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Bond girl

Bond girl é a denominação dada às personagens do mundo fictício do agente secreto britânico James Bond que tem relação romântica ou sexual com o agente 007, e que com o sucesso da série cinematográfica acabou também denominando as atrizes que as vivem nas telas. Geralmente são heroínas indefesas resgatadas pelo herói, capangas dos vilões ou agentes secretas aliadas. São consideradas símbolos onipresentes do glamour e da sofisticação.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 24/06/2026
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Inspiração

A inspiração para todas as bond girls criadas por Ian Fleming foi provavelmente Muriel Wright, quem, para ele "tem a pretensão de ser o exemplo da espécie: dócil e pouco exigente, bonita mas inocente, vivendo ao ar livre, fisicamente forte, implicitamente vulnerável sem reclamar e, em seguida, tragicamente morta, antes ou pouco depois de seu casamento." Wright tinha 26 anos e era "excepcionalmente bela" quando ela e Fleming se conheceram em 1935. Uma piloto, esquiadora e jogadora de polo talentosa, era também modelo e independente financeiramente. Era servilmente devotada a Fleming, apesar das infidelidades constantes do escritor, até morrer durante um ataque aéreo em 1944, na Segunda Guerra Mundial, devastando Fleming, que dizia ser Wright "muito boa para ser verdade".

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Literatura

Quase todos os livros e pequenos contos de Ian Fleming sobre James Bond incluem uma personagem feminina que pode ser caracterizada como uma bond girl, a maioria delas adaptada para o cinema. Apesar de terem algumas características individuais únicas, ao menos na literatura, elas também tem muitas características em comum. Uma delas é a idade: uma bond girl típica está na casa de seus vinte anos, cerca de dez anos mais nova que o Bond da ficção, que parece estar permanentemente na casa dos trinta anos. Alguns exemplos são Solitaire (25), Tatiana Romanova (24), Vivienne Michel (23) e Kissy Suzuki (23). Uma das mais novas é provavelmente Gala Brand, que não dorme com 007 no livro Moonraker nem foi levada ao cinema, substituída na adaptação cinematográfica pela Dra. Holly Goodhead; seu nome é o mesmo do cruzador em que seu pai servia na Marinha quando ela nasceu. A mais nova parceira sexual do agente, de 18 anos, é Mariko Ichiban, personagem do livro You Only Live Twice, que não existe na adaptação cinematográfica. A mais velha parece ser Pussy Galore, que Bond imagina estar em seus trinta e poucos anos no livro e nos cinemas foi vivida pela britânica Honor Blackman, então com 39 anos quando estrelou 007 contra Goldfinger. (Nas telas, a Pussy Galore de Blackman reinou por meio século como a mais velha bond girl da série até ser superada pela italiana Monica Bellucci, a Lucia Sciarra de 007 contra SPECTRE (2015), que com 50 anos durante as filmagens é a mais velha bond girl de todos os tempos).

Figura real

Lisa Dergan, Playmate de julho de 1998 da revista norte-americana Playboy, é a única pessoal real a ter a distinção de já ter sido retratada em livros como uma bond girl. Isto acontece no conto Midsummer Night's Doom, uma aventura de Bond escrita por Raymond Benson, escritor oficial de 007 após a morte de Fleming, em 1999. Na história, onde James Bond visita a Mansão Playboy, ele tem um relacionamento com a própria Dergan.

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Televisão

A primeira vez que uma bond girl teve sua imagem levada à tela foi em 1954, um ano após a publicação do primeiro livro da série. A rede de televisão americana CBS comprou de Fleming os direitos de Casino Royale para adaptar a novela para um episódio de Climax!, um seriado de suspense e mistério da emissora. Com a duração de 40 minutos e em preto e branco, o episódio, entretanto, apesar de em linhas gerais e resumidas seguir o enredo do livro, traz a atriz Linda Christian como "Valerie Mathis", uma espiã do Deuxième Bureau francês, que também se envolve e trai Bond, no filme muitas vezes chamado de "Jimmy Bond" e apresentado como um agente norte-americano da "Inteligência Combinada' e não como um agente inglês do MI-6. No episódio, Bond é interpretado pelo ator Barry Nelson, e Christian, apesar de não ter o nome Vesper Lynd – o nome da heroína original do livro – mas viver uma personagem com características similares às dela, tornou-se a primeira de todas as bond girls da tela. "Valerie Mathis", porém, não existe em qualquer livro de Ian Fleming nem foi levada ao cinema na pele de qualquer outra personagem criada pelos roteiristas da era pós-Fleming.

