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História da Rússia

A história da Rússia começou quando os primeiros homens pré-históricos foram viver na região até os dias de hoje.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
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Pré-história da Rússia

Depois dos habitantes pré-históricos da região hoje denominada Rússia, apareceram no sul da Rússia os Citas de língua iraniana.

Habitantes da planície do Leste Europeu

Muitos povos de diversas etnias migraram para a planície central europeia. Porém os eslavos, que chegaram posteriormente, gradualmente se tornaram dominantes. Muito antes da organização da Rússia de Quieve, povos indo-arianos viveram na área que hoje é a Ucrânia. O mais conhecido destes grupos era o dos nômades Citas, que ocuparam a região do século VI a.C. até o século II d.C. e cujas habilidade nas guerras e na cavalaria eram notáveis. Entre o século I d.C. e o século IX, godos e nômades hunos, avaros e magiares atravessaram a região em suas migrações. Apesar de muitos deles terem subjugado os eslavos na região, aquelas tribos deixaram pouca coisa de significativo. Mais importante neste período foi a expansão dos eslavos, que foram agricultores, criadores de abelhas, e também caçadores, pescadores e pastores. Por volta do século VI, os eslavos eram o grupo étnico predominante na planície do leste europeu.

Eslavos do leste e varegues (Väringar)

Por volta do século IX, guerreiros e comerciantes da Escandinávia, chamados "varegues" (väringar), (mais conhecidos como viquingues), já tinham penetrado nas terras eslavas do leste. Eles ocasionalmente combatiam o povo local, conhecido por eles como rus, e utilizavam os vencidos como escravos ou slav. Acredita-se que os termos "russo" e "eslavo" tenham sido cunhados ou adaptados pelos escandinavos, dos quais os termos usados atualmente tenham se originado.

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Os russos de Quieve

O primeiro estado eslavo na região foi a Rússia de Quieve. Antigas sagas islandesas e runas chamam o território russo de "Gardariki" (Terra das cidades), posteriormente conhecidas pelos nomes de "Pequena Rússia" (= Ucrânia) e Grande Rússia. De acordo com estas sagas, o país estava dividido em três partes principais: Holmogordo (Novogárdia Magna), Conugordo (Quieve) e Palteskja (Polácia). A região de Quieve era considerada a melhor terra de todo o país. O território fora destas três porções era visto pelos noruegueses como a terra dos tártaros. Exportações de escravos, peles, mel e cera contribuíram para o crescimento de Quieve e da Novogárdia. As duas cidades rivalizavam com outras cidades europeias em tamanho, riqueza e belezas arquitetônicas. Em 988 a região adotou o cristianismo, com a oficialização do batismo de habitantes de Quieve por São Vladimir; e, alguns anos depois, foi introduzido o primeiro código de leis, chamado de "Russkaya Pravda". Quando comparada com as outras línguas da Europa cristã, nota-se que a língua russa foi pouco influenciada pelo grego e pelo latim dos primeiros escritos cristãos. Isto foi graças ao fato de que o idioma eslavo (hoje chamado de Eslavo Litúrgico) foi diretamente usado na liturgia desde então.

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Bulgária do Volga

A Bulgária do Volga ou Bulgária Volgaica ou Volga-Cama Bolgar foi um estado histórico que existiu entre os séculos VII e XIII ao redor da confluência dos rios Volga e Kama no local hoje abrangido pela Rússia. Atualmente, são consideradas descendentes da Bulgária do Volga em termos territoriais e étnicos as Repúblicas do Tartaristão e Chuváchia.

Origem

Informação de primeira mão sobre a Bulgária Volgaica é muito dispersa. Como não sobreviveram autênticos registros búlgaros, a maioria de nossas informações vêm de fontes contemporâneas árabes, persas, russas e indianas. Algumas informações saíram de escavações. Pensa-se que o território da Bulgária Volgaica fora originalmente colonizada por povos fino-úgricos. Os búlgaros chegaram a esta área aproximadamente em 660, comandados pelo clã Cotrago, filho de Cubrato. Algumas tribos búlgaras, no entanto, continuaram a avançar na direção oeste e após muitas aventuras se estabeleceram ao longo do rio Danúbio, no que é hoje conhecido como Bulgária, aonde foram assimilados pelos eslavos, adotando um idioma eslavo do sul e a fé cristã ortodoxa oriental.

