Eleições para a Assembleia Constituinte Portuguesa de 1975
As eleições para a Assembleia Constituinte de 1975, também conhecidas como eleições constituintes, marcaram um momento histórico em Portugal. Foram as primeiras eleições livres com sufrágio universal realizadas no país e as primeiras após a Revolução de 25 de Abril de 1974. A votação ocorreu em 25 de abril de 1975, elegendo os 250 deputados responsáveis por redigir a nova Constituição, e registrou a maior participação eleitoral da história portuguesa.
Pontos-chave
- Primeiras eleições livres com sufrágio universal em Portugal.
- Realizadas em 25 de abril de 1975, um ano após a Revolução dos Cravos.
- Elegeram 250 deputados para a Assembleia Constituinte.
- Registraram a maior participação eleitoral da história portuguesa.
- Alguns partidos foram impedidos de participar pelo Conselho da Revolução.
Embora diversos partidos estivessem registrados no Supremo Tribunal de Justiça, o Conselho da Revolução impediu a participação de algumas organizações. O Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado (MRPP), o Partido da Democracia Cristã (PDC) e a Aliança Operária Camponesa (AOC) foram barrados devido à sua "ação perturbadora e antidemocrática". O recém-fundado Partido Revolucionário dos Trabalhadores (PRT) também não participou do pleito.
Na noite das eleições, a RTP1 transmitiu um debate especial, moderado por Joaquim Letria, para analisar os resultados parciais. O programa contou com a presença dos líderes dos quatro principais partidos da época: Mário Soares, representando o Partido Socialista (PS); Joaquim Magalhães Mota, substituindo Francisco Sá Carneiro do Partido Popular Democrático (PPD); Álvaro Cunhal, pelo Partido Comunista Português (PCP); e Francisco Pereira de Moura, do Movimento Democrático Português (MDP). Um painel de jornalistas, composto por Manuel Beça Múrias, Dinis Abreu, José Júdice, Castro Mendes e José Carlos Vasconcelos, foi responsável por fazer as perguntas aos convidados.


