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Campinense Clube

O Campinense Clube é uma agremiação esportiva de Campina Grande, no estado da Paraíba, fundada em 12 de abril de 1915, por 29 pessoas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/07/2026
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História

Quando Campina Grande nem sequer contava com luz elétrica e a cidade tinha pouco mais de 10 mil habitantes, o Campinense Clube foi fundado no dia 12 de abril de 1915, como uma sociedade recreativa dançante, que se chamava Sociedade Recreativa Campinense Club. Houve várias reuniões, até que finalmente o jovem advogado Hortêncio de Souza Ribeiro, depois de uma reunião "quente", sugeriu que o clube passasse a se chamar Campinense, esse nome retratava tudo, inclusive a vaidade e o bairrismo dos fundadores, o nome obteve votação unânime. O Campinense Clube surgiu como uma agremiação social, promovia bailes carnavalescos e juninos, quermesses e diversos encontros culturais na sociedade campinense. Segue a lista com os nomes dos 29 fundadores do clube: Após o título de 1980, o Campinense parecia que entraria no crise sem fim, por quatro anos seguidos o clube foi vice-campeão do estado: 1981,1982,1983,1984. Em 1985, o Campinense liderava o segundo turno do octogonal final do Paraibano, mas a justiça cancelou a competição. Em 1982 e 1983 o ataque do Campinense chegou a marca mais de 100 gols numa mesma edição de Paraibano, em 1982 o Campinense marcou 104 gols e em 1983 marcou 135. De 1986 a 1990 o Campinense se quer lutou pro algum estadual.

1917: Primeiro time

No ano de 1917, o presidente do Campinense, Arnaldo Albuquerque, criou um departamento de esportes, surgiu então o primeiro time de futebol do Campinense. Normalmente os jogadores do Campinense até nesse fase eram jovens estudantes, que jogavam futebol sem interesse financeiro. O Campinense venceu sua primeira partida em junho de 1919, 1 x 0 contra o América, time local da cidade.

Primeira rivalidade e fim do futebol no clube

O primeiro rival do Campinense foi o América, e sempre que havia jogo entre essas duas equipes era sempre esperada briga, as coisas esquentaram mesmo em 1919 quando o Campinense conseguiu sua primeira vitória na história, venceu o América por 1x0, como havia muitas brigas e confusão após os jogos, os sócios estavam insatisfeitos, porque se esperava a restrição da prática do futebol apenas para os filhos dos sócios, a presença dos populares não agradou em nada as elites. Então em 1920 a diretoria resolveu acabar com o Departamento de Futebol do Campinense Club. O clube continuou funcionando, mas apenas como clube social na organização festas carnavalescas e juninas, além de outros atrativos como colações de grau, concurso de Miss Campina Grande, shows com cantores diversos, etc. Por 25 anos o Grêmio Renascença (posteriormente Aliança Clube 31) foi a maior rival do Campinense, as duas agremiações disputavam para saber quem fazia o melhor carnaval de Campina Grande. Antes de ser desativado, o Campinense realizou 8 partidas e foi vice-campeão do Campeonato da Cidade em 1919 e 1920.

1950: O Retorno

Em 1954, o Campinense voltou a praticar futebol, com a presidência do Dr. Gilvan Barbosa, houve muita discussão para que isso acontecesse, pois alguns membros não queriam tal coisa, mas o médico Gilvan Barbosa foi um que mais apoiou a ideia e era o presidente do clube na época, os jogadores do clube na época treinavam no sábado a tarde para não atrapalhar o trabalho de seus integrantes, mesmo assim alguns abandonaram a equipe por não conseguir conciliar o tempo produtivo. No dia 12 de março de 1954 o Campinense volta as atividades futebolísticas, só que com a denominação "Centro Esportivo Campinense Clube-CECC", o CECC tinha como finalidade incentivar a prática de vários esportes: basquete, vôlei, tênis etc. Em julho de 1954 o clube conseguiu sua primeira vitória após a volta ao futebol, 3x2 contra o Ferroviário de José Pinheiro, numa decisão por pênaltis, cobrados por Eurimar Oliveira. Inicialmente o CECC era só para o lazer dos associados, era tudo amador. A preocupação era muito grande, o Departamento de Futebol do Campinense, tinha seu próprio estatuto, com treinamentos realizados em outro espaço, completamente separado das atividades sociais do clube até com presidente próprio. No Campinense, o futebol foi a porta de entrada para os populares.