O grande minarete em Bulgar

Procurando promover a unificação entre as tribos guerreiras e para obter um forte aliado em sua luta contra os cazares, Almas Cã da Bulgária do Volga escreveu uma carta ao califa de Bagdá pedindo-lhe homens letrados e religiosos que podiam ler o Alcorão e construir mesquitas. No dia 11 de maio de 922, o cã recebeu o missionário de Bagdá, Amade ibne Fadlane, e 4 dias depois uma assembleia tribal proclamou o Islamismo como a religião oficial do Estado.

Apogeu

Grande parte da população local era composta por povos turcos, dentre eles os Suares, Barsils, Bilars, Baranjars e parte dos Burtas (segundo ibne Rusta). Descendem dos búlgaros do Volga, os atuais chuvases e tártaros do médio Volga, apesar de evidências linguísticas sugerirem que os chuvases pertenciam a um etno turco mais antigo, que pode ser conectado aos hunos. Outra parte compreende tribos finlandesas e magiares. O líder da Bulgária do Volga era chamado de iltäbär (algumas vezes elteber). Após a islamização seu título passou a ser xeique. Eltebers conhecidos incluem: Almış (Almas), Mikail bine Cäğfär (Micaul ibne Jafar), Mö'mim bine Äxmäd (Mumim ibne Amade), Mö'min bine âl-Xäsän (Mumine ibne Haçane), Talibe bine Äxmäd (Talibe ibne Amade).

Declínio

Em 1223, um destacamento avançado do exército de Gengis Cã, após passar pelo Cáucaso e sul da Rússia aonde derrotou vários exércitos locais, avançou para o território da Bulgária do Volga, porém tal ataque foi repelido. 13 anos depois os mongóis, sob a liderança de Batu Cã e do general Subedei, voltaram e anexaram a região do rio Volga e seus domínios, pondo fim ao estado búlgaro volgaico. Como resultado, a área da Bulgária do Volga tornou-se parte integrante da Horda de Ouro. Foi dividida em vários principados, alguns deles recebendo certa autonomia.

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Cazária

A Cazária foi um extinto estado não eslavo que existiu nas estepes entre o Mar Cáspio e o Mar Negro e parcialmente ao longo do Rio Volga. É hoje considerado um símbolo tradicional da Rússia, assim como a árvore conhecida em português por bétula ou vidoeiro.

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Invasão mongol

A invasão mongol da Rússia foi uma invasão empreendida por um vasto exército de nômades mongóis, iniciada em 1223 contra o estado da Rússia de Quieve, a essa altura fragmentada em vários principados. Tal invasão precipitou a fragmentação da Rússia Quievana e influenciou o desenvolvimento da História Russa, incluindo a ascensão do principado de Moscou.Foi a primeira derrota russa no inverno em seu território.

Ataque de 1223 e a Batalha do rio Kalka

Ao mesmo tempo que se fragmentava, a Rússia Quievana sentiu a inexplicável irrupção de uma onda estrangeira irresistível vinda de regiões misteriosas do Extremo Oriente. Por causa de seus pecados, diziam os cronistas russos da época, nações desconhecidas chegaram. Nenhum conhecia suas origens ou de onde eles vinham, ou a religião que praticavam. Após as campanhas contra o Império Corásmio, em 1221 uma tropa mongol liderada pelos generais Jebe Noyon e Subedei, em uma campanha de reconhecimento para futuras conquistas, passaram pelo norte do Irã (Irão) e atravessaram os montes Cáucaso, derrotando exércitos georgianos, polovtsianos, cazares e cumanos. No final de 1222, os dois partiram juntos até o oeste, através das estepes, até o Dniestre.

