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Capivari

Capivari é um município brasileiro do interior do estado de São Paulo, pertencente à Região Imediata de Piracicaba, que por sua vez pertence à Região Intermediária de Campinas. A população aferida pelo IBGE no Censo de 2022 era de 50 068 habitantes, distribuídos em uma área de 322,88 km², o que resultava em uma densidade populacional de 155,07 habitantes por km². Na estimativa populacional calculada pelo IBGE para 2025, a população de Capivari era de 51 369 habitantes, resultando em uma densidade estimada de 159,09 habitantes por km². Em número de habitantes, está na 781.ª posição no país e na 117.ª no estado.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/08/2026
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História

Surgimento do povoado

No início do século XVIII, Capivari recebeu os primeiros visitantes. Alguns deles encontraram um lugar com bom terreno, clima, água e peixes. Montaram acampamentos e decidiram começar uma nova vida. Em 1718, com a descoberta de ricas jazidas de ouro, nas cercanias de Cuiabá – período este em que um grande número de aventureiros passou por ela para abreviar o caminho até Mato Grosso –, em busca do metal precioso. Essas viagens aconteceram por via fluvial, pois a mata não oferecia condições favoráveis. Os aventureiros enfrentavam grandes perigos, fome e lutas ao longo do caminho. Uma dessas monções saiu de Porto Feliz, por ordem do marquês de Pombal e sob o comando do capitão general Morgado de Mateus, mas foi dizimada em grande parte por indígenas.

Elevação de freguesia a vila

Por alvará de 10 de julho de 1832, é oficialmente denominada Vila de “São João Baptista de Capivary de Baixo” (Capivari de Cima era a atual Monte Mor). Assim tem início o desenvolvimento econômico do povoado. Predominam o açúcar, os cereais, o chá, o algodão e o café que contribuem para a proliferação das fazendas. A elevação da freguesia a vila atraiu ainda mais moradores, exigindo assim melhorias na infraestrutura local. A população da vila na época era: As vias principais eram: Rua do Comércio (saída para Porto Feliz - atual XV de Novembro) e Bento Dias Pacheco (saída para Monte Mor); o nome foi em homenagem ao padre ituano Bento Dias. Na época não existia cemitério e os mortos eram sepultados na igreja. Também nessa época, começou a funcionar a primeira escola Emulação, na casa que foi do Padre Fabiano, na rua do mesmo nome, esquina com a Tiradentes.

Instalação da primeira Câmara

A primeira Câmara de Capivari foi eleita em 7 de setembro de 1832 e instalada em 25 de julho de 1833. Com a efetiva instalação do município, Capivari desliga-se de Porto Feliz. Os homens formados eram dois: o padre e o cirurgião. A vila possuía também oito negociantes e doze jornaleiros, quatro estrangeiros, sendo dois naturalizados. Era juiz de paz, o senhor Felisberto da Costa Guimarães. Os vereadores foram nomeados por decreto, pelo regente Campos Vergueiro, com mandato previsto para três anos. O responsável pelo município, considerado o primeiro prefeito, foi o tenente Fernando Paes de Barros, nomeado pelo presidente da Província de São Paulo. Martim de Melo Taques foi o primeiro presidente da Câmara de Capivari. Em 1835, foram promulgados os primeiros atos municipais estabelecidas por lei de 26 de agosto de 1835. A segunda Câmara foi eleita em 1835, sendo criada a Cadeia Pública em baixo e a Casa da Câmara em cima. A composição da primeira Câmara era: Joaquim Correia Leite, Martim de Melo Taques, Antônio Pires de Almeida Moura, João Dias de Aguiar, Saturnino Paes, José Ferraz de Arruda, Manuel Ferraz de Sampaio e Felipe de Campos Bicudo.

