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Caracol

Caracóis são os moluscos gastrópodes terrestres de concha espiralada calcária, pertencentes à subordem Stylommatophora, que também inclui as lesmas. São animais com ampla distribuição ambiental e geográfica. Respiram através de um poro respiratório.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 08/07/2026
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O nome

O nome "caracol" vem de "cochleolus" e, no Brasil e em certas partes de Portugal, é usado principalmente para as espécies terrestres, enquanto que as espécies aquáticas são chamadas caramujos. A espécie Achatina fulica, introduzida de forma ilegal no Brasil, é conhecida como "caramujo-gigante-africano".

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Características comuns

Quase todos os caracóis são hermafroditas, produzindo espermatozoides e óvulos. Alguns caracóis de água doce e marinhos têm, contudo, sexos diferentes e são, portanto, ao invés, gonocóricos (machos ou fêmeas). Antes da reprodução, todos os caracóis terrestres praticam uma corte de duas a doze horas antes do acasalamento. Os caracóis terrestres pulmonados, prolíficos reprodutores, inseminam-se reciprocamente em pares a fim de fertilizar os seus óvulos. Cada postura pode conter até cem ovos. Os caracóis terrestres pulmonados e as lesmas têm uma abertura de reprodução de um lado do corpo, perto da frente, através da qual o órgão reprodutor externo é extruído para que a troca de espermatozoides possa ocorrer. A fecundação pode então ter lugar e os ovos desenvolverem-se. Desde o início do acasalamento, cada indivíduo espeta um dardo calcário ou quitinoso na carne do seu congénere; este dardo do amor contém uma glândula que secreta hormonas que favorecem a fecundação na bolsa copuladora.

Descrição

Os caracóis dispõem de um ou dois pares de tentáculos retrácteis (um par nos Basommatophora, dois nos Stylommatophora), chamados cornos ou "antenas" na linguagem familiar. Na parte superior da cabeça, o primeiro par de "cornos" alberga os olhos, mas a visão é um sentido pouco utilizado pelos caracóis. Eles possuem sobretudo um bolbo olfactivo sob o olho e o segundo par de tentáculos é um órgão olfactivo e táctil (epitélio) que é, por outro lado, muito utilizado. A borda situada na abertura da concha é chamada perístoma. A forma, a espessura e a cor do perístoma têm frequentemente uma grande importância na identificação das espécies de gastrópodes.

Deslocação

O caracol desloca-se, apenas para a frente, graças ao seu pé, que é na verdade um gigantesco músculo que se contrai e se alonga alternadamente: é o fenómeno de reptação. A velocidade média, por exemplo, de um caracol-turco adulto é de um milímetro por segundo, ou seja, seis centímetros por minuto. As glândulas dos caracóis secretam também diferentes tipos de múcus (a "baba") contendo numerosos compostos (alantoína, colagénio, elastina) que lhe permitem simultaneamente avançar mais facilmente deslizando sobre os obstáculos e fixar-se mesmo verticalmente em certas paredes. Pode assim também ultrapassar obstáculos particularmente agressivos, tais como fiadas de espinhos ou lâminas de barbear. O múcus serve também para o caracol se livrar de certas substâncias, como os metais pesados, e entra também na composição da concha. O múcus é espesso, endurece e seca ao contacto com o ar, deixando um rasto brilhante à luz.

Alimentação

Os caracóis, tal como as lesmas, alimentam-se graças a uma língua dentada chamada rádula (). Esta língua está coberta de asperezas muito duras, dispostas em fileiras regulares, de forma análoga, por exemplo, a uma grosa de carpinteiro. A alimentação dos caracóis varia consoante a espécie: alguns são fitófagos, detritívoros, outros necrófagos, outros finalmente predadores, por vezes canibais. Os caracóis podem atacar as plantas cultivadas dos jardins (alface, tomates esmagados, rama de cenoura, de aipo...) causando por vezes grandes danos nas colheitas. Os caracóis fitófagos alojam no seu intestino uma flora bacteriana que participa na digestão dos vegetais. As bactérias mantêm-se vivas durante a estivação ou a hibernação, alimentando-se do múcus que é secretado pelo epitélio intestinal.