1960 – 1965: Primeiro título estadual de forma invicta, hexa paraibano e campanha na Taça Brasil

Em amistosos disputados, o Campinense mostrava que estava pronto, o ainda Centro Esportivo Campinense Clube, se inscreveu pela primeira vez no Campeonato Paraibano, isso foi em 1960, apenas o Campinense e o Paulistano eram de Campina Grande, o resto da equipes eram da capital da Paraíba, o regulamento da competição e a própria participação do clube, foi bastante questionada, pois a maioria dos jogos seriam disputados na capital, dificultando assim a participação das equipes locais. O regulamento do Paraibano de 1960, era assim: o campeonato era disputado em dois turnos, sendo que no primeiro turno a duas piores equipes seriam eliminadas, no segundo turno os seis clubes classificados, iniciaram com zero ponto, ao final os dois clubes campeões dos turnos decidiriam o campeonato numa melhor de quatro pontos. O Campinense foi campeão do estado em 1960, o clube ganhou de forma invicta o 1º turno e conquistou o 2º turno perdendo apenas um jogo, porém esta última partida do campeonato de 1960 o Botafogo utilizou jogadores irregulares com a Raposa vencendo de WO, por isso perdeu os pontos da partida, sagrando campeão invicto pela primeira vez na história. Algumas estatísticas do Campinense na competição: 1/4 dos gols do campeonato foram marcados pelo Campinense, o clube Cartola marcou 28 gols e tomou 8, fez 14 jogos, e venceu as 14 partidas. Na temporada de 1960 o Campinense realizou 41 partidas, 28 vitórias, 6 empates e 7 derrotas. Levantando o seu primeiro título o Campeonato Paraibano de 1960. Mas não foi fácil, o Paraibano de 1960, só terminou em abril de 1961, devido as dificuldades financeiras dos clubes, o campeonato demorou tanto, que a crônica esportiva deu o apelido de "Campeonato Tartaruga". O Campinense crescia, o Raposinha era sucesso, o time de Futsal do clube também, sem falar da equipe feminina de vôlei.

1971 – 1975: Domínio no Campeonato Paraibano e vice-campeão da Série B

O time do Campinense de 1971 a 1974, ficou conhecido assim, pois era formado por sua maioria jogadores da base do clube. O Campinense voltou a disputar o Campeonato Paraibano em 1971, e sagrou-se campeão, ao disputar a final do campeonato contra o Botafogo-PB, venceu o primeiro jogo por 2x0, perdeu o segundo jogo por 2x1 e ganhou o terceiro jogo por 2x1. Assim foi a primeira equipe do estado a participar do Campeonato Brasileiro da Série B, a equipe conseguiu a vaga, ao vencer o Torneio Seletivo para a Série B de 1971. A primeira participação da Raposa na Segunda Divisão, foi modesta, ficou em 13º lugar. O primeiro jogo do Campinense foi contra o ABC no dia 12 de setembro de 1971, placar 1x0 para o Campinense.

