Rainer Cadete
Rhayner da Cunha Cadete é um ator e cantor brasileiro. Formado pela Casa das Artes de Laranjeiras, iniciou sua carreira nos palcos do teatro no início da década de 2000 e, mais tarde, se tornou conhecido por seus trabalhos na televisão nos anos seguintes. Cadete é ganhador de vários prêmios, incluindo um Prêmio Extra, um Melhores do Ano e um Prêmio Jovem Brasileiro, além de ter recebido indicação para um Prêmio Contigo! de TV.
Imagem: Olimor · BY-SA · Openverse
Família e formação artística
Nascido em Brasília, em 24 de julho de 1987, Rhayner da Cunha Cadete é filho de uma funcionária pública, Ronalda das Graças Cunha, com um médico Davino Cadete. Durante os primeiros anos de sua vida, não teve muito contato com o pai, sendo criado sozinho por sua mãe. Seus pais se divorciaram quando ele tinha apenas um ano. Somente com seus 27 anos, retomou contato com o pai após quase três décadas sem vê-lo. O reencontro surgiu tardio foi incentivado por seus primos distante, moradores de Pernambuco, que, ao ver seu sucesso na televisão passaram a procurá-lo e montaram um fã clube em sua homenagem. Um dos maiores admiradores do ator era justamente seu pai, Davino, que carregava consigo reportagens sobre o trabalho do filho.
2003—14: Primeiros trabalhos e início na televisão
Iniciou sua carreira profissional em 2003 com a peça Revolução na América do Sul, de Augusto Boal, com uma montagem adaptada por Adriana Lodi em Brasília. Em 2004, em mais uma parceria com Lodi, atuou em O Muro, onde se dedicou profundamente à obra The Wall do Pink Floyd, explorando seus temas por um ano ao lado de um talentoso coletivo de artistas, resultando em textos e cenas que refletiam essa construção colaborativa. Já no Rio de Janeiro, esteve na peça O Castigo (2007), assumindo o papel do inconsciente personificado de uma mulher, mergulhando no universo de Freud, o que se conectou com sua formação em psicologia. No musical Mar Morto (2007), inspirado na obra de Jorge Amado, interpretou o personagem Velho Francisco, para o qual se preparou por um ano com intensas aulas de canto e uma imersão no repertório de artistas como Dorival Caymmi, Maria Bethânia e Rita Ribeiro, a fim de capturar a essência do universo do pescador e da cultura da MPB.
2015—presente: Verdades Secretas e sua projeção nacional
Em 2015, em mais uma colaboração com o autor Walcyr Carrasco, deu vida ao booker Visky em Verdades Secretas, trabalho esse no qual se contrastou na televisão e se tornou amplamente conhecido pelo público graças ao carisma de seu personagem. Na trama, seu personagem é um gay afeminado e afetado, responsável por trazer a protagonista Arlete (Camila Queiroz) para a agência de Fanny (Marieta Severo). Ele é cúmplice de sua chefe nos momentos difíceis, vivendo uma relação de devoção pela ex-modelo, a qual ele chama de "absoluta". A performance do ator foi elogiada pela crítica e audiência e lhe rendeu inúmeros prêmios, incluindo o Melhores do Ano e Prêmio Extra de Televisão como melhor ator coadjuvante do ano.
Imagem: Multishow · BY · Openverse
Quando tinha 15 anos, conheceu a ex-bailarina do Faustão Lily Alvez, com quem desenvolveu um relacionamento. Em uma entrevista ao jornal Extra, em 2015, Lily revelou que entrou de forma inesperada em uma festa de aniversário do rapaz, e foi assim que os dois se conheceram e se tornaram amigos. Com o tempo, a amizade se transformou em um romance. Em abril de 2007, nasceu o filho do casal, Pietro, quando Rainer tinha apenas 19 anos. O casal permaneceu em namoro até 2008. Em 2015, Cadete iniciou um relacionamento com a modelo Tatianne Raveli. O casal ficou junto por dois anos e meio, chegou a morar junto, mas terminou em setembro de 2017. Em fevereiro de 2022, Rainer Cadete compartilhou em uma entrevista ao canal Põe na Roda, no YouTube, que se identifica como pansexual. Ele destacou que acredita que a sexualidade é algo muito pessoal e que, muitas vezes, as pessoas geram uma ansiedade excessiva em relação à sexualidade dos outros, algo que ele mesmo já vivenciou.


