Bridge to Terabithia
Bridge to Terabithia é um filme americano de fantasia e drama de 2007 dirigido por Gábor Csupó baseado no romance homônimo de Katherine Paterson e distribuído pela Walt Disney Pictures. Com elenco composto por Josh Hutcherson, AnnaSophia Robb, Robert Patrick, Bailee Madison e Zooey Deschanel, conta a história de Jess Aarons e Leslie Burke, duas crianças vizinhas que juntas criam um mundo imaginário chamado Terabítia e passam seu tempo livre em uma casa da árvore abandonada.
Jesse Aarons (Josh Hutcherson) é um estudante da quinta série e aspirante a artista que mora com a família, que passa por dificuldades financeiras, em Lark Creek (Virgínia). Ele entra no ônibus escolar com a irmã mais nova May Belle (Bailee Madison), onde tem que evitar a "valentona" da escola, Janice Avery (Lauren Clinton). Na aula, ele é provocado por seus colegas de classe, Scott Hoager (Cameron Wakefield) e Gary Fulcher (Elliot Lawless), e conhece a nova aluna chamada Leslie Burke (AnnaSophia Robb). Na hora do intervalo Jesse disputa uma corrida, junto com a nova colega e outros meninos, onde ela vence a todos, o que o deixa irritado. No caminho para casa, Jesse e Leslie descobrem que são vizinhos. A noite, Jesse se irrita quando descobre que May Belle desenhou em seu caderno, mas sua mãe, que favorece suas filhas, e seu pai (Robert Patrick) a defendem. Após algum tempo, ele os vê juntos no jardim e fica desapontado por seu pai nunca passar o tempo com ele. No dia seguinte na escola, Leslie elogia a capacidade de Jesse em desenhar, e logo tornam-se melhores amigos. Após a aula os dois aventuram-se na floresta e atravessam um riacho com auxílio de uma corda. Lá encontram uma casa da árvore abandonada e inventam um "novo" mundo (imaginário), a qual ela chama de "Terabítia", que reflete suas vidas. Este ganha vida através de seus olhos à medida que exploram os arredores. Nos dias seguintes, eles passam seu tempo livre na casa da árvore para se conhecerem.
A produção de Bridge to Terabithia começou em fevereiro de 2006 e custou aproximadamente vinte milhões de dólares. As filmagens principais ocorreram em Auckland (Nova Zelândia), dentro de um período de sessenta dias. A edição levou dez semanas, enquanto a pós-produção, a mixagem e os efeitos visuais demoraram vários meses. A conclusão ocorreu em novembro de 2006, porque a equipe "teve que se apressar" para atender o prazo final de 16 de fevereiro. Foi dirigido por Gábor Csupó, recomendado para o trabalho pelo diretor da Walden Media, Cary Granat. Embora ele nunca houvesse trabalhado antes em um live-action antes, isso "nem ao menos, preocupou Granat". O diretor afirmou que estava interessado em fazer o longa porque "tinha há muito tempo a ambição" de fazer um filme deste tipo, mas que "não gostou de nada até ler o livro". Ele descreveu o livro como "belo" e disse que ele "[o] mudou". Bridge to Terabithia foi o último longa do diretor de fotografia Michael Chapman antes de sua aposentadoria. Ele mencionou nos comentários do DVD que se aposentou depois de filmá-lo porque queria que seu último trabalho fosse um bom filme: "esta é uma história tão bonita e é exatamente o tipo de filme que quero fazer neste momento da minha vida."
Escolha do elenco
Csupó afirmou que inicialmente não tinha atores em mente para o longa-metragem. O primeiro membro do elenco a ser escolhido foi AnnaSophia Robb para o papel de Leslie Burke. Ela escreveu a Csupó "uma carta, linda e emocionante", que expressava seu amor pelo livro e pela personagem. O diretor disse que a escolheu por causa de "sua carta, seu entusiasmo e seu amor pelo assunto." Robb também conversou com o produtor Lauren Levine antes do elenco ser selecionado e "a conversa o convenceu de que, sem dúvida, AnnaSophia havia sido feita para este papel." Levine disse que "era tão claro falar com ela sobre toda essa fantasia que eu estava basicamente falando com a Leslie, que tinha o mesmo tipo de faísca e presença mágica. Ela podia ser fisicamente diferente de Leslie no livro, mas o espírito de Leslie e o espírito de AnnaSophia são quase idênticos. Foi uma combinação feita no céu." Com relação à personagem, a atriz disse que é "uma dessas pessoas que simplesmente sempre está iluminada, que tem um brilho sobre ela e que ninguém pode derrubar. Como Leslie é uma personagem viva e enérgica, foi muito divertido para mim tornar-se ela."
