Carlos Arthur Nuzman
Carlos Arthur Nuzman CavMM é um advogado, atleta e político brasileiro. Ex-jogador de vôlei, Nuzman presidiu a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e a Organização Desportiva Sul-Americana (ODESUL). Comandou a candidatura do Rio de Janeiro como sede e organização dos Jogos Pan-americanos de 2007. Em 06 de outubro de 2.017, o Comité Olímpico Internacional suspendeu Carlos Arthur Nuzman de todas as sua atividades no esporte por acusação de corrupção por compra de votos na campanha que escolheu o Rio de Janeiro sede olímpica em 2.016.
Imagem: Wilson Dias/Abr · BY · Openverse
Descendente de imigrantes asquenazes da atual Belarus, desde cedo Nuzman dedicou-se ao esporte, ainda no pátio da escola onde estudava no Rio de Janeiro. Naquela época, praticava principalmente natação e tênis no Fluminense. Aos dez anos perdeu a mãe quando esta se incendiou em um acidente doméstico. Aos 15 anos passou a dedicar-se ao voleibol, iniciando sua carreira pelo Clube Israelita Brasileiro (CIB). Jogou até 1972, integrando a delegação brasileira que participou dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 1964, logo na primeira em que teve o vôlei entre suas modalidades, e também disputou com a Seleção Brasileira de Voleibol Masculino as edições de 1962 e 1966 do Campeonato Mundial de Voleibol Masculino. No meio tempo, serviu um ano no Exército e formou-se em 1964 pela Faculdade Nacional de Direito. Em 1975, assumiu a presidência da Confederação Brasileira de Voleibol, onde sob sua supervisão seleções brasileiras venceram diversos títulos, popularizando muito o esporte. Também integrando a FIVB, ajudou na criação dos Circuito Mundial de Voleibol de Praia e na integração da modalidade nos Jogos Olímpicos.
Presidência do COB
Nuzman foi presidente do COB de 1995 a 2017. Os principais marcos de sua gestão foram as escolhas do Brasil para sediar importantes eventos esportivos, como as Olimpíadas e Jogos Pan-americanos. A gestão foi criticada pelas sucessivas reeleições de presidentes das federações, inclusive Nuzman; pelos montantes crescentes de recursos públicos empregados, sob acusações de falta de transparência; e pelas denúncias e processos judiciais que moveu contra o advogado Alberto Murray Neto (um opositor e neto de seu predecessor no COB, Sylvio de Magalhães Padilha), e contra a autora e professora Katia Rubio, que empregou o termo "olímpico" em um de seus livros, alegadamente de uso privativo do COB. O COB recebeu pesadas críticas sobre a sua intenção de processar a educadora Katia Rubio, recuando de fazê-lo. Arthur Nuzman também enfrenta a polêmica sobre o custo dos Jogos Pan-americanos do Rio 2007, de cerca de 1000% a mais aos cofres públicos acima do valor inicialmente orçado.
Operação Lava Jato
Em 5 de setembro de 2017, uma nova operação da Lava Jato, batizada de "Unfair Play", ocorreu na cidade do Rio de Janeiro. Nuzman foi acusado de subornar jurados do Comitê Olímpico Internacional que iriam eleger a cidade-sede dos Jogos Olímpicos de Verão de 2016. Agentes da polícia federal cumpriram mandatos de apreensão e busca na casa de Nuzman e da sede do COB. Pelo menos um dos jurados, o senegalês Papa Diack, é suspeito de receber o valor de US$ 2 milhões. Em 5 de outubro, na fase Segundo Tempo da operação "Unfair Play", Nuzman foi preso pela Polícia Federal, tendo sido levado para o Presídio José Frederico Marques, em Benfica. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Nuzman tentou regularizar 16 barras de ouro de 1kg cada, após a primeira fase da operação. Ainda de acordo com o MPF, nos últimos dez anos o patrimônio de Nuzman cresceu 457 por cento, sendo parte deste dinheiro em paraíso fiscal em ações de offshore nas Ilhas Virgens Britânicas. O advogado Nélio Machado, que representa Nuzman, disse que a prisão "é uma medida dura e não é usual dentro do devido processo legal". Em 9 de outubro, o juiz Marcelo Bretas a pedido do Ministério Público Federal transformou a prisão temporária de Nuzman em preventiva.
Imagem: tvbrasil · BY-NC-SA · Openverse
Nuzman foi casado com sua primeira esposa Patrícia de Brito e Cunha Nuzman, que foi encontrada morta em 1996 no playground de um apart-hotel em Ipanema, suspeita de suicídio. Com ela teve uma filha, Larissa Brito Nuzman. Sua filha casou em 22 de agosto de 2016 no Pier Mauá com Joel Mendes Rennó Junior (filho de Joel Mendes Rennó). Foi casado entre 1998 e 2013 com a jornalista Márcia Peltier. Nuzman recebeu a Medalha do Mérito Desportivo Militar.==Referências==


