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Campeonato Amazonense de Futebol

O Campeonato Amazonense de Futebol, mais popularmente chamado de Barezão, é a competição para a disputa do título de campeão estadual entre os clubes profissionais de futebol no estado do Amazonas. Organizada pela Federação Amazonense de Futebol, é o segundo campeonato mais antigo em disputa da Região Norte, sendo disputado desde 1914, sendo amador até 1963 e se profissionalizando a partir de 1964. E em 1966 passou a ser organizado pela FAF. Teve como seu primeiro campeão o Manaos Athletic Club. Seu atual campeão é o Nacional, vencedor da edição de 2026, quando conquistou seu quadragésimo quarto da competição.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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História

O Futebol no Amazonas

O futebol chegou no Amazonas entre o final do século XIX e os primeiros anos do século XX, sendo praticado inicialmente em Manaus, basicamente por ingleses que chegaram durante a belle époque. O primeiro clube esportivo de Manaus foi o eclético Sport Club Amazonense, fundado em 24 de outubro de 1897 pela elite manauara. Porém, esse clube desapareceu por volta de 1900 sem se ter ideia de que praticou o futebol. É em 1903 que se tem a primeira notícia de um jogo de futebol no Amazonas quando, em março daquele ano, os Ingleses fizeram uma partida na praça Floriano Peixoto, no bairro da Cachoeirinha, em Manaus. O primeiro clube fundado no estado em razão especial da prática do futebol foi o Racing Club Amazonense, fundado em 13 de maio de 1906, pelo maranhense José Conduru Pacheco. Quase um ano depois, em 19 de abril de 1907, surgiu o segundo clube baré de futebol, o Sport Foot-ball Club Manáos, de cores vermelho e branco e fundado por Luiz Paulino. Entre essas duas football assocations se deram os primeiros matches de futebol no Amazonas. Nessa época o foot-ball dividia atenções com esportes como esgrima, ciclismo, críquete, ginástica e remo.

1914 a 1963, período do amadorismo

De 1914 e 1963, o Campeonato Amazonense foi realizado no regime de futebol amador, onde os atletas jogavam o esporte por lazer e não como profissão. Deste período muitos clubes surgiram e outros tantos desapareceram, dentre os quais podemos citar Luso Sporting Club e União Esportiva Portuguesa (clubes de origem portuguesa, este último nascido da fusão do Club Vasco da Gama com outra equipe de orgiem lusitana), o Manaos Sporting (permaneceu até a década de 1930), o Princesa Isabel (disputou 12 edições entre 1948 e 1959), o Auto Esporte e o Santos (esses últimos os últimos campeões do amadorismo a não ingressar no futebol profissional). Durante o amadorismo nasceram as principais rivalidades do futebol baré, envolvendo principalmente o "trio de ferro" (Nacional, Rio Negro e Fast Clube) e também rivalidades momentâneas devido ao "sucesso" de clubes como União Portuguesa (nos anos 1930), América nos anos 1950 e Olímpico Clube a partir dos anos 1930 até os primeiros anos do profissionalismo. Houve ainda o inesperado e prejudicial hiato do Rio Negro que perdurou por 14 anos entre 1945 e 1960.

1964 - Hoje: O Profissionalismo

Em 1964, o futebol oficial do estado adotou o regime profissional, devendo a partir dali os clubes exercerem o papel de empregadores de seus atletas, pagando-lhes um salário e oferecendo-lhes direitos de trabalhadores. Antes do profissionalismo chegar, os clubes locais pagavam prêmios e ofereciam condições para seus jogadores continuarem praticando o esporte, oferecendo vantagens para trazê-los de outros clubes. Por vezes, eram oferecidas vagas de empregos e os clubes de maior sucesso geralmente eram articulados com pessoas de poder na sociedade amazonense. Com a obrigação do futebol profissional, isso passou a ser proibido e o número de clubes aptos a participar do campeonato da primeira divisão caiu grotescamente, sendo que a maioria dos mais de 30 clubes filiados preferiu continuar no regime do amadorismo, caso por exemplo do Auto Esporte, uma potência dos anos 60.

Clubes do Interior

Por muitos anos o campeão amazonense era aclamado "Campeão da Cidade" pelo fato do torneio envolver apenas clubes de Manaus. O ingresso de clubes do interior poderia ter ocorrido pelo menos uma década antes, em 1970 quando o Atlético Brasil Clube de Itacoatiara tentou ingresso no campeonato. Como na época tudo dependia de aprovação, a entrada do clube foi vetada por votação dos clubes membros (apenas o Fast Clube votou a favor). Ainda na década de 1970, ensaiou-se a entrada de Manacapuru com os rubro-negros do Manacapuru Esporte Clube. Humaitá, ligada a Manaus pela importante BR-319, também ensaiou ingressar com o Grêmio Esportivo de Humaitá. Já Parintins chegou a contatar a Federação Amazonense de Futebol para ingressar com clubes como Amazonas, Sul América e Nacional. Em 1974 chegou a ser confirmada a entrada de Itacoatiara e Parintins na Taça Amazonas daquele ano. Porém, todas essas intenções acabaram não sendo concretizadas.

