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Brookfield Brasil

Brookfield Brasil é uma empresa brasileira de gestão de ativos alternativos, subsidiária da canadense Brookfield Asset Management, com um portfólio de mais de R$ 190 bilhões sob gestão no Brasil.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 01/08/2026
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História

Imagem: Michel Temer - Fotos livres, com o crédito. · BY · Openverse

As operações da Brookfield começaram no Brasil em 1899 quando um grupo de investidores canadenses liderados por William Mackenzie e Frederick Stark Pearson se uniu a investidores brasileiros para fundar a São Paulo Tramway, Light and Power Company, com o objetivo de desenvolver sistemas de iluminação pública e de transporte coletivo movidos a energia elétrica (bondes elétricos). No mesmo ano, foi iniciada a construção da Usina Hidrelétrica de Parnaíba. Inaugurada em 1901, ela foi a primeira hidrelétrica a abastecer a cidade de São Paulo. Em 1904, o grupo expandiu suas atividades para o Rio de Janeiro, com a criação da Rio de Janeiro Tramway, Light and Power Company. Nos anos seguintes, investiu também em sistemas de distribuição de gás, criando em 1912 a San Paulo Gás Co. Ltd. (atual Comgás), e em sistemas de telefonia, criando em 1916 a Rio de Janeiro and São Paulo Telephone Company, que em 1923 passa a se chamar Companhia Telefônica Brasileira (CTB).

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Áreas de atuação e Investimentos

Imagem: Michel Temer - Fotos livres, com o crédito. · BY · Openverse

Os investimentos da empresa no Brasil abrangem ativos em quatro principais segmentos de atuação: Infraestrutura, Energia renovável & Transição, Private Equity e Real Estate. As operações do grupo estão presentes em 24 estados brasileiros e geram mais de 20 mil empregos. No segmento de infraestrutura, detém participações acionárias na concessionária de rodovias Arteris, e na VLI, uma empresa de soluções integradas de logística que engloba ferrovias, portos e terminais intermodais além de investimentos em linhas de transmissão de energia operados pela empresa Quantum, e em transporte de gás por meio da Nova Transportadora Sudeste (NTS). No primeiro semestre de 2019, em parceria com a americana Digital Realty, a Brookfield finalizou a compra da Ascenty, empresa de infraestrutura de data centers com foco na América Latina. No segmento de investimentos imobiliários, possui um portfólio de edifícios de escritórios comerciais de alto padrão em São Paulo e Rio de Janeiro, além de investimentos em shopping centers e parques logísticos. Em 2021, a empresa fez seus primeiros investimentos no setor de residenciais multifamily no Brasil, após acordo para a aquisição de cerca de cinco mil unidades residenciais do portfólio da Luggo, startup de locação de imóveis da MRV.

Investimentos

A Brookfield detém no Brasil um portfólio de investimentos imobiliários com cerca de 2 milhões de metros quadrados de área locável em operação e em desenvolvimento nos segmentos de edifícios corporativos, parques logísticos, residenciais multifamily e shopping centers. Em Energia Renovável, a empresa tem em seu portfólio no Brasil 93 ativos de geração de energia renovável, incluindo usinas hidrelétricas, parques eólicos, parques solares e quatro usinas de geração a partir de biomassa. Por meio da Elera Renováveis, administra 3,3 GW de capacidade em operação e tem cerca de 2,4 GW no pipeline de desenvolvimento. Em dezembro de 2023, a Brookfield anunciou seu primeiro investimento no setor de geração distribuída no Brasil, com a aquisição do controle da IVI Energia.

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Controvérsias

Papel na enchente da cidade de São Paulo em 1929

Em 1927, a São Paulo Tramway, Light and Power Company ganhou um contrato de concessão para realizar uma obra para transferir o excedente de vazão do Rio Tietê para abastecer a Usina Henry Borden em Cubatão, que incluía a reversão do fluxo do Rio Pinheiros, sendo concedido a ela o direito de desapropriar todas as áreas alagadiças no entorno dos rios Pinheiros e Tietê para uso próprio e realização de obras de infraestrutura. Em fevereiro de 1929, houve uma precipitação acima da média que se transformou no maior alagamento da história da cidade de São Paulo devido a duas operações da empresa, que abriu as comportas da Represa de Guarapiranga e da Represa Billings e fechou as comportas da represa de Santana de Parnaíba, efetivamente represando a água das chuvas no Rio Tietê na altura da cidade de São Paulo. O resultado foi a elevação em cerca de 3,45 metros do nível dos rios e alagamento das regiões mais baixas da cidade cuja área atingida foi de cerca de 1/3 da região metropolitana, resultando em 38 mortes.

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Fontes consultadas

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