Bowfinger
Bowfinger é um filme de comédia estadunidense de 1999 dirigido por Frank Oz. O filme retrata um cineasta fracassado de Hollywood que tenta produzir um filme com um pequeno orçamento e com uma estrela de cinema que não sabe que está num filme e nem que está sendo gravado a todo o instante ao estilo cinema de guerrilha. Ele foi escrito por Steve Martin e estrelado por ele mesmo como o cineasta Robert "Bobby" K. Bowfinger, Eddie Murphy retrata um papel duplo nesse filme: o famoso astro de cinema Kit Ramsey e seu irmão gêmeo, o nerd e abobalhado Jiff Ramsey e Heather Graham como Daisy, uma estrela ambígua e insípida. Os críticos descreveram o filme como uma paródia da produção cinematográfica de Hollywood.
Bobby Bowfinger (Steve Martin) é um produtor de filmes sem sucesso que há vários anos tenta obter um sucesso de bilheteria que tanto deseja. O seu próximo filme terá todos os ingredientes que um filme de sucesso tem de ter: ação, extraterrestres, uma mulher sensual (Heather Graham) e Kit Ramsey (Eddie Murphy), a maior estrela de Hollywood. Mas existe um pequeno problema: o próprio Kit não sabe que o papel é para ele. Bobby e sua equipe planejam filmar Kit nos mais variados locais, sem que ele saiba que está sendo gravado e muito menos participando de um filme. Para realizar o tal feito, Bobby vai contar com a ajuda do irmão gêmeo abobalhado de Kit, Jiff.
Imagem: On Location in Los Angeles · BY-NC-ND · Openverse
O papel de Eddie Murphy foi escrito para Keanu Reeves, enquanto que Daisy, interpretada por Heather Graham, é baseada na ex namorada de Steve Martin, Anne Heche.
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O filme foi produzido pela empresa Imagine Entertainment, de Brian Grazer, em conjunto com a Universal Studios. O título provisório para o filme foi Bowfinger's Big Thing. O filme foi inicialmente agendado para um lançamento em 30 de julho de 1999, mas em maio de 1999 a Universal Studios adiou seu lançamento para 27 de agosto de 1999. Sua data final de lançamento era 13 de agosto de 1999. Os custos do filme chegaram a US$44 milhões. Os executivos da Universal queriam cortar a cena da rodovia porque achavam que seria muito caro; Martin respondeu que ele não cortaria a cena mais engraçada do filme.
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A organização fictícia "MindHead" foi comparada por críticos de cinema à Igreja da Cientologia. Paul Clinton escreveu na CNN on-line: "'Bowfinger' poderia ser visto apenas como uma mentira extravagante sobre Hollywood, filmes, celebridades e até mesmo a Igreja da Cientologia. Mas Martin escreveu uma história doce sobre um grupo de pessoas de fora com sonhos impossíveis". Andrew O'Hehir escreveu em Salon que "Muito de 'Bowfinger' envolve a busca genericamente maluca dos cineastas pelo cada vez mais paranóico Kit, que foge para as garras de uma pseudo-Cientologia chamada MindHead (seu slogan: 'Verdade Através da Força')". o Daily Record e o San Francisco Chronicle fizeram comparações similares, e o Albuquerque Journal e o Fort Worth Star-Telegram chamaram MindHead de uma paródia "pouco velada" da Cientologia. Uma resenha no The New York Times descreveu o papel de Terence Stamp no filme como "um líder de culto para uma organização parecida com a Cientologia chamada Mind Head", e The Dallas Morning News e Houston Chronicle fizeram declarações similares sobre o personagem de Stamp. O roteirista Steve Martin disse ao New York Daily News: "Eu vejo isso como um pastiche de coisas que eu vi vir e passar pelos anos", e afirmou: "Cientologia recebe muito crédito ou culpa agora, porque eles são os mais quentes". The Cincinnati Enquirer observou em sua análise "Para o registro, Martin nega que o MindHead seja baseado em Cientologia".
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No Rotten Tomatoes, o filme recebeu uma classificação de 81%, com base em 109 avaliações, com uma classificação média de 7/10. O consenso do site dizia: "Um comentário espirituoso sobre o cinema moderno, com piadas suficientes para mantê-lo divertido o tempo todo". Em Metacritic, o filme tem uma pontuação de 71 em 100, com base em 33 críticos, indicando "críticas geralmente favoráveis". Roger Ebert deu ao filme três e meio de quatro estrelas, e escreveu "Bowfinger é uma daquelas comédias em que tudo funciona". O filme recebeu três de quatro estrelas do TLA Video & DVD Guide, onde foi descrito como "um olhar engraçado e espantoso para um produtor de Hollywood que fará todos os esforços para fazer seu filme". O Seattle Post-Intelligencer deu ao filme uma classificação de "A-" em sua resenha, escrevendo "Esta é uma comédia fantástica que não se interrompe por um instante". Rocky Mountain News destacou o filme como uma "Critics 'Choice", e escreveu que "Steve Martin leva pontaria suave mas engraçada a Hollywood" no filme. Em The Washington Post, Jane Horwitz descreveu o filme como uma "farsa desenfreada". O Kansas City Star chamou de "comédia freqüentemente hilariante". The New York Times recomendou altamente o filme, e a crítica Janet Maslin escreveu: "Este hilário e de bom coração, descendente espiritual de The Producers é um golpe cômico para Martin". O Daily Mail escreveu "Martin está de volta ao seu melhor doido ... possivelmente o seu melhor de sempre".
Bilheteria
O filme estreou no segundo lugar atrás de The Sixth Sense, com um retorno inicial de bilheteria de US$18.2 milhões em 2,700 cinemas nos Estados Unidos. Ele manteve o segundo lugar na sua segunda semana, ganhando um adicional de US$10.7 milhões e arrecadando US$35.7 milhões em seus primeiros dez dias. Em 7 de setembro de 1999, Bowfinger estava no quarto lugar, com um retorno no final de semana de US$7 milhões e um total bruto de US$55.5 milhões. Em 13 de setembro de 1999, o filme caiu para o 5º lugar, com um retorno de US$3.7 milhões no fim de semana, para um total de US$60.5 milhões. Em 11 de outubro de 1999, o filme faturou US$65 milhões nos Estados Unidos. O filme não se saiu tão bem no exterior como nos Estados Unidos.


