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Caixa dois

A expressão caixa dois (português brasileiro) ou saco azul (português europeu) se refere a recursos financeiros não contabilizados e não declarados aos órgãos de fiscalização competentes do Poder Executivo. Entre os crimes de caixa dois, o de lavagem de dinheiro e organização criminosa estão no âmbito do Poder Judiciário, ampliando a gravidade do crime. O caixa dois é utilizado por algumas empresas que deixam de emitir ou emitem notas fiscais com valor menor ao da transação realizada, para que sejam devidos menos tributos. Desta forma, ao declarar os valores das notas fiscais aos órgãos fiscalizadores, apura-se menos tributos a recolher ao erário. A diferença constitui o caixa dois, o "esquecimento do contador da empresa". Com a multa e os juros, essa diferença deverá ser paga ao erário público.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 18/07/2026
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Exemplos no Brasil

Imagem: Vivi RS/RJ · BY-NC-ND · Openverse

Sérgio Cabral

Em 2017, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral foi preso na Operação Calicute, uma desdobramento da Operação Lava Jato, acusado de receber propina em troca de concessões para construtoras em obras públicas, como nas obras do Arco Metropolitano, PAC das favelas e na reforma do estádio Maracanã. O esquema também desviava dinheiro das obras públicas, onde a polícia calculou o valor de 340 milhões de reais desviados e gastos com atividades pessoais de Cabral. Neste caso de caixa dois, os crimes cometidos pelo réu se enquadraram em desvio de verba, lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa.[carece de fontes?]

Odebrecht

Em documentos apreendidos pela Polícia Federal do Brasil relacionados ao caso Organização Odebrecht (atual Novonor) na Operação Lava Jato, em sua 23.ª fase, batizada de Acarajé listam mais de 316 políticos de diversos partidos, que receberam supostamente repasses ilegais. A notícia divulgada no blog de Fernando Rodrigues, constava em março de 2016 que a lista citava 200 políticos envolvidos em casos de caixa dois. As planilhas contendo as listas se encontravam no domínio do ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedicto Barbosa Silvia Junior, nessas planilhas constavam os nomes e "doações oficiais" também identificadas como bônus por Marcelo Odebrecht, herdeiro do grupo, em delação premiada ao juiz federal Sergio Moro.

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Fontes consultadas

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