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Organização

O campeonato foi organizado pelas seguintes entidades:

Outras Ligas

Devido a uma briga do Nacional com a FADA devido a um desentendimento com o Rio Negro em 1928, criou-se a Associação Manauense de Sports Athleticos (AMSA) em 1929. O Euterpe Football Club acompanhou o Nacional e ingressou nesta liga. A AMSA organizou seu estadual, mas acabou não sendo concluído. Naquele torneio aparecia pela primeira vez o São Raimundo, contando a AMSA ainda com clubes suburbanos como Andarahy Football Club, União Caixeiral Desportiva, Ribeiro Junior Football Club, Santa Cruz Football Club e Flamengo Football Club. Em outra oportunidade, em 1966, os clubes saíram em debandada da FADA e fundaram a Federação Amazonense de Futebol, que atuou em litígio naquela temporada. Vendo isso a Confederação Brasileira de Desportos (CBD) resolveu reunir clubes do cenário amador de Manaus e organizou aquele que deveria ser a continuação do torneio oficial do estado. O torneio foi concluído, com título do tradicional XV de Agosto. No ano seguinte a FAF obteve reconhecimento e o torneio da CBD não mais foi realizado.

Entidades atuais

A Federação Amazonense de Futebol (FAF) foi fundada em 26 de setembro de 1966 com o intuito de gerir o futebol do estado, sua fundação foi motivada pela briga entre a ACLEA (Associação dos Cronistas e Locutores Esportivos do Amazonas) e a antiga Federação Amazonense de Desportos Atléticos (FADA). Seu primeiro presidente foi Flaviano Limongi. A Federação só obteve reconhecimento por parte da Confederação Brasileira de Desportos (CBD) em 9 de setembro de 1967. Por esse motivo o estado ficou sem representantes no Campeonato Brasileiro de Futebol de 1967 (Taça Brasil). A FAF organizou bastante o futebol amazonense, nos seus primeiros anos a entidade trouxe a Seleção Brasileira para inaugurar o Estádio Vivaldo Lima. A partir de 1991, a entidade passou a ser presidida por Dissica Valério Tomaz, dirigente apontado como omisso e desleixado com a organização do futebol local. Dissica é político ligado ao município de Eirunepé, onde foi prefeito e por conta do cargo foi condenado por improbidade administrativa. Em 2022, depois de 30 anos de Dissica no cargo, foi eleito um novo presidente para a entidade, Ednailson Rozenha, figura ligada ao Fast Clube.

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Direitos de transmissão

Desde a temporada de 2009, a TV A Crítica possui os direitos de transmissão do Campeonato Amazonense, transmitindo cerca de um a três jogos por rodada, com direito a transmissão também, a final do campeonato e passou a transmitir o Barezão até então. Em 2022, a Federação Amazonense lançou seu serviço de streaming Barezão Play. Uma plataforma da FAF que contava com planos de pay-per-view com venda avulsa dos jogos a partir de R$ 9,90 e pacotes com mais de quarenta jogos por R$ 59,00 e que utilizava estruturas de transmissão da TV A Crítica. O serviço foi descontinuado após a temporada. A partir da temporada de 2026, a Federação Amazonense negociou e renovou os direitos de transmissão do Campeonato Amazonense, sendo adquirida pela N Sports, possuindo mais uma transmissora para o campeonato. As transmissões são gratuitas via YouTube, FAST, além da veiculação na TV por assinatura. Nesta temporada, a FAF dividiu os direitos de transmissão por mando de campo.

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Mídia

Troféu

O troféu foi dado o nome de "Troféu Campeão Amazonense" embora o formato seja o mesmo do troféu "Encontro das Vidas" utilizado desde a edição de 2024, que simbolizava o fenômeno do encontro das águas dos rios Negro e Solimões. A Federação mantém o apelido de "Barezão" que remete ao gentílico alternativo dos amazonenses, carinhosamente chamados de "barés".

Patrocinadores

O Barezão de 2013 foi a primeira edição que houve naming rights. Quando a fabricante de automóveis americana Chevrolet patrocinou aquela edição, dando o nome de "Campeonato Amazonense Chevrolet de 2013". Na edição seguinte, a General Motors manteve os naming rights mas com o objetivo de promover o nome e as vendas do automóvel Chevrolet Onix. Dando o nome daquela edição de "Campeonato Amazonense Ônix de 2014".

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Participantes

O campeonato persiste com os oito clubes desde a edição de 2024.

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Títulos

Títulos por equipe

O Nacional foi o maior campeão em 10 das 11 décadas, dividiu o posto com o São Raimundo na década de 1990 e na década de 2010 com o Manaus, todos com três títulos. O único além do Nacional que reinou absoluto numa década foi o América na década de 1950. Na década de 1980 Nacional com seis taças e o Rio Negro com quatro conquistaram todos os dez títulos possíveis. Em época de grande rivalidade entre Nacional e Rio Negro, quando o clássico estava no centro das atenções da população manauara e muito prestigiado no cenário futebolístico regional, a sequencia do Nacional era valorizada pela força do grande rival e muito comemorada pela dificuldade que tinha à época.

Título por cidade

Os municípios de Manaus (51 clubes ao longo da história), Itacoatiara (Penarol e JC), Manacapuru (Princesa do Solimões e Operário), Coari (Coariense), Manicoré (CDC Manicoré, Humaitá (Olaria), Borba (Nacional Borbense), Iranduba (Iranduba) e por último Parintins (Parintins) tem clubes sediados que disputam ou disputaram o estadual. Os clubes Holanda e CEPE são sediados em Manaus mas por conta de parcerias, estiveram ligados a cidades do interior (Rio Preto da Eva e Iranduba, respectivamente). O Parintins, com sede na cidade homônima, também tem ligação com Rio Preto da Eva, onde manda seus jogos.

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Participações

Abaixo, segue uma lista dos clubes que participaram do Campeonato Amazonense no período em que se tornou profissional (1964). São mais de 62 participações nessa fase do estadual. Último campeonato contabilizado: Campeonato Amazonense de 2026

Ranking de vezes entre os quatro primeiros

Os clubes que mais vezes estiveram entre os quatro primeiros lugares, foram os seguintes(as posições obedecem o número de títulos, depois os vice-campeonatos e assim por diante):

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Fontes consultadas

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