Cantos e ruídos

Podem ouvir-se emitidos por muitas espécies de moluscos "espécies de cantos" e ruídos: Planorbes, grandes Murex, Búzios, Vieiras, Mias, Canivetes, Cefalópodes. Parecem todos reduzir-se, com variantes, a um único fenómeno físico: sob o efeito de uma retração brusca e rápida do animal, retirado do seu elemento e excitado, uma masa de gás, como bolhas de ar, aprisionada numa cavidade qualquer (cavidades paleais, interstícios entre a concha e o pé, sifões, etc.), é violentamente expulsa e passa através de um orifício estreito, cheio de líquido mais ou menos viscoso, e borbulha: o ruído assim produzido pode, segundo as circunstâncias, e sobretudo segundo a pressão, ir de um simples chilreio a um som quase musical.

Longevidade

A duração de vida dos caracóis varia segundo as espécies. Na natureza, os Achatinidae vivem de cinco a sete anos, enquanto os Helix ultrapassam raramente a idade de três anos. A sua morte deve-se frequentemente a predadores ou a parasitas. Em cativeiro, a sua longevidade é muito superior e vai de dez a quinze anos, para a maioria das espécies. Alguns caracóis viveram mais de trinta anos.

Hibernação dos caracóis terrestres

Os caracóis terrestres só estão ativos quando a humidade é suficientemente elevada. Caso contrário, o animal retrai-se para o interior da sua concha, que fecha com um véu mucoso (curta inatividade) ou com um epifragma, o que lhe evita a desidratação. Alguns caracóis sobem a uma parede ou ao topo de caules de erva para fugir à fornalha do solo, outros como Sphincterochila boissieri (caracol do deserto) vivem nos desertos do Neguev e do Sinai graças à sua xerotolerância, retirando-se nas últimas espiras a fim de formar na primeira uma câmara de ar que isola do ar seco. A hibernação de um caracol pode durar de Predefinição:Posição. O caracol do deserto pode excecionalmente sobreviver até 3 anos em hibernação · .

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Nutrição

Os caracóis são essencialmente herbívoros pois comem verduras como a couve e a alface, frutos carnosos como a melancia, banana e maçã, e ração rica em cálcio. São animais de hábitos noturnos e vorazes, pois comem uma grande quantidade de alimentos. Mas essa voracidade está diretamente relacionada ao clima e às estações do ano: não se alimentam por vários dias em clima seco e quente mas consomem diariamente cerca de 40% de seu peso nos dias frescos.

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Reprodução

Os caracóis são animais hermafroditas incompletos, ou seja, cada um possui os 2 sexos, mas precisam de um parceiro para realizar a cópula ou acasalamento e a fecundação. Eles formam casais e copulam em média 4 vezes por ano num contato que pode durar até 10 horas. A gestação dura cerca de 16 dias quando então cada parceiro procura um lugar úmido, limpam a superfície e cavam com a cabeça de 5 a 10 cm para aí colocarem os ovos. Cada um deposita, em média, 100 a 300 ovos dependendo da espécie. O caracol pode ser reproduzido em viveiro sob condições controladas.

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Uso culinário

Os caracóis são considerados como iguarias em Portugal e em vários países. Também são bastante apreciados na França e Itália onde são chamados de escargots e lumache, respectivamente.

O preparo

Em geral, os caracóis são colocados em jejum por cerca de 5 dias. Durante esse período e dependendo do criador, os animais serão alimentados apenas com água, vinho branco ou ervas aromáticas como agrião, salsa, cebolinha.

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Uso cosmético

Apesar de incomum e um tanto quanto exótico, esta substância é obtida da baba do caracol Cantareus aspersus que age estimulando a produção de fibroblastos aumentando os níveis de colágeno e elastina na pele, e assim, temos mais firmeza na pele. Contém enzimas que contribuem na reparação e cicatrização da pele, além de ser hidratante e antioxidante. Como consequência, a síntese de colágeno e elastina é exacerbada e a velocidade de reparação da pele é normalizada, suavizando as rugas e devolvendo densidade, brilho e uniformidade à pele envelhecida. O extrato de caracol ainda pode conter vitaminas revitalizantes e antioxidantes, alantoína natural com grande potencial cicatrizante, antibiótico natural (efetivo contra diferentes tipos de bactérias) e ácido glicólico que confere à “baba” suave efeito esfoliante ao lado das enzimas.

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Fontes consultadas

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