James T. Kirk
James Tiberius Kirk é um personagem da franquia de entretenimento Star Trek. Kirk foi primeiramente interpretado por William Shatner como o personagem principal da série original Star Trek. Shatner fez a voz de Kirk na série de animação Star Trek e o interpretou nos sete primeiros filmes da franquia. Chris Pine interpreta uma versão mais jovem de Kirk a partir do filme Star Trek. Kirk também já apareceu em inúmeros livros, quadrinhos e vídeo games da série. O personagem foi elogiado por suas características de liderança, porém também criticado por suas relações com mulheres.
James Tiberius Kirk nasceu em Riverside, Iowa, em 2233. Seus pais eram George e Winona Kirk. Apesar de ter nascido na Terra, Kirk morou por um tempo em Tarsus IV, onde ele foi um dos nove sobreviventes do massacre de 4.000 colonos por Kodos, o Executor. O irmão de James Kirk, George Samuel Kirk é mencionado pela primeira vez em "What Are Little Girls Made Of?", sendo introduzido e morto no episódio "Operation: Annihilate!", deixando três filhos. Na Academia da Frota Estelar, Kirk se tornou o único estudante a derrotar o teste do Kobayashi Maru, ganhando elogios por pensamento original ao reprogramar a simulação para permitir a vitória no cenário "sem vitórias". Kirk ganhou uma comissão de campo como um alferes e foi colocado para treinamento abordo da USS Republic. Ele então foi promovido a tenente-júnior e retornou à Academia como estudante instrutor. Ao se formar entre os melhores, Kirk foi promovido a tenente e serviu a bordo da USS Farragut (NCC-1647). Em 2257 Kirk comandou sua primeira pesquisa planetária em Tycho IV e sobreviveu ao ataque da criatura de nuvem de dikirônio, que matou parte da tripulação e seu comandante, o Capitão Garrovick, que Kirk mais tarde caracterizou como um dos melhores homens que já conhecera.
Realidade Alternativa
O filme de 2009 Star Trek e suas sequências introduzem um universo alternativo que revela diferentes origens para Kirk, sua formação e associação com Spock e como eles terminaram servindo juntos a bordo da Enterprise. O ponto de divergência entre os eventos do universo original e do alternativo ocorre no dia do nascimento de Kirk em 2233. Apesar do filme tratar detalhes específicos de Star Trek como mutáveis, as caracterizações destinam-se a "permanecer as mesmas". No filme, George e Winona Kirk nomeiam seu filho James Tiberius em homenagem a seus pais. Ele nasceu em uma nave auxiliar escapando da USS Kelvin (NCC-0514), onde seu pai é morto. O personagem começa como um "rebelde irresponsável e briguento" que eventualmente chega na "maturidade". De acordo com Chris Pine, o personagem é uma pessoa de "25 anos [que age como uma] de 15 anos" e que está "bravo com o mundo". Kirk e Spock se desentendem na Academia da Frota Estelar, porém, no decorrer do filme, Kirk foca sua "paixão, obstinação e o espectro das emoções" e se torna o capitão da Enterprise.
Jeffrey Hunter interpretou o Capitão Christopher Pike, oficial comandante da USS Enterprise, no rejeitado primeiro piloto "The Cage". Ao desenvolver o segundo piloto, "Where No Man Has Gone Before", o criador da série Gene Roddenberry mudou o nome do capitão para James T. Kirk depois de rejeitar várias opções. O nome foi inspirado pelo Capitão James Cook, cuja anotação em seu diário "a ambição me leva... mais longe do que qualquer outro homem esteve antes de mim" inspirou o título do episódio. O personagem é em parte baseado em Horatio Hornblower, de C. S. Forester, e a NBC queria que o programa enfatizasse o "individualismo áspero" do capitão. Jack Lord era a escolha original da Desilu Productions para interpretar Kirk, porém sua exigência de 50% da série levou a sua não contratação. William Shatner tentou imbuir o personagem com "respeito e admiração", ausentes em "The Cage". Ele também tirou inspirações de suas experiências como ator Shakespeariano para fortalecer o personagem, cujo diálogo era carregado de jargões. Não apenas ele se inspirou na sugestão de Roddenberry de Hornblower, porém Shatner também baseou Kirk em Alexandre, o Grande—"o atleta e o intelectual de seu tempo", que Shatner havia interpretado em um piloto não vendido dois anos antes—e nele mesmo porque "o fator de fadiga [depois de semanas de filmagens] é tanto que você tenta ser tão honesto quanto possível consigo mesmo". Um veterano na comédia, Shatner sugeriu fazer os personagens do programa tão confortáveis no espaço quanto eles estariam no mar, e fazer Kirk ser o humorado "bom amigo o capitão, que em tempos de necessidade iria ter um estalo e viraria um guerreiro". Mudar o personagem para "um homem com emoções bem humanas" também permitiu o desenvolvimento do personagem de Spock. Shatner escreveu que "Kirk era um homem que se maravilhava e muito apreciava as surpresas sem fim apresentadas a ele neste universo... Ele não dava as coisas como garantidas e, mais do que ninguém, respeitava a vida em cada uma de suas formas de aventuras estranhas e semanais".
