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Carlos Alberto Parreira

Carlos Alberto Gomes Parreira é um ex-treinador de futebol brasileiro que participou de Copas do Mundo FIFA por cinco seleções diferentes e estando em seis edições do evento. Primeiramente na Copa do Mundo FIFA de 1982 treinou o Kuwait. Na Copa do Mundo FIFA de 1990 que teve a Itália como sede, foi a vez do técnico brasileiro dirigir o Emirados Árabes. O treinador exerceu sua função por duas vezes ao treinar a seleção saudita; entre 1985 a 1988 e em 1990, sendo vice-campeão da Copa do Golfo no primeiro ano à frente da seleção. Posteriormente, Parreira assume a Seleção Brasileira de Futebol a partir de 1991, obtendo o auge da sua carreira, ao conquistar o tetracampeonato do Brasil, ao disputar a Copa do Mundo FIFA de 1994 que foi sediada nos Estados Unidos. Na ocasião, o Brasil não vencia uma Copa do Mundo há 24 anos. Na Copa do Mundo FIFA de 1998, Carlos Alberto Parreira, treinou a Arábia Saudita. Em 2003, o retorno para a Seleção Brasileira foi oficializado, sendo assim o treinador esteve responsável pela Seleção Brasileira na Copa do Mundo FIFA de 2006.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 25/07/2026
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Carreira

Imagem: Alex Carvalho · BY-SA · Openverse

Formado em educação física pela Escola Nacional de Educação Física e Desportos, no Rio de Janeiro, em 1966, começou sua carreira como Preparador Físico do São Cristóvão de Futebol e Regatas. Logo em 1967 foi convidado pelo governo de Gana para ser o treinador da Seleção Ganesa, onde permaneceu até 1969, quando voltou ao Brasil para trabalhar no Vasco da Gama. Foi um dos preparadores físicos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo FIFA de 1970, quando a Seleção conquistou o tricampeonato mundial. Como técnico, Parreira trabalhou em uma série de clubes pelo Brasil e pelo mundo. Suas passagens mais marcantes foram no Fluminense (seu time do coração), em 1984, quando o clube conquistou seu segundo título do Campeonato Brasileiro e em 1999, quando ajudou na recuperação do clube com a conquista da Série C do Campeonato Brasileiro. Além do clube carioca, Parreira também fez história no Corinthians em 2002, quando foi campeão da Copa do Brasil e da última edição do Torneio Rio–São Paulo, e no Bragantino, levando o modesto clube do interior paulista à final do Campeonato Brasileiro de 1991, perdida para o São Paulo de Telê Santana.

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Desempenho em Copas do Mundo

Imagem: alvez · BY-NC-SA · Openverse

Com a demissão de Mano Menezes do cargo de treinador da Seleção Brasileira após o último jogo do ano de 2012 (a conquista do Superclássico das Américas contra a Argentina em Buenos Aires), a CBF contratou o pentacampeão de 2002, Luiz Felipe Scolari, para o seu lugar. A condição imposta por Felipão para aceitar o cargo foi a também contratação de Carlos Alberto Parreira como coordenador-técnico. Na primeira coletiva de ambos em suas novas funções, em 29 de novembro de 2012, Felipão afirmou que pretendia discutir suas ideias com Parreira e que este colaborasse em todas as principais atribuições do treinador, com a intenção de que a nova Seleção Brasileira seja, justamente, uma combinação dos diferentes estilos de ambos os técnicos. Parreira confirmou seu papel de colaborador, mas deixou claro que a última palavra será sempre a de Luiz Felipe Scolari. Antes da Copa de 2014, Parreira declarou que a seleção estava "com a mão na taça". Após a goleada sofrida por 7–1 na Copa, Parreira admitiu que o resultado foi muito desastroso, mas defendeu o trabalho da comissão técnica. Ele também negou que sua declaração mostrou soberba ou colocou mais pressão na seleção, alegando que é importante ser otimista.

1982

A estreia de Parreira como treinador de seleções em Copas do Mundo FIFA ocorreu em 1982, quando o torneio foi disputado na Espanha e vencida pela Itália. Na ocasião, o brasileiro era o técnico do Kuwait. Para seu azar, a equipe caiu no Grupo D, juntamente com Inglaterra, França e Checoslováquia. Após um empate por 1–1 contra os tchecos na estreia, os asiáticos sofreram duas derrotas (4–1 para os franceses e 1–0 para o English Team) e deram adeus ao mundial, na última colocação do grupo, com apenas um ponto. Parreira ainda ficaria mais um ano como treinador do Kuwait, vindo a assumir o comando dos Emirados Árabes Unidos em 1985, mas não tendo sucesso para chegar à Copa do Mundo de 1986.

