Canal Q
O Canal Q é um canal por cabo português, detido pela produtora Produções Fictícias. O canal opera desde 29 de março de 2010. O Canal Q distribui programas exclusivos, incluindo séries originais como Filho da Mãe” e Felizes para sempre, talk-shows como “Inferno” e “Esquadrão do Amor”, séries estrangeiras como Wat Als? (Holanda) e Derek e ocasionalmente, emissões especiais de stand-up ou cerimónias de troféus. Baseado Numa História Verídica foi o primeiro programa do Canal Q a ser nomeado para uma cerimónia de premiação de televisão.
Imagem: Pimlico Badger · BY-SA · Openverse
A fevereiro de 2010, o Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) autorizou a emissão linear do serviço de programas televisivo do Q, a emitir entre as 21h45m e 00h. O Canal Q começou com uma grelha de programas temáticos com o objetivo de difundir os conteúdos produzidos pela empresa Produções Fictícias, S.A., como talk shows, magazines, debates, entrevistas e programas de humor em língua portuguesa. A primeira emissão deu-se a 29 de março desse ano, com distribuição exclusiva pela Meo (operadora da então Portugal Telecom), numa parceria que envolveu a tecnologia da PT Inovação, para o desenvolvimento do video-on-demand. O canal, desde a sua fundação, apostou na interatividade com o espetador, dando a oportunidade de o público comunicar com os criadores quase em tempo real através da disponibilização de todos os conteúdos transmitidos online, nas redes sociais do canal. Para além disto, o canal também disponibilizou a gravação on-demand.
Direção atual
Depois da saída de Gonçalo Félix da Costa, a até então diretora de produção, Diana Coelho, foi a escolhida para assumir o cargo de diretora-geral. A direção fica composta por mais quatro elementos de diferentes áreas: André Caldeira como diretor técnico, Gonçalo Fonseca como diretor comercial e de comunicação, Susana Romana como diretora criativa e Michelle Adrião como diretora financeira.
Disponibilidade por cabo
A 4 de março de 2013, a operadora de TV por subscrição Zon (atualmente NOS), passou a distribuir também o Canal Q, na posição 15. O canal já era distribuido pela MEO, na mesma posição. A partir de 10 de abril do mesmo ano, o canal começou a integrar a oferta da TV Cabo angolana. A entrada no mercado angolano foi a primeira incursão do Canal Q no estrangeiro. A partir de 4 de fevereiro de 2016, a operadora Vodafone começou também a distribuir o Canal Q, na posição 15. Actualmente, o Canal Q está disponível na posição 70 na NOS e 104 na Vodafone. Na MEO, ocupa a posição 101. Internacionalmente, o Canal Q é emitido em Angola, Moçambique, França, Mónaco, Andorra e Luxemburgo. Tendo produzido, nos últimos anos, cerca de 700 horas de conteúdo original em português.
Imagem: Museo del Oro · BY-NC · Openverse
Os programas que se seguem tiveram ordem de produção pelo Canal Q.
Imagem: DoNotLick · BY · Openverse
Audiências
Durante os primeiros seis meses de emissão, o canal Q, disponível apenas na operadora Meo, emitiu para uma média de 35 mil pessoas por noite, segundo dados avançados pela Direção-geral do canal. Até julho de 2012, as audiências quase quadriplicaram comparando com os valores registados no arranque do projeto, em 2010. Apenas disponível no MEO, houve um aumento de 143% durante o horário nobre, no segundo trimestre de 2012, face ao período janeiro-março. No período a partir das 00h, os números do canal de humor subiram em 131%.
Prémios e nomeações
A revista Meios & Publicidade, na sua 13.ª edição da cerimónia de prémios de Media, elegeu o Canal Q na categoria de Canal de Entretenimento Nacional. A edição de 2012 dos IV Troféus de televisão TV 7 Dias nomearam o programa Baseado numa história verídica na categoria de Melhor talk-show. No entanto, o programa Alta definição da SIC viria a ser eleito vencedor.
Controvérsias
Em maio de 2016, Nuno Markl e José Cid geraram controvérsia a propósito da transmissão de um episódio repetido de Showmarkl (2010). Nesta emissão, em entrevista no talk-show do Canal Q, José Cid teceu considerações que foram entendidas como um insulto a Trás-os-Montes, dizendo que os seus habitantes e cultura não eram representativos de Portugal. Os comentários do músico, geraram indignação nas redes sociais, resultando e cancelamentos de concertos, marcação de manifestação para 11 de junho em Alfândega da Fé, para além de uma petição online com exigência de pedido de desculpas. Insultos a Nuno Markl viriam a desencadear a suspensão da sua página de Facebook. Em comunicado enviado às redações, José Cid viria a pedir desculpas pelos seus comentários depreciativos.


