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Jiu-jítsu

Jujutsu , mais conhecido na sua forma ocidental romanizada Jiu-jitsu, ju-jitsu, é uma arte marcial japonesa (Bujutsu), e também um esporte de combate, que utiliza técnicas de percussão (Atemi-waza) golpes de projeções (Nage-waza), torções (Kansetsu-waza) e pressões para derrubar e dominar um oponente. Sua origem, como sucede com quase todas as artes marciais antigas, não pode ser apontada com total certeza, o que se sabe por certo é que seu principal ambiente de desenvolvimento e refino foi nas escolas de samurais, a casta guerreira do Japão. Contudo, outros levantam a hipótese de ter origem chinesa através do Shuai Jiao.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/07/2026
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História

A denominação "jiu jitsu", é o resultante de um duplo erro: um de tradução devido ao sistema fonético europeu VS sistema fonético Japonês que fez com que jū (柔) jutsu (術) se tornando Ju-Jitsu nos países europeus onde primeiramente migrou. O segundo erro é oriundo do conhecimento imperfeito da escrita Hiragana: a sílaba "Ju" não existe na sua forma pura em japonês, ela é a contração das sílabas "Ji" e "Yu". A junção das duas sílabas formam o jū (柔) e não "Jiu". O "Jiu" é a forma chinesa de pronúncia da mesma escrita e hoje usada para diferenciar o estilo de luta ocidental brasileira "Jiu-jitsu". Ju-Jutsu, no Japão, foi composto para designar técnicas de combate que envolvem a utilização de armas pequenas e técnicas desarmadas. Nesse contexto, o termo acabou por reunir grande variedade de estilos de combate, que se tinham desenvolvido até aquele momento. A palavra Ju-Jutsu, historicamente tem seu primeiro registro escrito no século XIV, durante o período Sengoku quando o país vivia um violento período de guerra civil, por outro lado não se pode apontar em qual momento histórico esse processo se iniciou nem qual foi a semente, embora há relatos de lutas ou duelos desde 500 AEC. É aceito, contudo, o fato de que as culturas que entraram em contato intercambiavam elementos e dentro desses elementos estavam as disciplinas marciais. Assim, posto que não formalmente, existiu esse contubérnio porque havia a migração de pessoas, comerciantes, pescadores, agentes diplomáticos etc. Ou, ainda, durante os conflitos e encontros bélicos em que se envolveu o Japão, porque, depois dum embate, vencedores e vencidos, como consequência lógica, buscavam aprender e apropriar-se daqueles métodos eficazes no campo de batalha.

Origem do Jiu-Jitsu desde os primórdios até a atualidade

Existem diversas histórias que o jiu-jitsu é uma das artes marciais mais antigas do mundo, uma dessas histórias conta que a arte marcial surgiu há mais de 2000 anos, quando os monges budistas eram atacados por bandidos e tribos mongóis, durante as suas caminhadas entre os templos. Como os monges monastérios indianos eram proibidos pela religião de se defender com armas, criaram a arte marcial desenvolvendo uma técnica baseada nos princípios do equilíbrio, do sistema de articulação do corpo e das alavancas, assim evitando o uso da força e de armas para poder se defender dos agressores. Com a expansão do budismo na Ásia, o jiu-jitsu também percorreu o sudeste asiático chegando até a China e depois ao Japão, onde se desenvolveu e se popularizou. No Japão, chamado de ju-jutsu era uma das principais artes marciais praticadas pelos guerreiros samurais que caso em um combate perdessem as suas espadas, usavam o combate corpo a corpo como último recurso. Após vários anos o jiu-jitsu chegou ao Brasil, quando Mitsuyo Maeda, conhecido como "Conde Koma", veio para cá e ensinou Gastão Gracie e seu filho Carlos Gracie, Maeda também ensinou Luiz França, futuro professor de Oswaldo Fadda. O jiu-jitsu se desenvolveu ainda mais no Brasil, após Carlos Gracie ensinar a arte marcial ao seu irmão Hélio Gracie que aprimorou as arte marcial para adaptar as técnicas ao seu corpo franzino.

