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Pablo Escobar

Pablo Emilio Escobar Gaviria foi um traficante e narcoterrorista colombiano que foi o fundador e único líder do Cartel de Medellín. Apelidado de "o rei da cocaína", Escobar é o criminoso mais rico da história, tendo acumulado um patrimônio líquido estimado em 30 bilhões de dólares no momento de sua morte — equivalente a $69,14 bilhões de dólares em 2026 — enquanto seu cartel de drogas monopolizou o comércio de cocaína nos Estados Unidos na década de 1980 e início dos anos 1990.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 05/07/2026
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Juventude

Imagem: RubioBuitrago · BY-NC · Openverse

Pablo Escobar nasceu em Rionegro, Colômbia, sendo o terceiro de sete filhos de Abel de Jesús Escobar Echeverri, um fazendeiro, e de Hermilda de los Dolores Gaviria Berrío, uma professora de escola primária. Como um adolescente nas ruas de Medellín, ele começou sua carreira criminosa por supostamente roubar lápides para revendê-las a traficantes. Seu irmão, Roberto Escobar, nega isso, afirmando que as lápides vinham de donos de cemitérios cujos clientes haviam parado de pagar pela manutenção das lápides e que eles tinham um parente que tinha um negócio de monumentos. Ele estudou por um curto período de tempo na Universidade Autônoma Latinoamericana, em Medellín. Escobar envolveu-se em muitas atividades criminosas com Oscar Bernal Aguirre, como a aplicação de golpes, venda de cigarros contrabandeados e bilhetes falsos de loteria, além de roubo de carros. No início de 1970, ele era ladrão e guarda-costas e conseguiu 100 mil dólares depois de sequestrar um executivo de Medellín, antes de entrar no comércio de drogas. Seu passo seguinte foi se tornar um milionário ao trabalhar para o contrabandista Alvaro Prieto. A ambição de infância de Escobar era se tornar um milionário até os 22 anos.

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Narcotráfico

Em The Accountant's Story, o irmão de Pablo, Roberto Escobar, descreve o meio pelo qual Pablo passou da simplicidade e obscuridade da classe média para se tornar um dos homens mais ricos do mundo. No auge de seu poder, o cartel de drogas de Medellín estava contrabandeando quinze toneladas de cocaína por dia, no valor de mais de meio bilhão de dólares, para os Estados Unidos. De acordo com Roberto, ele e seu irmão gastavam 1 000 dólares por semana com elásticos para embrulhar as pilhas de dinheiro, armazenando a maior parte dele em seus armazéns; 10% da fortuna tinha de ser descartada por ano devido à "deterioração" por ratos que se infiltraram à noite e mordiam as notas de cem dólares. Em 1975, Escobar começou a desenvolver a sua operação de venda de cocaína. Ele mesmo voou várias vezes, principalmente entre a Colômbia e o Panamá, para contrabandear a carga para os Estados Unidos. Quando mais tarde comprou 15 aviões novos e maiores (incluindo um Learjet) e seis helicópteros, Escobar aposentou seu antigo avião e o pendurou acima do portão do seu rancho, a Hacienda Nápoles. Em maio de 1976, Escobar e vários de seus homens foram presos e encontrados com 18 kg de pasta base depois de voltar a Medellín com uma carga pesada do Equador. Inicialmente, Pablo tentou, sem sucesso, subornar os juízes de Medellín que estavam começando o processo contra ele. Em vez disso, depois de muitos meses de disputas legais, Pablo conseguiu subornar os dois policiais que os prenderam e o caso foi arquivado. Deste episódio em diante, ele começou seu padrão de lidar com as autoridades através de suborno ou de assassinato. Roberto Escobar afirma que Pablo entrou no negócio simplesmente porque o contrabando se tornou muito perigoso para o tráfico. Não havia cartéis de drogas, apenas alguns barões da droga, portanto era um bom negócio para todos. No Peru, eles compraram a pasta de cocaína, que era refinada em um laboratório numa casa de dois andares em Medellín. Em sua primeira viagem, Pablo comprou 14 kg de pasta, no que viria a ser o primeiro passo para a construção de seu império. Na primeira, ele contrabandeou cocaína em pneus velhos em aviões, sendo que um piloto poderia ganhar até 500 mil dólares por voo, dependendo de quanto seria contrabandeado.

