Capitão Guimarães
Aílton Guimarães Jorge, mais conhecido como Capitão Guimarães, é um bicheiro e ex-militar brasileiro.
Imagem: Portuguese_eyes · BY-SA · Openverse
Carreira militar
Guimarães é filho de um guarda civil, com quem acompanhava as rondas pela Zona Norte do Rio de Janeiro durante sua infância. Seguiu carreira militar, formando-se na Academia Militar das Agulhas Negras em 1962. Durante sua formação, foi descrito como um aluno aplicado, mas com comportamento indisciplinado, e ficou em 15º lugar em sua turma. Sua trajetória na carreira militar esteve ligada à repressão aos opositores do regime militar brasileiro. Após sua formação, ingressou na Polícia do Exército, onde serviu na Vila Militar como primeiro-tenente Foi promovido a capitão em 1968 e, no mesmo ano, passou a atuar em operações de rua e, posteriormente, em interrogatórios no DOI-I até 1974. Conhecido nos porões da tortura pelo codinome “Doutor Roberto”, destacava-se pela abordagem direta em seus interrogatórios, optando por não usar máscara. O Grupo Tortura Nunca Mais lista onze vítimas que teriam sido torturadas sob sua supervisão.
Envolvimento com o jogo do bicho
Após seu afastamento do Exército, Aílton Guimarães Jorge transitou para o mundo da contravenção, inicialmente com a entrada no jogo do bicho. Sua entrada nesse universo foi facilitada por sua amizade com o ex-policial Euclides Nascimento, que introduziu Guimarães ao mundo da contravenção, fazendo com que ele se aproximasse do bicheiro veterano Ângelo Maria Longa, o Tio Patinhas, que, por sua vez, o acolheu em seu círculo de negócios. Guimarães começou a operar como gerente de Tio Patinhas inicialmente em Niterói, onde dividia pontos com o bicheiro Agostinho Lopes da Silva, o Guta, que também detinha bancas em São Gonçalo, Itaboraí e Saquarema. Guta acabou desaparecendo misteriosamente em julho de 1979. Guimarães chegou a ser investigado pelo sequestro e desaparecimento do bicheiro, mas o inquérito policial não encontrou culpados.


