Capitão de Campos
Capitão de Campos é um município brasileiro do estado do Piauí. Localiza-se a uma latitude 04º27'24" sul e a uma longitude 41º56'33" oeste, estando a uma altitude de 130 metros. Sua população, conforme o Censo do IBGE 2022, é de 11.100 habitantes.
De acordo com as pesquisas arqueológicas mais recentes, o território do atual Estado do Piauí é habitada por grupos humanos há muitos milênios. O início dessa ocupação teria ocorrido entre 50 mil ou mesmo 100 mil anos atrás, segundo as datações obtidas em diversos sítios arqueológicos localizados no Parque Nacional Serra da Capivara, como o Toca do Boqueirão da Pedra Furada, Sítio do Meio e Tira-Peia. Ainda que objeto de bastante discussão entre os especialistas, tais sítios apresentam vários painéis de grafismos rupestres e antigas fogueiras, instrumentos líticos (ferramentas de pedra), enterramentos humanos e até material cerâmico de grupos indígenas mais recentes. Embora não se saiba exatamente o período em que foram produzidos, em Capitão de Campos há dois sítios arqueológicos com grafismos rupestres: Pedra dos Letreiros I e Pedra dos Letreiros II. Testemunhos dos primeiros ocupantes dessa região, estes sítios estão localizados em abrigos sob rocha nas imediações do riacho Jacu. Esses sítios foram classificados pelos arqueólogos como pertencentes à Tradição Geométrica, apresentando pinturas esquematizadas de lagartos e mãos humanas – todas em vermelho. –, sendo eventualmente visitados tanto por moradores do município quanto por turistas
Bens tombados e registrados
A história do município de Capitão de Campos também se manifesta através de seu patrimônio imaterial e material, tombados ou registrados em escala federal e/ou estadual. É o caso do Modo de Fazer Arte Santeira do Piauí, manifestação artística da religiosidade regional, atualmente em processo de instrução para registro enquanto patrimônio cultural brasileiro. A Produção Tradicional e Práticas Socioculturais Associadas à Cajuína no Piauí, por sua vez, é considerada patrimônio cultural brasileiro desde 15 de maio de 2014. Em relação às típicas manifestações sertanejas, a Literatura de Cordel foi registrada em 2018 como patrimônio cultural brasileiro, estando ainda em processo de instrução para registro pelo IPHAN as Matrizes do Forró e o Repente
O município tinha uma linda Biblioteca Municipal, construída no fim dos anos 70. Infelizmente por falta de conservação a mesma foi extinta em 2005 e o que restou do acervo foi repassado para uma biblioteca escolar. Em 2011, por meio da lei municipal nº 268/2011, é recriada a biblioteca pública em parceria com o Ministério da cultura e com o SNBP Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas.