Design e efeitos especiais
Csupó explicou que "foi uma decisão muito consciente desde o início que nós não iriamos exagerar nos efeitos visuais, para tentar manter a integridade da história e do livro", porque havia apenas uma breve menção de Jess e Leslie lutando contra criaturas imaginárias na floresta no romance. Com isso em mente, eles "tentaram fazer o mínimo possível, só o que fosse necessário para transformá-lo em uma versão cinematográfica." Ao criar os seres imaginários encontrados em Terabítia, Csupó quis fazer criaturas que fossem "um pouco mais artísticas, imaginativas e fantásticas do que os típicos personagens renderizados que você vê em outros filmes" e usou como inspiração Terry Gilliam e Ridley Scott. Dima Malanitchev criou os desenhos das criaturas sob a orientação do diretor, que escolheu renderizar a animação 3D na Weta Digital, porque ele "ficou impressionado com a integridade artística, o trabalho em equipe, o [fato de que] as pessoas eram realmente simpáticas e também [por] eles terem respondido a nossos projetos de forma muito positiva." A Weta modificou alguns dos projetos das criaturas, mas manteve-se fiel à ideia original de Csupó.
Roteiro
O produtor e roteirista David L. Paterson é filho da autora do romance original e seu nome esteve na dedicatória do livro. A história foi baseada em sua melhor amiga da vida real, Lisa Hill, que foi atingida por um raio e morreu quando ambos tinham oito anos de idade. Paterson perguntou à sua mãe, Katherine, se ele poderia escrever um roteiro baseado no livro e ela concordou, "não só porque ele é [seu] filho, mas também porque ele é um dramaturgo muito bom." Paterson teve dificuldade em comercializar o roteiro, principalmente por causa da morte de Leslie; "se você puder acreditar, eu me encontrei com algumas empresas que me perguntaram se eu poderia apenas 'machucar' a Leslie um pouquinho — colocá-la em coma e então trazê-la de volta."
Música
A trilha sonora foi feita por Aaron Zigman, que foi contratado depois que Alison Krauss se demitiu e deixou de terminar o trabalho. Zigman mencionou que há semelhanças entre a música que compôs para Bridge to Terabithia e para Flicka em que "...às vezes há um pouco de influência celta, mas não muito", ele também disse que houve um toque mais moderno na música composta para esse filme. A trilha sonora que elaborou é descrita como "muito maior" em relação ao seu outro trabalho e ele comentou que "além do material minimalista e colorido que eu amo fazer, também gosto de grandes orquestras, quero fazer mais isso e esse filme me permitiu abrir um pouco as minhas asas." A trilha sonora oficial foi lançada pela Hollywood Records em 13 de fevereiro de 2007.
Imagem: woodleywonderworks · BY · Openverse
Marketing e divulgação
Os cineastas distanciaram-se da campanha de publicidade, dizendo que ela era deliberadamente enganosa e que fazia com que o filme parecesse ser sobre um mundo de fantasia ou que ele ocorresse em um. David Paterson ficou surpreso pelo trailer, mas entendeu o raciocínio de marketing por trás dele, dizendo: Os críticos comentaram sobre a campanha de publicidade enganosa do filme. Um crítico disse que Bridge to Terabithia foi realmente "baseado na realidade muito mais do que na fantasia", enquanto outro achou que ele está "longe de ser uma fantasia escapista gerada por computador" e que é "um conto despretensioso e comovente de companheirismo pré-adolescente e perda."