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Vida pessoal

Imagem: RubioBuitrago · BY-NC · Openverse

Em março de 1976, com 27 anos de idade, casou-se com Maria Victoria Henao, que tinha 15 anos. Juntos, eles tiveram dois filhos: Juan Pablo (agora Juan Sebastián Marroquín Santos) e Manuela Escobar, criou e viveu em uma luxuosa propriedade chamada Hacienda Nápoles (espanhol para Fazenda Nápoles) e tinha planejado construir uma fortaleza em estilo grego perto dela. A construção da cidadela foi iniciada, mas nunca terminou. A fazenda, o jardim zoológico e a cidadela foram expropriados pelo governo colombiano e entregues a famílias de baixa renda na década de 1990, sob uma lei chamada "extinção de domínio". A propriedade foi transformada em um parque temático rodeado por quatro hotéis de luxo com vista para o jardim zoológico. Ao contrário do sugerido na segunda temporada da série Narcos, Pablo não era torcedor do Atlético Nacional, e sim do rival Independiente Medellín. Tal erro da série foi um dos mais ressalvados pelo filho do traficante, crítico ferrenho da mesma por considerá-la com licenças poéticas em excesso: "se não sabem dizer o time favorito de Pablo, como se atrevem a contar o resto da história?", criticou no facebook, enquanto em entrevista à Veja declarou que "o Pablo Escobar que está ali não tem nada a ver com o Pablo Escobar que conheci. Para se ter uma ideia, erraram até o time de futebol dele". Em 1989, o campeonato colombiano daquele ano foi suspenso exatamente após o assassinato de um bandeirinha que teria errado em desfavor do Independiente em partida contra o América de Cali, clube associado ao cartel desta outra cidade, rival do cartel de Medellín. Em 9 de outubro de 2018, um antigo sicário de Escobar revelou que o chefão planejou o assassinato de Ricardo Gareca, na época jogador do América, embora tenha desistido; seria uma retaliação a um atentado à família de Escobar promovido pelo cartel rival.

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Captura e morte

A guerra contra Pablo Escobar acabou em 2 de dezembro de 1993, em meio a mais uma tentativa de iludir o Bloco de Busca, a unidade operações especiais da Polícia Nacional da Colômbia. Usando a tecnologia de triangulação de rádio, uma equipe colombiana de vigilância eletrônica, conduzida pelo brigadeiro Hugo Martínez, encontrou-o escondido em um bairro de classe média em Medellín. Com as autoridades cercando, um tiroteio com Escobar e seu guarda-costas, Álvaro de Jesús Agudelo (conhecido como "El Limón"), se seguiu. Os dois tentaram fugir correndo pelos telhados de casas adjacentes para chegar a uma rua atrás, mas ambos foram baleados e mortos pelas forças policiais colombianas. Escobar foi atingido por dois tiros na perna, no dorso e por um tiro fatal através da orelha. Nunca foi provado quem realmente disparou o tiro fatal na cabeça de Escobar ou determinado se este tiro foi feito durante a troca de tiros ou como parte de uma possível execução, sendo que ainda há uma grande especulação sobre o assunto. Alguns dos membros da família do traficante acreditam que Escobar poderia ter cometido suicídio. Seus dois irmãos, Roberto Escobar e Fernando Sánchez Arellano, acreditam que ele atirou em si mesmo: "Ele cometeu suicídio, ele não foi morto. Durante todos os anos que fui atrás dele, ele me dizia todos os dias que se realmente ficasse encurralado, sem uma saída, ele iria atirar em si mesmo através dos ouvidos".

Exumação

O corpo de Pablo Escobar foi exumado em 28 de outubro de 2006 a pedido de alguns de seus parentes, a fim de coletar uma amostra de DNA para confirmar uma suposta paternidade de um filho ilegítimo e eliminar qualquer dúvida sobre a identidade do corpo que estava há 12 anos sepultado ao lado de seus pais. Um vídeo do momento da exumação foi transmitido pela TV RCN, fato que irritou seu filho Juan Sebastian Marroquin (Juan Pablo Escobar), que acusou seu tio, Roberto Escobar Gaviria e Nicolas Escobar (sobrinho de Pablo) que coordenou a exumação de serem "comerciantes da morte".

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Impacto cultural

Em 1995, a banda mexicana de death metal Brujeria fez a música "El Patrón" sobre Pablo Escobar. A canção foi incluída no álbum Raza Odiada. Em 2012, a banda brasileira-americana Soulfly em seu álbum Enslaved fez a música "Plata o Plomo", a qual conta a história de Pablo Escobar. Em 2012, a emissora colombiana Caracol exibe narconovela Pablo Escobar: El Patrón del Mal. Em 2015, foi anunciado pela Netflix o seriado Narcos, que conta a história do Cartel de Medellín. Narcos foi produzido pelo mesmo diretor de Tropa de Elite, José Padilha, e protagonizado por Wagner Moura, ator que interpretou o personagem Capitão Nascimento, também de Tropa de Elite. O seriado estreou em 28 de agosto de 2015 para todos os países em que o Netflix opera, sendo Wagner Moura indicado ao Globo de Ouro como melhor ator em série dramática.

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Fontes consultadas

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