Café, açúcar e política

Em 1836, aparece o café na região, primeiramente em Itu e Jundiaí. No oeste e sul paulista, o açúcar superava o café. Em 1837, era a principal cultura, alavancando o comércio nas vilas ao ocidente da capital, Jundiaí, São Carlos, Itu, Porto Feliz, Capivari, Sorocaba e Piracicaba, que forneciam juntas, a metade do açúcar exportado pelo porto de Santos. O município, em 1836, contava com 3.437 habitantes e tinha 52 engenhos produzindo 52.193 arrobas de açúcar e 490 canadas de aguardente. A terceira Câmara Municipal foi eleita em 7 de setembro de 1837. Assim, a construção da ponte – então considerada nova - sobre o rio Capivari (na XV de Novembro) seguiu de 1838 a 1840. Ela contava com 400 palmos de comprimento por 25 de largura.

Visita de D. Pedro II a Capivari

Um fato histórico e significativo para Capivari foi a visita do imperador D. Pedro II e da imperatriz Dona Teresa Cristina à cidade em 22 de setembro de 1878. Assim que o casal imperial chegou à estação de Capivari, já o aguardava uma comitiva para conduzi-los, em um trole (carruagem) a frente da igreja matriz onde esperavam diversos populares e autoridades para a realização da cerimônia oficial. Ainda na estação ferroviária, muitas pessoas animavam as festividades. As manifestações de carinho ficavam evidenciadas nos olhos da população presente. Dentre todas as demonstrações de afeto ao imperador uma foi surpreendentemente inesquecível: ao ser conduzido em direção ao trole, ainda na estação, um morador da cidade vendo que o imperador iria pisar no chão para subir ao veículo, subitamente tirou seu paletó e ajoelhou-se, estendendo a roupa para que pisasse antes de subir à carruagem, fato este que deixou o imperador muito emocionado.

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Geografia

Localiza-se a oeste da capital São Paulo, entre Campinas, Piracicaba e Sorocaba. Suas coordenadas geográficas são 22º59'42" de latitude sul e a 47º30'28" de longitude oeste, estando a uma altitude de 675 metros.

Hidrografia

A maior parte do município de Capivari encontra-se inserido na Bacia do rio Capivari. Entretanto a parte norte da zona rural do município está na área de drenagem da bacia do ribeirão dos Toledos, tributário do rio Piracicaba.

Clima

O clima de Capivari é Subtropical, com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual de 18,4 graus Celsius, tendo invernos secos e frios e verões chuvosos com temperaturas não muito altas. O mês mais quente, fevereiro, conta com temperatura média de 21,9 graus Celsius, sendo a média máxima de 32,1 graus Celsius e a mínima de 19,2 graus Celsius. E o mês mais frio, julho, de 12,0 graus Celsius, sendo 26,3 e 09,2 graus Celsius a média máxima e mínima, respectivamente. Outono e primavera são estações de transição. A precipitação média anual é de 1 257,1 milímetros, sendo agosto o mês mais seco, quando ocorrem apenas 33,3 milímetros. Em janeiro, o mês mais chuvoso, a média fica em 230 milímetros. Nos últimos anos, entretanto, os dias quentes e secos durante o inverno têm sido cada vez mais frequentes, não raro ultrapassando a marca dos 25 graus Celsius, especialmente entre julho e setembro. Em agosto de 2010, por exemplo, a precipitação de chuva em Capivari não passou de zero milímetro. Durante a época das secas e em longos veranicos em pleno período chuvoso, também são comuns registros de queimadas em morros e matagais, principalmente na zona rural da cidade, o que contribui para o desmatamento e o lançamento de poluentes na atmosfera, prejudicando ainda a qualidade do ar.

Rodovias

Capivari é servida pelas rodovias Jornalista Francisco Aguirra Proença (SP 101), Comendador Americo Emilio Romipela (SP 306) e Rodovia do Açúcar (SP 308), que permitem acesso rápido às principais rodovias do estado, como Rodovia Anhanguera, Rodovia dos Bandeirantes, Rodovia Dom Pedro I e Rodovia Castelo Branco.

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Demografia

Composição étnica

Em 2022, segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população do município era composta por 31.388 brancos (62,69%), 13.930 pardos (27,82%), 4.637 pretos (9,26%), 88 amarelos (0,18%) e 21 indígenas (0,04%).