De acordo com Shatner, as primeiras resenhas de Star Trek chamavam sua interpretação de "expressiva como uma porta", com a maioria dos elogios em relação a atuação indo para Leonard Nimoy. Entretanto, os maneirismos de Shatner ao interpretar Kirk se tornaram "instantaneamente reconhecíveis", com Shatner vencendo o Saturn Award de Melhor Ator por The Wrath of Khan. O The Guardian chamou a interpretação de Pine como Kirk de um "sucesso absoluto", e o The Boston Globe disse que Pine é "um bom, jovem impetuoso Kirk". A Slate, que chamou Pine de "uma jóia", descreveu sua performance como "canal[izando]" Shatner sem ser uma imitação. A Slate descreveu a representação de Kirk por Shatner como "expansiva, barulhenta, um tanto ridícula e, mesmo assim, supremamente capaz de liderar homens, Falstaffiano no seu amor pela vida e da grandeza do espírito". O The Myth of the American Superhero se refere a Kirk como um "redentor superhumano" que "como um verdadeiro superherói... regularmente escapa depois de arriscar uma batalha com monstros ou naves estelares inimigas". Apesar de alguns episódios questionarem a posição de Kirk como herói, Star Trek "nunca deixou o espectador em dúvida por muito tempo". Outros comentaram que sua "força, inteligência, charme e espírito aventureiro" o fazem um personagem irrealista. Kirk é descrito como capaz de encontrar maneiras de "através de problemas inesperados atingir seus objetivos" e seu estilo de liderança é mais "apropriado em um firme, georgaficamente idêntico, time com uma cultura forte para liderança". Apesar de Roddenberry ter concebido o personagem como sendo "num sentido muito real... 'casado'" com a Enterprise, Kirk é notado por "suas façanhas sexuais com lindas mulheres de todos tamanhos, formas e tipos"; ele foi chamado de "promíscuo". O autor Randy Pausch acredita que ele se tornou um melhor professor, colega e marido porque ele assistiu Kirk comandar a Enterprise; Pausch escreveu que "para garotos ambiciosos com uma inclinação científica, não poderia haver modelo maior do que James T. Kirk".
Impacto cultural
A cidade de Riverside, Iowa, peticionou Roddenberry e a Paramount Pictures em 1985 a permissão para "adotar" Kirk como o "Futuro Filho" da cidade. A Paramount queria US$ 40.000 para uma licença para reproduzir um busto de Kirk, porém a cidade no lugar fez uma placa e construíu uma réplica da Enterprise (chamada de "USS Riverside"), e o Clube da Comunidade da Área de Riverside anualmente realiza um "Festa Trek" em antecipação ao aniversário de Kirk. Kirk já foi o alvo de várias paródias em uma grande variedade de programas de televisão em muitos países, incluindo o The Carol Burnett Show e a imitação de Kirk por John Belushi para o Saturday Night Live, que ele descreve como seu papel favorito. Jim Carrey foi elogiado por sua sátira do personagem no episódio de 1992 de In Living Color. O comediante Kevin Pollak é conhecido por suas imitações de Shatner como Kirk.