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Cinema

Desde a pioneira no cinema - e bond girl clássica e quintessencial - Ursula Andress (Honey Ryder) de 007 Contra o Satânico Dr. No em 1962 até a francesa Léa Seydoux (Madeleine Swann) de 007 contra SPECTRE em 2015, mais de sessenta atrizes, em papéis maiores ou menores, de países tão diversos quanto Estados Unidos, Jamaica, Itália, Malásia, Nicarágua, Japão ou Grã-Bretanha já se deixaram seduzir por um dos seis diferentes Bonds. Entre elas, atrizes já anteriormente com carreiras de sucesso como Diana Rigg de 007 A Serviço Secreto de Sua Majestade ou Halle Berry de 007 Um Novo Dia Para Morrer ou ilustres desconhecidas que se tornaram celebridades e símbolos sexuais a partir do papel, como a própria Ursula Andress, Kim Basinger e Jane Seymour. Algumas atrizes tiveram a oportunidade de viver uma bond girl em mais de um filme de 007. Entre outras que interpretaram papéis menores, Ursula Andress, a primeira de todas, foi Honey Ryder em Dr. No e Vesper Lynd cinco anos mais tarde no filme não-oficial 007 contra o Cassino Royale. A sueca Maud Adams viveu Andrea Anders em 007 contra o Homem da Pistola de Ouro e voltaria nove anos depois no papel-título de Octopussy. A britânica Eunice Gayson foi a única a ter mais de uma participação vivendo a mesma personagem, Sylvia Trench, nos dois primeiros filmes de James Bond.

Efeito na carreira

O papel de bond girl no cinema é o típico trabalho que pode dar grande impulso a atrizes ainda pouco conhecidas ou virtualmente desconhecidas, apesar de algumas delas já serem conhecidas e estarem estabelecidas quando fizeram a personagem. Alguns exemplos disso são as britânicas Diana Rigg e Honor Blackman, estrelas na televisão de seu país no seriado de sucesso The Avengers, mas mesmo assim, por causa dos papéis que tiveram, alcançando uma fama mundial que ainda não tinham fora do mundo anglo-saxão; outro exemplo é Halle Berry, que viveu Jinx em Die Another Day (2002) ao mesmo tempo em que ganhava um Oscar de melhor atriz da Academia de Hollywood, a única bond girl até hoje com esse prêmio. Teri Hatcher, Paris Carver em 007 O Amanhã Nunca Morre (1997), já era mundialmente famosa por seu papel como Lois Lane no seriado de tv Lois e Clark: As novas aventuras do Superman, mas o sucesso no filme a levou a fama ainda maior na década seguinte no seriado Desperate Housewives e a ser uma das atrizes mais bem pagas do mundo.

Nacionalidades

Atrizes de diversos diversos países já viveram bond girls no cinema. São elas:

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Documentário

Em 2002 a atriz Maryam d'Abo, bond girl Kara Milovy em The Living Daylights (1987), co-escreveu o livro Bond Girls Are Forever – The Women of James Bond, um tributo às mulheres que viveram essas personagens no cinema. O livro, de luxuoso acabamento, foi transformado no documentário para tv Bond Girls Are Forever, onde dezenas delas – incluindo Ursula Andress, que estampa a capa do livro – são entrevistadas por D'Abo, além de apresentar diversas cenas de bond girls nos filmes da franquia. Foi depois transformado num DVD de luxo, vendido ou dado como bônus juntamente com os DVDs de Die Another Day e Casino Royale (2006).

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Bond Girls

As tabelas abaixo trazem as bond girls do mundo de James Bond. A maioria delas do cinema e da TV e as atrizes que as interpretaram, com o estereótipo físico da personagem; algumas delas nem falas tiveram ou foram pouco mais do que figurantes, com uma fala ou cena. Outras existem apenas nos contos e livros, jamais levadas às telas. Outras apenas em jogos de videogame, às quais atrizes e dubladoras apenas emprestaram suas vozes ou imagens tridimensionais. As atrizes que viveram bond girls clássicas no cinema, por seus personagens e importância nos enredos, encontram-se na predefinição ao fim da página.

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Fontes consultadas

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