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Política e administração

Legislativo (2021/2024)

(interinamente de janeiro a março de 2013). (com a morte de Luiz Quagliato Filho durante o mandato, o cargo foi assumido pelo então vice-prefeito, Julio Forti Neto). governaram o Estado no período revolucionário de 1930 e durante a vigência

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Economia

A economia da cidade se baseia na agricultura (principalmente da Cana-de-Açúcar) e em empresas que se instalam no município. Atualmente, Capivari possui 326 empresas instaladas, um comércio amplo, com 1357 mil estabelecimentos em atividade, nos mais variados ramos de negócios e 1900 mil prestadores de serviços.

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Infraestrutura

Comunicações

O sistema de telefones automáticos foi inaugurado na cidade em 1976 pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP), que também implantou o sistema de discagem direta à distância (DDD) em 1979 com o código de área (0194). Anteriormente a cidade era atendida pela Companhia Telefônica Brasileira (CTB). Na década de 90 o código DDD da cidade foi alterado para (019), para padronização do sistema telefônico com a telefonia celular que estava sendo implantada em todo o estado.

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Cultura e lazer

A Arena Capivari, antigo Estádio Municipal Carlos Colnaghi, inaugurado em 1992. Pertence à prefeitura municipal de Capivari, onde o Capivariano Futebol Clube joga suas partidas. O estádio tem atualmente a capacidade cerca de 19.000 pessoas devido a uma reforma que ocorreu no ano de 2014. Por lá já se passou vários times de grande importância, como Corinthians, Santos, Botafogo, Guarani, Ponte Preta, entre outros. Em 10 de julho de 1944, a partir da ideia de Abelardo Vergueiro César, uma galeria possuindo retratos e biografias de prefeitos de 1890 até aquele ano surge. E será a partir disto que o Museu passa a se organizar. O Museu Histórico e Pedagógico Dr. Cesário Motta se instala na Câmara Municipal (na Praça) sobre o decreto nº 30.324 de 20 de dezembro de 1957. Após um tempo, segue para o salão paroquial localizado na Rua Martim Tarques. Dois anos depois, em 18 de maio, a Prefeitura enviou um Projeto de Lei à Câmara pedindo autorização para a doação do prédio da Cadeia para o Estado. Dessa forma, o Museu passará por uma nova instalação localizada na Praça José Zuza.

Casarão do Barão de Almeida Lima (Casarão Solar)

Sua construção foi iniciada por iniciativa de um dos principais fundadores da cidade, Antônio Pires de Almeida Moura, neto do Capitão-mor de Sorocaba, José de Almeida Leme.Os trabalhos começaram em 1842, mas devido as suas responsabilidades com as produções das fazendas, as melhorias estruturais do povoado e a responsabilidade pela edificação da igreja, Antônio Pires foi adiando a conclusão ao longo dos tempos. Os trabalhos começaram em 1842, mas devido as suas responsabilidades com as produções das fazendas, as melhorias estruturais do povoado e a responsabilidade pela edificação da igreja, Antônio Pires foi adiando a conclusão ao longo dos tempos.

Casa de Júlio Ribeiro

Júlio César Ribeiro Vaughan, mais conhecido como Júlio Ribeiro, nasceu em Sabará, Minas Gerais, no dia 16 de abril de 1845 e faleceu em 1º de novembro de 1890 na cidade de Santos, vítima de tuberculose. Foi filólogo, jornalista e romancista, e é patrono da cadeira de número 24 na Academia Brasileira de Letras, bem como o criador da bandeira do estado de São Paulo. Júlio foi um dos primeiros professores da cidade de Capivari e mandou construir uma casa localizada na Rua Bento Dias, número 173 no Centro da cidade, onde viveu durante algum tempo de sua vida. Atualmente, a casa se encontra como sendo um restaurante comida oriental. Durante sua vida, quando ainda era proprietário da casa situada em Capivari, escrevera a obra “A Carne”, publicado em 1888. Um romance naturalista, que trata de temas como o divórcio, o amor livre e o novo papel da mulher na sociedade. De fato, esta obra fora um tanto quanto escandalosa na época, pois abordava temas que até então, eram considerados imorais. Algumas obras que Júlio escrevera em Capivari são “Cartas Sertanejas” e “Gramática Portuguesa”.