Invasão de Batu Cã (1236–1240)

A vasta horda mongol de aproximadamente 150 mil arqueiros montados, comandada por Batu Cã (neto de Gengis Cã) e Subedei, cruzou o Rio Volga e invadiu a Bulgária do Volga, no outono de 1236. Levou um ano para acabar com a resistência dos Búlgaros do Volga, quipechaques e Alanos. Em novembro de 1237, Batu Cã enviou seus embaixadores para a corte de Yuri II de Vladimir exigindo sua submissão. No mês seguinte, Resânia foi cercada. Após seis dias de batalha sangrenta, a capital foi totalmente aniquilada, para nunca mais ser restaurada. Alarmado pelas notícias, Jorge II enviou seus filhos para deter os invasores, porém eles logo foram derrotados. Kolomna e Moscou foram incendiadas e, no dia 4 de fevereiro de 1238, Vladimir foi cercada. Três dias depois, a capital de Vladimir-Susdália foi tomada e queimada. A família real pereceu no incêndio, enquanto que o grão-príncipe se retirou para o norte. Cruzando o Volga, ele reuniu um novo exército que foi totalmente exterminado na batalha do rio Sit, em 4 de março.

O período do jugo tártaro-mongol

Neste período, os invasores vieram para ficar, e construíram para si mesmos uma capital chamada Sarai, no baixo Volga, próximo ao Mar Cáspio. Aí estava o comandante supremo da Horda de Ouro, como era chamada a porção noroeste do Império Mongol, fixando seu quartel-general dourado, representando a majestosidade de seu soberano, o grande cã, que viveu com a Grande Horda no Vale do Orkhon do Amur. De lá, subjugaram a Rússia nos 3 séculos seguintes. O termo para designar habitualmente esta sujeição é o jugo tártaro ou mongol, que dá a ideia da terrível opressão vivida, porém na realidade estes nômades invasores vindos da Mongólia não eram como geralmente se supõe tão cruéis e opressivos. Eles nunca colonizaram os principados russos e não tinham muito contato com seus habitantes. Diferente da dominação mongol sobre a China e o Irã, o domínio mongol sobre os principados russos era indireto, pois os príncipes russos pagavam anuais tributos a Sarai.

Influência

A influência da invasão mongol nos territórios da Rússia Quievana foi sem precedentes. Centros tradicionais como Quieve nunca se recuperaram da destruição do ataque inicial. A República da Novogárdia continuou a prosperar. Novos centros prosperaram sob o jugo mongol, tais como: Moscou e Tuéria. Os historiadores debateram a influência a longo prazo do domínio mongol na sociedade russa. Os mongóis foram responsáveis pela destruição da Rússia Quievana, a fragmentação da antiga nacionalidade russa em três componentes e a introdução do conceito de "despotismo oriental" na Rússia. Porém alguns historiadores concordam que a Rússia Quievana não era uma entidade homogênea a nível político, étnico e cultural, tendo os mongóis apenas acelerado o processo de fragmentação que começou antes da invasão. Outros consideram que o jugo mongol teve um papel importante no desenvolvimento da Rússia como um Estado. Sob domínio mongol, Moscóvia, por exemplo, desenvolveu sua rede postal, censo, sistema fiscal e organização militar.

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Império Russo

O Império Russo, maior império e maior estado nacional de todos os tempos em área, foi fundado no século XIV, com a derrota dos tártaros na batalha do rio Ugra. Sua raiz foi o principado de Moscou, que liderou o processo de formação do futuro Estado russo. Expandiu-se até ao Oceano Pacífico, entre os séculos XVII e XIX, e foi derrubado pelas revoluções de 1917, a segunda das quais culminou no estabelecimento da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Geralmente, o termo Império Russo é utilizado como referência ao período de tempo da história russa que começa com a expansão iniciada por Pedro I (do Báltico ao Pacífico) até ao reinado de Nicolau II da Rússia, deposto pela Revolução Russa de 1917. O Estado russo foi oficialmente nomeado Império (em russo: Росси́йская Импе́рия) de 1721 a 1917.

Território

A capital do Império Russo foi São Petersburgo, que em 1914 foi rebatizada como Petrogrado. Ao final do século XIX, o tamanho do império era de cerca de 22 400 000 km², abrangendo vastas áreas da Europa oriental e do norte e centro da Ásia. Seus limites eram o Oceano Ártico ao norte, o Cáucaso e as fronteiras com a Pérsia e Afeganistão ao sul, o Oceano Pacífico e as fronteiras com a China, Coreia e Japão a leste e a oeste os montes Cárpatos, onde fazia fronteira com a Alemanha e a Áustria-Hungria. O Império Russo ainda chegou a contar com um território na América, o Alasca, o qual foi em 1867 vendido aos Estados Unidos. Em seu apogeu, o Império Russo incluía, além do território russo atual, os estados bálticos (Lituânia, Letônia e Estônia), a Finlândia, Cáucaso, Ucrânia, Bielorrússia, boa parte da Polônia (antigo reino da Polônia), Moldávia (Bessarábia) e quase toda a Ásia Central. Também contava com zonas de influência no Irã, Mongólia e norte da China.

