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Braveheart

Braveheart é um filme norte-americano de 1995, estrelado e realizado por Mel Gibson. Estreou no Brasil em 14 de Julho de 1995 e nos cinemas portugueses em 15 de Dezembro daquele ano. Braveheart recebeu dez indicações ao Oscar, ganhou em cinco categorias, incluindo Melhor Filme e Melhor Direção.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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Sinopse

Imagem: michal18c · BY-SA · Openverse

O filme retrata a figura histórica de William Wallace, guerreiro, patriota escocês e herói medieval. O realizador tenta conferir ao protagonista uma faceta mais romântica e idealista e menos sanguinária. A ação situa-se em finais do século XIII, tempo em que os rebeldes escoceses lutavam contra o domínio do rei inglês Eduardo I. Depois de, ainda criança, ter assistido à morte de seu pai às mãos do exército inglês, Wallace é acolhido por um tio que lhe dá uma educação esmerada e erudita. Depois de percorrer o mundo, volta à sua Escócia natal e apaixona-se por uma jovem camponesa. Para escapar à deliberação real de que um senhor feudal inglês tinha direito a dormir com uma noiva no dia do seu casamento (direito de prima nocte), contraem matrimónio secretamente. Contudo, a sua mulher é morta por um nobre inglês e, no decorrer da vingança, Wallace assume o comando de um pequeno exército de camponeses com o intuito de lutar pela soberania da Escócia. Chega mesmo a derrotar o poderoso exército inglês na Batalha de Stirling Bridge, mas fracassa em conseguir o apoio dos nobres líderes dos clãs escoceses mais interessados em manter as suas regalias junto da coroa inglesa.

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Produção

Desenvolvimento

O produtor Alan Ladd Jr. inicialmente desenvolveu o projeto na MGM-Pathé Communications após adquirir o roteiro de Randall Wallace. Quando a Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) passou por uma mudança de gestão em 1993, Ladd deixou o estúdio e levou consigo alguns de seus principais projetos, incluindo Braveheart. Mel Gibson encontrou o roteiro e, embora gostasse, inicialmente recusou a oferta. No entanto, a história continuou a chamar sua atenção, e ele acabou aceitando o projeto. Terry Gilliam foi convidado para dirigir, mas recusou. Gibson inicialmente queria apenas dirigir e considerou Brad Pitt para o papel de William Wallace, mas depois relutantemente aceitou também interpretá-lo. Jason Patric também foi considerado para o papel. Sean Connery foi convidado para interpretar o Rei Eduardo, mas recusou devido a outros compromissos. Gibson afirmou que a pronúncia de Connery da palavra "Goulash" o ajudou a desenvolver o sotaque escocês para o filme. Gibson e sua produtora, Icon Productions, tiveram dificuldades para conseguir financiamento. A Warner Bros. concordou em bancar o filme desde que Gibson assinasse para fazer outro filme da franquia Lethal Weapon, o que ele recusou. No final, o orçamento foi viabilizado com a Paramount Pictures financiando um terço em troca dos direitos de distribuição na América do Norte, e a 20th Century Fox arcando com os outros dois terços em troca dos direitos internacionais.

Filmagens

A filmagem inicialmente deveria ocorrer inteiramente no Reino Unido, mas a maior parte das gravações foi transferida para a Irlanda em cima da hora, após lobby do governo irlandês, que ofereceu 1.600 membros da Reserva do Exército como figurantes. As filmagens foram planejadas para durar doze semanas em locações na Irlanda e no Ardmore Studios, além de cinco semanas na Escócia. A fotografia principal ocorreu entre 6 de junho e 28 de outubro de 1994. Para reduzir custos, Gibson usou os mesmos figurantes para ambos os exércitos, com os reservistas autorizados a deixar a barba crescer e trocar seus uniformes por trajes medievais. O filme foi gravado em formato anamórfico com lentes Panavision C e E-Series. Gibson também relatou que, durante uma cena de batalha, um cavalo quase o matou, mas seu dublê o salvou. Para evitar a classificação NC-17 da MPAA, Gibson suavizou as cenas de guerra, resultando em uma versão final classificada como R por "violência medieval brutal". Originalmente com 195 minutos, o filme foi reduzido para 177 minutos a pedido de Sherry Lansing, então chefe da Paramount. Em 2016, Gibson mencionou que existe uma versão de quatro horas e expressou interesse em remontá-la se a Paramount e a Fox aprovarem.

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Trilha sonora

Imagem: Peter Mooney · PDM · Openverse

A trilha sonora foi composta e regida por James Horner e executada pela Orquestra Sinfônica de Londres. É a segunda das três colaborações de Horner com Mel Gibson como diretor. A trilha se tornou uma das mais bem-sucedidas comercialmente de todos os tempos. Recebeu aclamação considerável de críticos de cinema e do público, além de ter sido indicada a vários prêmios, incluindo o Oscar, o Saturn Award, o BAFTA e o Globo de Ouro.

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Recepção

Imagem: Peter Mooney · BY · Openverse

No site agregador de críticas Rotten Tomatoes, 76% das 132 avaliações dos críticos são positivas, com uma classificação média de 7,2/10. O consenso do site afirma: "Distraidamente violento e historicamente duvidoso, Braveheart de Mel Gibson justifica sua duração épica ao oferecer ação, drama e romance arrebatadores o suficiente para corresponder à sua ambição." O Metacritic, que usa uma média ponderada, atribuiu ao filme uma pontuação de 68 em 100, baseado em 20 críticos, indicando críticas "geralmente favoráveis". A estreia europeia do filme ocorreu em 3 de setembro de 1995, em Stirling, na Escócia. Braveheart teve um impacto significativo no turismo escocês, reascendendo o interesse popular e midiático no país. A cidade de Stirling sozinha viu uma movimentação financeira de £35 de libras a mais em 1996, com o número de turistas dobrando na região.

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Imprecisões históricas

Embora bem recebido pelos críticos de cinema, que elogiaram principalmente as cenas de ação (como a batalha de Stirling), o filme acabou sendo extensamente criticado por acadêmicos e historiadores por ser pouco fiel a real história da rebelião da Escócia contra a Inglaterra e a biografia de William Wallace. O diretor (e ator principal) Mel Gibson foi também acusado de anglofobia. Elizabeth Ewan, trabalhando para a American Historical Review, descreveu Braveheart como um filme que "sacrifica quase totalmente a precisão histórica em prol de uma aventura épica". Em 2009, o filme ficou em segundo lugar na lista dos "filmes historicamente mais imprecisos" do The Times. Algumas das principais imprecisões do filme são: O roteirista do filme, Randall Wallace, confirmou que o filme é fortemente inspirado pelo poema The Acts and Deeds of Sir William Wallace, Knight of Elderslie, de Blind Harry, escrito no século XV. O poema de Blind Harry não é considerado historicamente preciso e, embora alguns incidentes do filme que não são historicamente acurados sejam retirados de Blind Harry (por exemplo, o enforcamento de nobres escoceses no início), há grandes partes que não são baseadas nem na história real nem no poema de Harry (por exemplo, o caso de Wallace com a princesa Isabella).

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Fontes consultadas

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