetir cânticos durante a realização de outras atividades.

Salvação

As tradições religiosas transteístas podem acreditar na existência de divindades, mas negam-lhes qualquer significado espiritual. O termo tem sido usado para descrever certas vertentes do budismo, jainismo e estoicismo. Entre as religiões que associam a espiritualidade ao relacionamento com Deus, há discordância sobre a melhor forma de adoração e qual é o plano de Deus para a humanidade. Existem diferentes abordagens para reconciliar as reivindicações contraditórias das religiões monoteístas. Uma opinião é adotada pelos exclusivistas, que acreditam ser o "povo escolhido" ou ter acesso exclusivo à "verdade absoluta", geralmente por meio de revelação ou encontro com o divino, o que os adeptos de outras religiões não teriam. Outra visão é o pluralismo religioso, vertente que normalmente acredita que a sua religião é a correta, mas não nega a verdade parcial de outras religiões. A visão de que todos os teístas realmente adoram o mesmo deus, quer o conheçam ou não, é especialmente enfatizada na fé Bahá'í, no hinduísmo e no siquismo. A Fé Bahá'í prega que as manifestações divinas incluem grandes profetas e professores de muitas das principais tradições religiosas, como Krishna, Buda, Jesus, Zoroastro, Maomé e Bahá'ú'lláh, além de também pregar a unidade de todas as religiões e se concentrar nestas múltiplas epifanias como necessárias para satisfazer as necessidades da humanidade em diferentes momentos da história e para diferentes culturas, e como parte de um esquema de revelação progressiva e educação da humanidade. Um exemplo de visão pluralista no cristianismo é o supersessionismo, ou seja, a crença de que a religião de alguém é o cumprimento de religiões anteriores. Uma terceira abordagem é o inclusivismo relativista, onde todos são vistos como igualmente certos; um exemplo é o universalismo: a doutrina de que a salvação está disponível para todos. Uma quarta abordagem é o sincretismo, que mistura diferentes elementos de diferentes religiões.

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Epistemologia

O fideísmo é a posição de que em certos tópicos, notadamente na teologia, como na epistemologia reformada, a fé é superior à razão para chegar às verdades. Alguns teístas argumentam que há valor no risco de ter fé e que se os argumentos para a existência de Deus fossem tão racionais como as leis da física, então não haveria risco. Tais teístas muitas vezes argumentam que o coração é atraído pela beleza, verdade e bondade e, portanto, seria melhor para ditar sobre Deus, como ilustrado por Blaise Pascal, que disse: “O coração tem razões que a razão desconhece”. Um hádice islâmico atribui uma citação a Deus como “Eu sou o que meu escravo pensa de mim”. A intuição inerente sobre Deus é referida no islamismo como fitra, ou “natureza inata”. Na tradição confucionista, Confúcio e Mêncio promoveram que a única justificativa para a conduta correta, chamada de "Caminho", é o que é ditado pelo "Céu", um poder superior mais ou menos antropomórfico, e é implantada nos humanos e, portanto, há apenas um fundamento universal para o Caminho.

Revelação

A revelação refere-se a alguma forma de mensagem comunicada por Deus. Geralmente se propõe que isto ocorra através do uso de profetas ou anjos. Almaturidi defendia a necessidade de revelação porque embora os humanos sejam intelectualmente capazes de perceber Deus, o desejo humano pode desviar o intelecto e porque certos tipos de conhecimentos não podem ser conhecido exceto quando dado especialmente aos profetas, como as especificações dos atos de adoração. Argumenta-se que há também aquilo que se sobrepõe entre o que é revelado e o que pode ser derivado. De acordo com o islamismo, uma das primeiras revelações a ser revelada foi: “Se você não sente vergonha, então faça o que quiser”. O termo revelação geral é usado para se referir ao conhecimento revelado sobre Deus fora da revelação direta ou especial, como nas escrituras. Notavelmente, isto inclui o estudo da natureza, às vezes vista como o Livro da Natureza. Uma expressão em árabe afirma: "O Alcorão é um universo que fala. O universo é um Alcorão silencioso".

Razão

Em questões de teologia, alguns como Richard Swinburne, assumem uma posição evidencialista, onde uma crença só é justificada se tiver uma razão por trás dela, em vez de mantê-la como uma crença fundacional. A teologia tradicionalista islâmica sustenta que não se deve opinar além da revelação para compreender a natureza de Deus e desaprovar racionalizações como a teologia especulativa. A físico-teologia fornece argumentos para temas teológicos baseados na razão.

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Características específicas

Nomes

Na tradição judaico-cristã, “a Bíblia tem sido a principal fonte das concepções de Deus”. O fato de a Bíblia "incluir muitas imagens, conceitos e maneiras diferentes de pensar sobre" Deus resultou em perpétuas "discordâncias sobre como Deus deve ser concebido e compreendido". Ao longo das Bíblias hebraica e cristã há nomes para Deus, que revelou seu nome pessoal como YHWH (muitas vezes vocalizado como Yahweh ou Jeová). Um deles é Elohim. Outro é El Shaddai, traduzido como "Deus Todo-Poderoso". Um terceiro título notável é El Elyon, que significa "O Deus Supremo". Também mencionado nas Bíblias hebraica e cristã está o nome “Eu Sou o que Sou”. No islamismo, Deus é descrito e referido no Alcorão e no hádice por certos nomes ou atributos, sendo os mais comuns Al-Rahman, que significa "Mais Compassivo" e Al-Rahim, que significa "Mais Misericordioso".

Gênero

O gênero de Deus pode ser visto como um aspecto literal ou alegórico de uma divindade que, na filosofia ocidental clássica, transcende a forma corporal. As religiões politeístas comumente atribuem um gênero a cada um dos deuses, permitindo que cada um interaja sexualmente com qualquer um dos outros, e talvez até com humanos. Na maioria das religiões monoteístas, Deus não tem contraparte com quem se relaciona sexualmente. Assim, na filosofia ocidental clássica, o gênero desta divindade única é muito provavelmente uma declaração analógica de como os humanos e Deus se dirigem e se relacionam entre si. Ou seja, Deus é visto como criador do mundo e da revelação, o que corresponde ao papel ativo (em oposição ao receptivo) nas relações sexuais.

Representação

No zoroastrismo, durante o início do Império Parta, Aúra Masda era representado visualmente para que pudesse ser adorado. Esta prática terminou durante o início do Império Sassânida. A iconoclastia zoroastrista, que pode ser rastreada até o final do período parta e o início do sassânida, acabou por pôr fim ao uso de todas as imagens de Aúra Masda. No entanto, a divindade continuou a ser simbolizada por uma figura masculina, em pé ou a cavalo, vestido com armadura sassânida. As divindades das culturas do Oriente Próximo são frequentemente consideradas entidades antropomórficas que possuem um corpo semelhante ao humano que, no entanto, não é igual a um corpo humano. Tais corpos eram frequentemente considerados radiantes ou ígneos, de tamanho sobre-humano ou de extrema beleza. A antiga divindade dos israelitas (Yahweh) também era imaginada como uma divindade transcendente, mas ainda assim antropomórfica. Os humanos não podiam vê-lo, por causa de sua impureza em contraste com a santidade de Yahweh, mas ele era descrito como se irradiasse fogo e luz que poderia matar um humano que olhasse diretamente para ele. Além disso, pessoas mais religiosas ou espirituais tendem a ter menos representações antropomórficas de Deus.

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Fontes consultadas

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