Distribuição
O filme estreou oficialmente no El Capitan Theatre em Hollywood, em 16 de fevereiro de 2007. No entanto, Paterson, que foi aluno da Universidade Católica da América, organizou uma sessão prévia especial para os membros da universidade no AFI Silver Theatre em Silver Spring, Maryland, em 1 de fevereiro de 2007. No fim de semana de estreia, Bridge to Terabithia arrecadou 28,5 milhões de dólares em 3139 cinemas — o segundo colocado nas bilheterias, atrás apenas de Ghost Rider, o que segundo a Buena Vista foi "mais do que o esperado". Na sexta-feira de estreia, o filme arrecadou 6,3 milhões de dólares. A produção teve uma bilheteria mundial de 137 milhões de dólares, sendo que desse total foram arrecadados 82 milhões de dólares apenas nos Estados Unidos e no Canadá.
Recepção crítica
O site Rotten Tomatoes reporta que 84% dos críticos deram uma resenha positiva, baseado em uma amostra de 146 análises com uma nota média de 7,1/10. O consenso da crítica foi de que Bridge to Terabithia é "uma adaptação fiel ao romance amado pela crianças e um relato contundente, através dos olhos das crianças, sobre amor, perda e imaginação" e que "os visuais dinâmicos e performances naturais melhoraram ainda mais o filme imaginativo." Segundo o Metacritic, o longa recebeu uma pontuação média de 74/100 com base em 25 comentários, indicando "geralmente avaliações favoráveis". James Berardinelli do ReelViews disse que Bridge to Terabithia é "facilmente o melhor filme sobre família do início do ano." Ann Hornaday do jornal The Washington Post elogiou o roteiro dizendo que ele é "completamente reconhecível e autêntico" e disse que Robb e Hutcherson foram "perfeitos para o papel." Hornaday escreveu que, embora os cinco minutos finais tenham sucumbido a um "sentimento muito meigo", os telespectadores se lembraram de como ele com "vivacidade e respeito presta uma homenagem ao primeiro amor." Jessica Grose do The Village Voice elogiou o diretor por omitir os "estereótipos de adolescentes bonitinhos" e sentiu que o relacionamento de Jess com seu pai elevou Bridge to Terabithia de "um bom filme para as crianças à um clássico". O crítico do The New York Times, Jeannette Catsoulis, acredita que a fantasia foi colocada em segundo plano para que se pudesse "encontrar a magia do dia a dia" e comentou que Csupó dirigiu "como alguém que tem intimidade com a dor de ser diferente, permitindo que cada personalidade seja mais do que uma característica única." O crítico elogiou todos os atores principais por suas boas atuações, especialmente Deschanel e Madison. Catsoulis disse que o longa foi capaz de lidar com temas adultos "com nuances e sensibilidade", ser consistentemente inteligente e "delicado como uma teia de aranha", e que esse era o tipo de filme infantil "raramente visto nos dias de hoje." Miriam di Nunzio do Chicago Sun-Times elogiou as atuações de Hutcherson e Robb, dizendo que "o coração e a alma do filme repousam sobre as habilidades de seus jovens personagens principais em fazer-nos realmente ver o mundo através dos olhos das crianças. A dupla dinâmica, Hutcherson e Robb, não decepciona."
Prêmios e indicações
Bridge to Terabithia foi indicado a sete prêmios, dos quais ganhou cinco. Josh Hutcherson foi indicado ao Prêmio Saturno de 2008 na categoria "melhor performance de um jovem ator" AnnaSophia Robb foi indicada ao Critics' Choice Award na categoria "melhor jovem atriz". O filme ganhou cinco prêmios no Young Artist Awards, que incluem o de "melhor filme de família (fantasia ou musical)". Hutcherson ganhou o de "melhor ator", Robb ganhou o de "melhor atriz" e Bailee Madison ganhou o de "melhor atriz de dez anos ou menos". O elenco, que incluí Hutcherson, Robb, Madison, Wakefield, Clinton, Lawless, Isabelle Rose Kircher, Carly Owen, Devon Wood, Emma Fenton e Grace Brannigan, foi premiado na categoria "melhor elenco" do ano.


