Jogos Olímpicos de Inverno de 2022
Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, conhecidos oficialmente como Jogos da XXIV Olimpíada de Inverno e mais comumente Pequim 2022, foi um evento multiesportivo realizado entre 4 e 20 de fevereiro na capital da China, Pequim, como sede principal, juntamente com a subsede de Yanqing, na província vizinha de Hebei. Foi a terceira edição consecutiva dos Jogos Olímpicos realizada na Ásia, depois de Pyeongchang 2018 e Tóquio 2020. Pequim foi a sexta cidade na história a sediar os Jogos duas vezes, mas a primeira em sediar tanto os Jogos de Verão (2008) quanto os de Inverno. Além disso, foi a maior cidade a sediar os Jogos Olímpicos de Inverno, título que anteriormente pertencia a Vancouver pelos Jogos Olímpicos de Inverno de 2010.
Imagem: Alexandre Castello Branco/ COB · BY · Openverse
O processo de candidatura para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022 foi aberto pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) em outubro de 2012, com a data limite de 14 de novembro de 2013. Em um processo tumultuado, o quadro executivo da entidade recebeu todas as propostas em 14 de julho de 2014, e escolheu Oslo, na Noruega, Almaty, no Cazaquistão, e Pequim como as cidades candidatas. Oslo retirou sua candidatura em outubro, deixando Pequim e Almaty como candidatas restantes. Pequim foi escolhida por maioria simples (44 a 40) em 31 de julho de 2015, na 128.ª Sessão do COI em Kuala Lumpur, capital da Malásia.
Imagem: Alexandre Castello Branco/ COB · BY · Openverse
Transportes
A Ferrovia Pequim–Baotou ganhou uma nova linha que liga Pequim diretamente para Zhangjiakou, começando da Estação Ferroviária do Norte de Pequim, e terminando na Estação Ferroviária do Sul de Zhangjiakou. Esperava-se que a velocidade máxima da ferrovia chegue a 350 km/h, com a expectativa de que o tempo de viagem entre o centro de Pequim e o distrito fosse de 50 minutos. A expansão do Metropolitano de Pequim continuou, com o projeto sendo completado em 2021 com as 24 linhas planejadas em pleno funcionamento, juntamente com várias estações reformadas. As linhas expressas e várias rodovias em volta da cidade foram expandidas e recapeadas. Contudo, a principal obra de transporte foi o Aeroporto Internacional de Pequim-Daxing, inaugurado em setembro de 2019. Projetado para receber até 72 milhões de passageiros por ano, o novo aeroporto levou menos de cinco anos para ser construído, ao custo de 17 bilhões de dólares. Uma das principais funções desta obra foi aliviar o desproporcional tráfego aéreo do norte da China, bem como diminuir as demandas crescentes dos aeroportos de Pequim-Capital, Tianjin Binhai, Shijiazhuang Zhengding e Qinhuangdao Shanhaiguan, além de substituir as atividades que eram realizadas no Aeroporto de Pequim Nanyuan que precisou ser fechado.
Locais de competição
Em 31 de julho de 2015, o Comitê de Candidatura de Pequim 2022 revelou seus planos relacionados aos Jogos: a cidade iria reutilizar a área do Olympic Green construída para os Jogos Olímpicos de Verão de 2008, com o Estádio Nacional de Pequim novamente sediando as cerimônias de abertura e encerramento, o Estádio Nacional Indoor de Pequim sendo o local principal dos jogos dos torneios de hóquei no gelo, o Centro Aquático Nacional de Pequim sediando o curling e o Centro de Convenções Nacional da China novamente a função de centro de transmissão e mídia (IBC/MBC). Também construído em 2008, a Wukesong Arena sediou os jogos secundários do hóquei no gelo e o Ginásio Indoor da Capital as competições de patinação no gelo e patinação de velocidade em pista curta. A área ainda recebeu a construção do Oval Nacional de Patinação de Velocidade e de novos prédios residenciais com a segunda Vila Olímpica.