1979 – 1980: Boa campanha no brasileirão e o bicampeonato Paraibano

O Campinense não fez uma boa campanha no estadual de 1976. Em 1977 o clube ficou com o vice-campeonato estadual, porém, seria campeão invicto do Torneio Heleno Nunes, competição organizada pela FPF e que reunia equipes de João Pessoa e Campina Grande. O Campinense chegou a aplicar uma goleada de 10 a 1 no Santos-PB no torneio. Em 1978 o Campinense decidiu não participar do Campeonato Paraibano, dedicou-se apenas para a Série A, acabou ficando na 56º colocação no total de 74 equipes. Em 1979 o Campinense mostrava ter um grande elenco, para começar voltou a ser campeão do estado, ao empatar com Botafogo-PB por 1x1, no estádio Amigão no dia 22 de junho de 1980, isso mesmo o paraibano de 1979 só terminou em 1980. O time de 1979 foi sem dúvidas, o mais importante clube da região Nordeste, chegando a alcançar o nível de melhor defesa naquele Brasileirão, com uma média de apenas 0,5 gols sofridos por partida. Mas o que chamou a maior atenção, foi a campanha na Série A, o clube avançou em quarto lugar no grupo D, na segunda fase, ficou no grupo A, lutando pela vaga até a última rodada com o Atlético Mineiro-MG, mas foi eliminado com dois pontos diferença. O clube ficou em 24º no universo de 94 clubes. Em 1980 o Campinense foi bicampeão da Paraíba frente ao Botafogo-PB, empate no primeiro jogo por 1x1 e vitória do Campinense por 2x0 no dia 23 de novembro de 1980.

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Cores e símbolos

Oficialmente o primeiro uniforme do Campinense era camisas vermelhas e calções brancos, sendo que o uniforme do goleiro era todo branco (entre 1917-1920). O primeiro uniforme quando o clube se profissionalizou em 1958, eram camisas vermelhas com gola e punhos pretos, calção branco e meias vermelhas. Este uniforme foi por muito tempo padrão nos jogos do rubro-negro, até por volta de 1970. O Campinense "adotou oficialmente" como primeiro uniforme a camisa com listras vermelhas e pretas com calção branco e meias listradas em vermelho e preto, a partir do Campeonato Paraibano de 1971, perdurando até os dias atuais. Porém o Campinense desde 1961 tinha o padrão listrado como um segundo uniforme opcional, utilizado em inúmeras partidas. O segundo padrão é uma camisa branca com duas listras horizontais vermelho e preta. porém ao longo dos anos este segundo uniforme se altera de acordo com o fornecedor do material esportivo.

Escudo

O escudo do Campinense sofreu várias transformações ao longo do tempo. O primeiro escudo utilizado pelo Campinense tinha o fundo negro contornado por uma listra vermelha e com duas letras C em vermelho no centro. Anos depois a Raposa adotou o formato que viria a ser padrão até os dias atuais. Tratava-se de um círculo com dois CC dentro deste. Este escudo cujo designer foi baseado em uma propaganda de uma famosa marca de refrigerante norte-americana, com os dois CC, remetendo as iniciais de Campinense Clube. No início da década de 1960 o Campinense chegou numa mesma temporada a ter três tipos de escudos. O primeiro o tradicional escudo circular, este utilizado no uniforme com camisas vermelhas, calção branco e meias vermelhas. O segundo escudo era uma cabeça de raposa com uma cartola e escrito Campinense Clube abaixo, este utilizado no uniforme com camisa listradas, calção branco e meias listradas. O terceiro escudo era uma cópia do escudo do Flamengo do Rio de Janeiro, porém com o CC dentro do quadrado com fundo negro, este era utilizado no uniforme branco com duas listras vermelho e preto, calção vermelho e meias listradas.

Mascote

O Campinense adotou a "Raposa Cartola" como seu mascote. O clube escolheu esse animal, pois o mascote do Treze, seu maior rival, era o "Galo" e, na natureza, um dos predadores dos galináceos é a raposa. O mascote teria surgido por volta de 1960/61, devido a "sagacidade" de seus dirigentes em contratar jogadores renomados no Nordeste antes de seu rival, o Treze.[carece de fontes?] E o fato de ser "cartola" é devido a ser conhecido como o "Clube Aristocrático" por muitos anos admitirem apenas em seus quadros de sócios pessoas com alto grau de poder aquisitivo, geralmente membros das mais abastadas famílias campinenses.

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Hino

O Campinense possui dois hinos. O hino popular "Pelos campos do Brasil, a Raposa a correr...", que foi criado pela T. O. R. A. em 1969, para representar o time nos jogos, foi cedido ao clube em 1976 de forma oficial. Composto pelo saudoso Geraldo Cavalcante Marinho e cantado pelo mesmo. O hino oficial do Campinense Clube é o "Eu sou Campinense, com muito orgulho de coração". Esse hino foi criado na década de 1980, mas só começou a ser tocado nos anos 2000. Composto por João Martins de Oliveira.