Estação Ferroviária Sorocabana

O processo de transições socioeconômicas se dá na região com a chegada da ferrovia. A CPEF (Companhia Paulista de Estradas de Ferro) inaugura o trecho férreo ligando Campinas e Jundiaí em 1872, três anos depois a ferrovia chega a Capivari. A Cidade de São João Baptista de Capivari de Baixo avistou o primeiro trem em “tráfego provisório” no dia 21 de outubro de 1875 às 13h50, que transportava produtos e altas autoridades da Província de São Paulo, garantindo o progresso à região e diminuindo as distâncias com o porto de Santos. Esse episódio foi de muita importância para a cidade, pois recebera novos serviços e capitais, relatado por viajantes que estiveram na região, como por exemplo, Augusto Emilio Zaluar, um jornalista português.

Igreja Matriz São João Batista

Ela está no mesmo local onde ficava a capela do início do povoado. Sua construção (da capela) se deu entre os anos 1818 e 1820. Esse período é anterior ao “Plano de Arruamento”, por isso o prédio está na posição atual, ou seja, de lado no lote. A “Igreja Matriz de São João Batista de Capivari” deveria ter sido construída em outro lugar, onde atualmente estão as praças Rodrigues de Abreu e dr. Cesário Motta, que seriam o “Jardim Público” dela (isso segundo o Plano de Arruamento). Contudo ela foi iniciada, mas o dinheiro não foi suficiente para continuar e a obra ficou abandonada até ser totalmente demolida, anos mais tarde. Em 1839, quando esteve à frente da paróquia, o padre Fabiano, recebeu, em 19 de junho (dois meses após sua posse) a visita pastoral do monsenhor Antônio de Carvalho Pinto (vigário da vara), que ficou muito impressionado com a rústica capela de pau a pique. Ele recomendou ao recente pároco, que fizesse uma reconstrução digna do povoado em formação.

Praças Rodrigues de Abreu e Dr. Cesário Motta

Ricas em vegetação, as praças Rodrigues de Abreu e Dr. Cesário Motta reúnem algumas das mais belas paisagens de Capivari. O verde predominante das árvores e plantas divide o espaço com duas fontes, um coreto e um platô, no qual foi inaugurado, em 1932, um obelisco em comemoração ao centenário da fundação da cidade. As praças abrigam também as hermas de Amadeu Amaral (criação de Victor Brecheret), de Tarsila do Amaral (criação de Pandolfo) e Rodrigues de Abreu (criação de Tarsila do Amaral), três dos principais artistas capivarianos. No passado já foi um ponto de separação entre negros frequentando a Praça Rodrigues de Abreu e os brancos frequentando a praça Dr. Cesário Motta, outra curiosidade que os rapazes e as moças circulavam em direções opostas, poderiam paquerar na troca de olhares

Quilombo de Capivari

Em abril de 2004, o Itesp (Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo) reconheceu como terra quilombola uma área denominada “Sítio Santa Rita”, cercada por cana-de-açúcar, localizada na rodovia Jornalista Francisco Aguirre Proença (SP-101), ocupada por descendentes de escravos. Como aponta relatório técnico-científico do Itesp, a terra se tornou propriedade de Eva Barreto, que recebeu a área de seu ex-dono com o compromisso de trabalhar para pagar pelo terreno. Desde então, até o reconhecimento do quilombo, a terra permaneceu sendo ocupada por descendentes da proprietária.

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Religião

De acordo com o Censo 2022 (IBGE), 89,07% da população do município é cristã, sendo 58,29% católicos e 30,78% evangélicos. Outras religiões representam 4,61% da população total. O Cristianismo se faz presente na cidade da seguinte forma:

Igrejas Evangélicas

Entre as igrejas protestantes históricas, pentecostais e neopentecostais, encontram-se na cidade:

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Fontes consultadas

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