População

De acordo com o censo de 1897, sua população era aproximadamente de 128 200 000 de habitantes, sendo que a maioria deles (93,4 milhões) vivia na Rússia europeia. Como não poderia deixar de ser, havia grande diversidade étnica no Império Russo. Mais de 100 diferentes grupos étnicos viviam ao longo do território russo, sendo que a etnia russa compreendia cerca de 46% da população.

Organização política

O Império Russo era uma monarquia hereditária liderada por um imperador autocrático (czar) da dinastia Romanov. A religião oficial do Estado era o cristianismo ortodoxo, representado pela Igreja Ortodoxa Russa. Os sujeitos do Império foram separados em estratos (classes) conhecidas como "dvoryanstvo" (nobreza), clero, comerciantes, cossacos e camponeses. Ainda os nativos da Sibéria e Ásia Central foram oficialmente registrados em uma classe chamada "inorodsty" (estrangeiros).

Simbologia

A águia bicéfala chegou ao escudo da Rússia em 1452, proveniente de Roma. Naquela época, o mundo cristão vivia tempos difíceis com a recente tomada de Constantinopla pelos Turcos, que, com o derrube do Império Bizantino, seguiram para ocupar a Grécia e entrar cada vez mais no Mediterrâneo colocando em cheque a existência da soberania italiana e com isso a do próprio Vaticano. O Papa Paulo II tinha então um único recurso para se defender, a família de Tomás Paleólogo, irmão do último imperador bizantino, morto durante a tomada de Constantinopla, que havia se exilado em Roma. Tomás tinha uma filha, a princesa Sofia. O Papa queria que ela se casasse com uma pessoa influente, capaz de fortalecer o papel de Roma naquele período conturbado.

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Revolução Russa

Um parlamento, a Duma, foi estabelecido em 1906. Porém a agitação política e social continuou e foi agravada durante a Primeira Guerra Mundial pelas derrotas militares e pela escassez de alimentos. As revoluções de fevereiro e de outubro (veja Revolução Russa) levou os bolcheviques ao poder em 1917. Em 15 de novembro de 1917, os bolcheviques promulgaram a Declaração de Direitos dos Povos da Rússia que se tornou a base legal para a secessão de diversas partes do ex-Império Russo. Muitos daqueles territórios independentes foram posteriormente reincorporados como repúblicas da União Soviética.

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Guerra Civil Russa

A guerra civil russa foi um conflito armado que eclodiu em abril de 1918 e terminou em 1922 (apesar disso, o ultimo território rebelde foi controlado por Moscou em 1923) Durante este período, exércitos e milícias de diversos matizes políticos se enfrentaram com o objetivo de implantar seu próprio sistema. As partes em conflito incluíram ex-generais Tzaristas, republicanos liberais (os cadetes), o exército vermelho (bolchevique), milícias anarquistas (o Exército Insurgente Makhnovista) e tropas de ocupação estrangeiras. O Exército Vermelho foi o único vencedor do conflito, após o qual foi criado o Estado Soviético, sob liderança incontestada dos bolcheviques. Aproveitando-se do verdadeiro caos em que o país se encontrava, as nações aliadas da primeira guerra mundial resolveram intervir a favor dos brancos (Tzaristas e liberais). Tropas inglesas, francesas, americanas e japonesas desembarcaram tanto nas regiões ocidentais (Crimeia e Geórgia) como nas orientais (ocupação de Vladivostok e da Sibéria Oriental). Seus objetivos eram: derrubar o governo bolchevique (que era pela paz com a Alemanha) e instaurar um regime favorável à continuação da Rússia na guerra; mas talvez seu objetivo maior fosse evitar a "contaminação" da Europa Ocidental pelos ideais comunistas - daí a expressão utilizada por Clemenceau, Presidente da França - de "cordon sanitaire".

