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Branca de Castela

Branca de Castela, foi rainha consorte da França como esposa de Luís VIII de França e depois regente do seu filho São Luís. Era filha do rei Afonso VIII de Castela e Leonor de Inglaterra, e portanto também neta dos monarcas Leonor da Aquitânia e Henrique II de Inglaterra.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 18/07/2026
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Consorte de Luís VIII

Depois de um longo conflito, Filipe II de França e João de Inglaterra pretendiam assinar um tratado de paz entre os seus dois países. Nos termos deste tratado, era suposto que a princesa Urraca ficasse noiva do príncipe Luís de França. Mas ao visitar as suas netas em Castela, Leonor da Aquitânia foi de opinião de que a personalidade de Branca era mais adequada para ser rainha da França, e assim foi esta quem acompanhou a avó na Primavera de 1200. Urraca casar-se-ia oito anos depois com o infante Afonso de Portugal. Em 22 de maio de 1200, Filipe Augusto e João Sem Terra assinaram finalmente o tratado de Goulet. João cedeu à sua sobrinha os feudos de Issoudun e Gracay, juntamente com os de André de Chauvigny, senhor de Châteauroux, em Berry. O casamento foi celebrado no dia seguinte em Portmort, na margem direita do rio Sena, território de João, uma vez que os de Filipe estavam sobre um interdicto (sanção equivalente a uma excomunhão, aplicada a um território, com a proibição da celebração de ritos religiosos).

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Regente de Luís IX

Após a morte de Luís VIII em 1226, Branca tornou-se regente em nome do filho Luís IX de França de doze anos de idade. Apesar da grande aceitação como rainha consorte, agora enfrentava a hostilidade da nobreza francesa, provavelmente devido a ser mulher e estrangeira, apoiada em outro estrangeiro, o cardeal Romano Frangipani de Santo-Ângelo, legado papal e preceptor do jovem rei. Mas, acima de tudo, os nobres desejavam aproveitar uma debilidade da autoridade real para retomar as prerrogativas políticas que um século de progresso do poder real lhes tinha retirado. Branca só conseguiu dissolver esta coligação ao dividir os barões, impressionados pelos seus preparativos bélicos ou conquistados pela hábil diplomacia. Na conclusão do tratado de Meaux-Paris de 1229, conseguiu organizar a tomada dos capetianos sobre o Languedoc. No ano seguinte repeliu um ataque inglês e resistiu aos boatos de ligações ilícitas com o cardeal Frangipani e com Teobaldo IV de Champagne. Paralelamente, apoiou-se na obra reformadora de Bernardo de Claraval para fundar as abadias de Royaumont, em 1228, e de Maubuisson, em 1236.

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Descendência

Da união de Branca de Castela com Luís VIII nasceram:

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