Programa esportivo
O programa dos jogos, com 102 finais divididas em 7 esportes, incluindo as três modalidades da patinação (artística, velocidade e velocidade em pista curta), as seis disciplinas do esqui (alpino, cross-country, estilo livre, combinado nórdico, salto de esqui e snowboard) e os três eventos de deslizamento sobre o gelo (bobsleigh, skeleton e luge). Os outros três esportes foram o biatlo, o curling e hóquei no gelo. Em 18 de julho de 2018, durante uma reunião do Quadro Executivo do Comitê Olímpico Internacional em Lausanne, foi anunciada a expansão do programa olímpico de inverno. Três novos eventos individuais foram adicionados: a prova individual feminina no bobsleigh e a entrada das provas do big air no esqui estilo livre (masculino e feminino). Provas de equipes mistas foram adicionadas ao aerials, ao salto de esqui e ao snowboard. Somada a estas provas, também houve uma terceira prova de revezamento na patinação de velocidade em pista curta (revezamento misto). Com esta expansão, o programa teve 109 finais. Além disso, uma demanda da Federação Internacional de Hóquei no Gelo foi aceita, com o número de times participantes no torneio feminino de hóquei no gelo subindo de 8 para 10.
Calendário
As datas dos eventos seguem o fuso horário de Pequim (UTC+8).
Países participantes
Em 17 de dezembro de 2020, a Corte Arbitral do Esporte (CAS) proibiu a participação da Rússia em todos os eventos esportivos até o final de 2022, após a condenação por manipulação de testes, inclusão de mostras falsas em testes antidoping e destruição de arquivos. Porém, os atletas classificados puderam participar dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos sem usar o nome ou o hino do país, sendo tratados como Comitê Olímpico Russo (ROC), nome que foi adotado a partir dos Jogos Olímpicos de Verão de 2020, quando passou a valer a suspensão do país. Em 8 de setembro de 2021, o Comitê Olímpico Internacional anunciou a suspensão da Coreia do Norte dos Jogos Olímpicos de Inverno devido ao boicote realizado durante as Olimpíadas de Tóquio, sob temores de risco de seus atletas devido ao contágio da COVID-19. Assim como a Rússia, o país poderia participar dos jogos, mas usando a bandeira do COI. Em 7 de janeiro de 2022, o país decidiu não participar mais dos jogos, alegando "forças hostis" como a responsável pela sua punição, além das restrições causadas pela COVID-19.
Diversas propostas para inclusão de novos eventos foram feitas no período entre 2016 a 2018. A primeira foi feita pela Federação Internacional de Esqui (FIS), em outubro de 2017, que anunciou que iria sancionar competições femininas do combinado nórdico com o objetivo de que as mulheres pudessem competir em Pequim, o que não aconteceu. O esporte é o único do programa olímpico exclusivo para homens. Em novembro de 2017, a mesma federação propôs a adição de mais três eventos: um torneio misto de salto de esqui e a disputa das competições do big air dentro dos eventos do esqui estilo livre. A Federação Internacional de Luge (FIL) propôs a adição de seis novos eventos. Isso incluía os eventos em uma pista natural de luge (competições individuais de homens e mulheres), uma prova de duplas femininas na pista artificial, além provas de sprint (individual e duplas). Já a Federação Internacional de Patinagem (ISU) propôs a adição da patinação sincronizada como um evento dentro do programa da patinação artística. Uma outra proposta era a de que uma prova mista entrasse no programa, sendo esta uma prova de pontos por equipes ou um revezamento.
Como nos anos anteriores, a Olympic Broadcasting Services (OBS) produziu o feed mundial para as emissoras locais utilizarem em suas coberturas. Na maioria das regiões, os direitos de transmissão foram comercializados junto com os dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, tendo como exemplo o Grupo Globo e a NBCUniversal, que garantiram os direitos de transmissão de todas as versões dos Jogos Olímpicos até 2032. Pela Europa, os jogos foram transmitidos pelo Eurosport, contrato que vai até 2024. Na China, país sede, os jogos foram transmitidos pela emissora pública CCTV.