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Estádios

Plínio Lemos

O Campinense utilizou o Estádio Plínio Lemos de 1958-1999. De 1958 até 1975, o Campinense mandou seus jogos no estádio, conquistou muitos títulos. O estádio Plínio Lemos foi inaugurado em 26 de julho de 1955, tinha capacidade para 8 mil pessoas, foi dado pela prefeitura de Campina Grande ao Campinense através de uma parceria, onde o Campinense seria o responsável de cuidar do estádio. Foi justamente com a justificativa de que cuidaria da manutenção do PL que o Campinense finalmente tomou posse do estádio e passou a administrá-lo em meados de 1958. O detalhe é que o clube social já tinha como sede o "Palacete da Praça Coronel Antonio Pessoa", no centro de Campina, e passaria a "tomar conta" de dois espaços simultâneos.

Amigão

Em 1975, após a conclusão do Estádio Ernani Sátiro, mais conhecido como Amigão, de maior capacidade, o time passou a realizar todos os seus jogos nesta praça esportiva. O Campinense teve o privilégio de inaugurar o Amigão numa partida contra o Botafogo do Rio de Janeiro, em 8 de março de 1975. O placar foi 0 a 0.

Toca da Raposa

O Estádio O Renatão é o principal patrimônio do Campinense, recebe essa denominação em homenagem ao conselheiro do clube, de mesmo nome, responsável pela sua construção.O estádio integra o Centro de Treinamento do Campinense Clube, está localizado no Bairro da Bela Vista. Sua construção começou em 2004 e foi concluída (em parte) em 2006. O Campinense sediou todos os jogos em casa da Copa Paraíba 2006 lá no Renatão, aonde o clube foi campeão da competição de forma invicta. O Renatão, conta com alojamentos, salão de jogos, um campo, um mini campo,sala de impressa, sala de vídeo, cabine de impressa. Infelizmente devido as dimensões do Estádio, no momento está inviabilizado jogos oficiais do Campeonato Paraibano, entre outras competições. Em 2013, passou a ser chamado de "Toca da Raposa". No mesmo ano, a diretoria do Campinense fez uma grande reforma na Concentração do estádio. Em 25 de dezembro de 2016 foi inaugurada nas dependência da Toca da Raposa sua nova Loja, com produtos relacionados ao Campinense Clube.

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Torcida

Conhecida como "A Mais Vibrante", a torcida Raposeira é uma das maiores torcida da Paraíba. De acordo com os institutos de pesquisa, o Campinense é o clube local com a segunda maior torcida do estado da Paraíba, estando apenas atrás do número dos torcedores do Treze. Apelidada de "Nação Raposeira", a torcida do Campinense lidera os rankings de público e renda, tendo como um dos maiores públicos da história do futebol paraibano, o jogo entre Campinense x Santo André, válido pelo Campeonato Brasileiro da Série C, no ano de 2003. O público oficial divulgado foi de 40 000 presentes. Em abril de 2016, o Campinense era o clube paraibano que mais possuía seguidores em redes sociais. Porém, o ranking de seguidores em redes sociais não estava diretamente associado a quantidade de torcedores do clube na Paraíba. Mas, o bom desempenho revelava que o Campinense possuía os melhores canais de interação com seus torcedores.

Torcidas organizadas

O Campinense possui três torcidas organizadas:

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Rivalidade

Seus dois maiores rivais no futebol estadual são o Treze Futebol Clube, de Campina Grande, no confronto conhecido por Clássico dos Maiorais, e o Botafogo Futebol Clube, de João Pessoa. A rivalidade com o Treze é tão grande que o Campinense não utiliza em seu uniforme o número "13", e os trezeanos costumam dizer que são campina-grandenses. Esse é o maior clássico da Paraíba e um dos maiores do Brasil. [carece de fontes?]

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Fontes consultadas

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