Cantaria
Cantaria é o ofício ou arte de talhar blocos de rocha bruta de forma a constituir sólidos geométricos, normalmente paralelepípedos, de variável complexidade, para utilização na construção de edifícios ou de muros. O profissional desse ofício chama-se canteiro.
A técnica foi introduzida no Brasil durante o período colonial, em 1549, quando o arquiteto militar português e mestre de cantaria Luís Dias chega ao país acompanhando o primeiro governador geral da colônia, Tomé de Sousa. Inicialmente, as pedras eram importadas já talhadas de Portugal como lastro dos navios, para serem utilizadas nas construções. Não era costume aplicar a cantaria na edificação por completo, por conta da escassa mão de obra e alto custo do material. Dessa forma, a técnica podia ser encontrada apenas em pontos específicos das edificações, como nos frontispícios, nos umbrais, nas pilastras, nas cornijas, nos portais e nas janelas, sendo utilizada outra técnica de vedação no restante da construção. O processo de expansão dessa técnica pelo país se deu principalmente por meio das Missões Jesuíticas. No Sul, apesar de grande parte dessa arquitetura ter sido destruída, as construções eram excelentes e tinham uma estética avermelhada por conta do arenito encontrado no local. Em Minas Gerais, também foram usadas rochas locais, como o quartzito, trazendo uma identidade à arquitetura do estado.