Rebeliões de Julho de 1918

Em 6 de julho de 1918, após o assassinato do embaixador alemão em Moscou, Conde Wilhelm von Mirbach, seguiu-se uma série de levantes e rebeliões por parte dos anarquistas russos contra o recém instaurado governo bolchevique e também o exército branco. Estes levantes tiveram maior projeção até ao fim daquele mesmo mês, mas se estenderam até 30 de dezembro de 1922. Tais acontecimentos, por alguns agrupados em torno do conceito de Revolução de 1918, iniciaram-se durante o Quinto Congresso dos Soviets de Toda Rússia, nos quais os discursos antibolcheviques dos anarquistas e dos socialistas-revolucionários não receberam apoio da maioria dos delegados. Derrotados no congresso, os anarquistas e os socialistas-revolucionários decidiram sabotar o Tratado de Brest-Litovsk, arrastando a Rússia Soviética a uma guerra com a Alemanha, assassinando o embaixador alemão em Moscou.

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União Soviética

O colapso do governo czarista foi seguido da expulsão da classe de proprietários de terras e da divisão de terras entre famílias camponesas. Camponeses pobres e médios em geral não se beneficiaram da última, até que Lênin anunciou a Nova Política Econômica (NEP), que pôs um fim à requisição de comida por parte do governo adotada durante a guerra civil. Camponeses comerciavam a maioria de seus produtos a preços livres durante os anos da NEP. Depois da morte do líder revolucionário e fundador da União Soviética, Vladimir Lênin, em 1924, Josef Stalin emergiu como líder incontestado, após Leon Trotsky ter sido exilado da União Soviética, em 1929. Sob o comando de Stalin, que substituiu a NEP de Lênin por planos quinquenais e por coletivização das fazendas, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, ou União Soviética (estabelecida em 1922) se tornou uma importante potência industrial, porém com a eliminação da oposição política, durante os anos 1930, através de expurgos. Stalin atacou a Polónia dia 17 de setembro de 1939. De 1939 até 1941, os russos deportaram 500 000 polacos (os funcionários públicos, a nobreza polaca, os padres e os rústicos mais ricos) para a Sibéria. Também mataram 30 000 os soldados poloneses em Katyn, Ostaszkowo e Charkow. Em 1941, a Alemanha atacou os territórios soviéticos. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a União Soviética emergiu como uma das duas superpotências mundiais, posição mantida durante quatro décadas através do fortalecimento militar, ajuda técnica e militar a países em desenvolvimento e pesquisa científica, especialmente em tecnologia espacial e de armamento. Tensões crescentes entre a União Soviética e os EUA, a outra superpotência e ex-aliada sua na guerra contra o eixo Nazi-Fascista, levou à chamada Guerra Fria.

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Federação Russa

À medida que a influência de Boris Yeltsin ofuscava a de Mikhail Gorbachev no poder na Rússia e a desintegração dos regimes de ideologia socialista no Leste Europeu avançava, após a queda do Muro de Berlim, em 1989, desencadeou-se a dissolução pacífica da União Soviética, em 1991, e a independência da Federação Russa. Yeltsin foi o primeiro presidente da Rússia, em 1991, após o fim da União Soviética, e o primeiro eleito democraticamente na história daquele país. Yeltsin comandou a transição do socialismo para o capitalismo e seu governo foi marcado por transformações econômicas e políticas na Rússia e em outros países da ex-União Soviética. Em 1993, a Duma se rebelou contra a liderança de Yeltsin e se recusou a aprovar as normas constitucionais que outorgavam amplos poderes ao executivo. O prédio do parlamento russo acabou bombardeado por tanques, por ordem do presidente. Em 1995, a República Autônoma da Chechênia, rica em petróleo e passagem obrigatória de oleodutos, proclamou sua independência. Rebeldes pegaram em armas e começaram a enfrentar autoridades russas utilizando táticas de guerrilha. Yeltsin enviou as forças armadas para combatê-los, mas as guarnições numerosas e os tanques grandes, pesados e lentos não conseguiram penetrar as montanhas da região, de relevo acidentado. O conflito causou grande número de baixas entre os soldados russos, o que minou a popularidade do presidente.

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