1990

Quatro anos após o insucesso das eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 1986, Parreira reassumiria os Emirados Árabes Unidos para disputar a Copa do Mundo FIFA de 1990, na Itália, a primeira da equipe asiática. O torneio não deixa boas recordações: eliminação na primeira fase, com três derrotas e 11 gols sofridos. A equipe de Parreira até vendeu caro a derrota por 2–0 para a Colômbia na estreia, mas depois foi presa fácil para Alemanha Ocidental (5–1) e Iugoslávia (4–1) e deu adeus ao mundial como a pior equipe da competição.

1994

Mais experiente em Copas, Parreira comandou o grupo que se classificou e venceu a Copa do Mundo FIFA de 1994, vinte e quatro anos depois da última conquista mundial canarinho. Romário, convocado apenas após imensa mobilização popular, recebeu a Bola de Ouro do torneio, além de posteriormente ter sido eleito pela FIFA o melhor jogador do mundo. Embora seja notável e imprescindível a participação do treinador, muitos até hoje afirmam que talvez a Seleção nem se classificasse se não fosse a presença do "Baixinho". Foi a teimosia de Parreira, que demorou a convocar o jogador, que diminuiu muito sua aceitação perante a torcida. Tal atitude chegou a gerar protestos e muitos chegaram a solicitar a volta de Telê Santana no comando, mesmo às vésperas do Mundial.

1998

Campeão mundial no torneio anterior, Parreira foi contratado para comandar a Arábia Saudita na Copa do Mundo FIFA de 1998, na França. A equipe, porém, perdeu seus dois primeiros jogos (1–0 para a Dinamarca e 4–0 para os anfitriões), e os dirigentes sequer esperaram o terceiro jogo para demitir o técnico brasileiro. Parreira não estava mais no banco quando os árabes arrancaram um empate de 2–2 contra a África do Sul, fazendo seu único ponto no torneio e saindo como lanterna do Grupo C.

2006

Após a eliminação do Brasil nas quartas de final da Copa do Mundo FIFA de 2006, Parreira foi fortemente criticado pela apatia e demora nas substituições, sendo assim demitido. Críticos argumentaram que ele tinha nas suas mãos um dos maiores selecionados brasileiros de todos os tempos, mas não conseguiu fazê-los jogar convincentemente, mesmo tendo feito isto nos quatro anos anteriores, ganhando diversos títulos e mantendo o Brasil no primeiro lugar no Ranking da FIFA. Após perder a Copa do Mundo, foi alvo de críticas por manter como titulares jogadores veteranos, já longe do auge de suas formas, como Cafu, Roberto Carlos e Ronaldo. Parreira chegou a dizer em um programa na televisão que a derrota para a França na Copa de 2006 foi, para ele, a maior decepção de sua carreira, maior até do que o 7–1 na Copa do Mundo FIFA de 2014.

2010

Parreira disputaria sua última Copa do Mundo como treinador em 2010, na África do Sul, comandando a seleção anfitriã. Embalada pelos torcedores, com suas vuvuzelas nas arquibancadas, os africanos quase venceram o México na estreia, mas cederam o empate em 1–1 nos minutos finais. No segundo jogo, veio a ducha de água fria: derrota por 3–0 para o Uruguai, equipe que viria a se sagrar quarta colocada no Mundial. Nem mesmo a grande atuação na vitória por 2–1 diante da atual vice-campeã França foi suficiente: a África do Sul terminou a primeira fase empatada com o México em número de pontos, perdendo no critério saldo de gols e sendo eliminada do torneio.

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Vida pessoal

Imagem: Marcello Casal Jr/ABr · BY · Openverse

Parreira é casado desde 1971 com Leila Pereira, com quem tem duas filhas: Vanessa, nascida em 1974 e Dani, nascida em 1977. Em 12 de janeiro de 2024, foi revelado que o ex-treinador estava há quatro meses realizando um tratamento quimioterápico para combater um linfoma de Hodgkin. Segundo nota oficial divulgada pela CBF, o tratamento tem funcionado e Parreira segue evoluindo positivamente.

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Outras atividades

Imagem: riy · BY-NC · Openverse

Segundo seus admiradores, Parreira (formado em Educação Física) é um estudioso do futebol, tendo conseguido unir teoria e prática. Mas, além do futebol, ele possui grande interesse pela arte. Mais especificamente pela pintura, sendo um grande fã da escola impressionista e pela fotografia. Como ele mesmo diz: Parreira também escreveu o livro "Formando Equipes Vencedoras", da Editora Best Seller, em 2006, mas que acabou não fazendo o sucesso esperado. O fracasso de vendas foi atribuído ao insucesso da Seleção Brasileira na Copa do Mundo FIFA de 2006.

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