Brasil

Com o surgimento do judô, o mestre Kano buscou promover seu estilo, que no começo não era reputado como uma arte marcial autônoma. Em 1913, um dos destacados instrutores do centro Kodokan, Mitsuyo Maeda, também conhecido como «Conde Koma», foi enviado ao Brasil em missão diplomática com o objetivo de receber os imigrantes japoneses e fixá-los no país. Em Belém, o Conde Koma teve entre seus alunos, Carlos Gracie e Luiz França. Carlos foi ensinado em virtude da afinidade entre seu pai, Gastão Gracie, e Maeda. Carlos, por sua vez, ensinou a seus demais irmãos, em especial a Hélio Gracie. Maeda ensinou somente o judô de Jigoro Kano a Carlos, e esse o repassou a Hélio, que era o mais franzino dos Gracies, adaptando-o com grande enfoque no ne waza — técnicas de solo — com o fito de compensar seu biótipo, pelo uso ostensivo do dispositivo de alavanca, dando-lhe a força extra que ele não dispunha. Numa entrevista, Hélio Gracie afirma que "Carlos lutava judô", que "Não 'existe' mais Jiu-Jítsu no Japão, e que os lutadores de Newaza japoneses que praticam MMA hoje em dia são essencialmente Judocas" e finalmente que "Criou o Jiu-Jítsu existente hoje". É certo que o Jujutsu tradicional muito difere do praticado e criado por Hélio e Carlos no Brasil atualmente.

Japão

Atualmente, ainda se pratica o jujutsu' associado aos samurais do antigo Japão. Note-se que, no caso dessa arte tradicional, as palavras ju (flexibilidade, gentil, suave) e jutsu (arte, técnica) são as mesmas do jiu-jítsu mais utilizado para classificar o chamado jiu-jitsu brasileiro, difundido pelos irmãos Gracie. Crê-se que essa vertente tenha sido propagada na Europa por Minoru Mochizuki. No caso da prática do jujutsu tradicional, a essa são associados disciplinas que usam de armas, como o tanto (faca), o tanbo (bastão), o kubotan ou kashinobo (semelhante a uma caneta), a tonfa (utilizada pelas forças policiais), o bô (bastão comprido) e a katana, entre outros (ver: lista de armas de artes marciais).

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Características

Técnicas

A arte marcial usa de todo o corpo como instrumento de combate e pretende ainda beneficiar-se do oponente também, utilizando sua energia e seu próprio corpo, por intermédio de projeções, imobilização, contusões etc. Uma teoria, entre a história e a lenda, fala de uma raiz chinesa, posteriormente elaborada por um médico japonês, chamado Shirobei Akiyama, que foi à China estudar medicina e artes marciais. Akiyama começou a pensar num sistema de defesa baseado na "não resistência", depois de ver no caminho, no decorrer de uma tempestade de neve, os ramos de um poderoso carvalho cederem sob o peso da neve, enquanto os ramos flexíveis de um salgueiro se curvavam sem se partirem, descarregando a força do peso acumulado. Akiyama assimilou e adaptou as técnicas de luta das escolas chinesas e mais tarde fundou a escola Yoshin Ryu. O ju-jitsu começou a desenvolver-se no final da era Sengoki e a sua popularidade cresceu durante os períodos Kanei, Munnji e Kandu (1624-1673).. Desenvolvendo-se tanto como arte marcial como forma de prática e cultura física e mental, o jiu-jitsu, entre 1604 e 1867, chegou a incluir cerca de 160 estilos. Entre as escolas (ryu) mais conhecidas, para além das já referidas Yoshin Ryu, Araki Ryu, Tenjin Shinyo Ryu, Muso Jiken Ryu, Kito Ryu e Katori Shinto Ryu..

Graduação

Os estilos tradicionais (melhor dizendo, kobudo) adoptam o sistema menkyo e as escolas modernas, o sistema Kyu Dan criado pelo mestre Jigoro Kano, composto de faixas coloridas (Obi), que segue a seguinte ordem:

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Herança e filosofia

A cultura e a religião japonesas tornaram-se entrelaçadas nas artes marciais. Budismo, Xintoísmo, Taoísmo e Filosofia confucionista coexistem no Japão, e as pessoas geralmente se misturam e combinam para se adequar. Isso reflete a variedade de perspectivas que se encontra nas diferentes escolas. Jiu-Jitsu expressa a filosofia de ceder à força de um oponente em vez de tentar opor-se à força com força. Manipular o ataque de um oponente usando sua força e direção permite ao jiujiteiro (jujutsuka) que controle o equilíbrio de seu adversário e, portanto, evite que o adversário resista ao contra-ataque.

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Fontes consultadas

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