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Cabo Bruno

Florisvaldo de Oliveira, mais conhecido como Cabo Bruno, foi um ex-policial da Polícia Militar do Estado de São Paulo, acusado de mais de cinquenta mortes na periferia de São Paulo durante os anos 1980. Considerado "um dos personagens mais polêmicos da crônica policial", chegou a admitir essas mortes, mas depois negou-as em depoimento.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 18/07/2026
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Histórico

Imagem: proyectocampoadentro · BY-NC-SA · Openverse

O apelido vinha desde a infância em Catanduva, uma provocação dos colegas comparando-o a um alcoólatra das redondezas chamado Bruno. Mesmo a mãe passou a chamá-lo apenas assim. [nota 1] Cabo Bruno era o que se conhece como "justiceiro", pessoa que é contratada para matar outras, geralmente nas periferias. Dizia-se que ele matava "por odiar marginais", embora depoimentos sugerissem que algumas execuções teriam sido motivadas pela aparência das vítimas. Ele agia, quase sempre em suas folgas, no bairro de Pedreira (região do Jabaquara, zona sul de São Paulo), e alguns moradores dizem que "no tempo dele não havia tanta insegurança". Comerciantes seriam seus maiores "clientes", embora ele negasse. José Aparecido Benedito foi o único sobrevivente das chacinas de Cabo Bruno: depois de tomar um tiro, fingiu-se de morto e conseguiu escapar. Reportagens do jornalista Caco Barcellos tornaram-no notório. Foi ele que cobriu a última prisão do criminoso para o Jornal Nacional. A maioria dos fuzilamentos de que foi acusado deu-se em 1982, e os muitos corpos crivados de balas encontrados na região durante aquele ano causaram pânico. Os carros que ele usava — um Chevette, um Maverick e um Opala —, cujas cores eram sempre mudadas, ajudaram a criar sua fama.

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Libertação e morte

Imagem: proyectocampoadentro · BY-NC-SA · Openverse

Em 2009, após cumprir um sexto de sua pena, solicitou a conversão para o regime semiaberto. O Ministério Público Estadual pediu uma avaliação psicossocial criminológica, feita em duas etapas e com pareceres favoráveis à progressão de pena, que foi concedida em 19 de agosto. Apesar do regime semiaberto, ainda naquele ano foi-lhe negado o benefício de saídas temporárias, o que ele só poderia ter a partir de 2017, por causa do seu histórico de fugas. Contudo, em 22 de agosto de 2012, a Justiça de Taubaté concedeu-lhe a liberdade após 27 anos de prisão. Além do parecer do promotor, que se baseou em lei que prevê a liberdade definitiva para presos com bom comportamento e com cumprimento de prisão superior a vinte anos, documentos com elogios de funcionários e da própria direção da P2 quanto à sua conduta na unidade reforçaram a decisão. Plastificou o alvará de soltura original e passou a carregar sempre uma cópia consigo, junto com uma lista de dez sonhos que gostaria de realizar antes de morrer. "Nas minhas fugas, eles [a polícia] sempre me paravam", reclamava, em tom de brincadeira. "Agora, que tenho o alvará, ninguém me para mais."

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Fontes consultadas

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