SpongeBob SquarePants
SpongeBob SquarePants é uma série de animação americana, criada pelo biólogo marinho e animador Stephen Hillenburg, sendo produzida e exibida pelo canal Nickelodeon. A série narra as aventuras e os empreendimentos do personagem-título e de seus diversos amigos na fictícia cidade subaquática de Bikini Bottom. A popularidade da série a tornou uma franquia de mídia, bem como a animação/série de maior audiência Nickelodeon e a propriedade mais distribuída internacionalmente pela Paramount Media Networks. A franquia de mídia da série gerou um lucro de US$ 13 bilhões em receita de merchandising para a Nickelodeon em 2019. A série é livre para todos os públicos.
Inspirações iniciais
Stephen Hillenburg era fascinado com o oceano desde que era criança. Ainda jovem, ele começou a desenvolver suas habilidades artísticas. No entanto, estes dois interesses não coincidiram por um longo período, pois a ideia de desenhar peixes parecia desinteressante para ele. Durante a faculdade, ele se formou em biologia marinha e em arte minoritária. Ele planejava voltar para a faculdade, eventualmente, para se tornar mestrado em arte. Depois de se formar em 1984, Hillenburg se inscreveu no Ocean Institute, uma organização localizada em Dana Point, Califórnia. Enquanto estava lecionando no Ocean Institute, Hillenburg inicialmente idealizou o que levaria à criação da série: uma história em quadrinhos intitulada The Intertidal Zone, que foi utilizada pelo instituto para ensinar os alunos sobre a vida animal em piscinas naturais. A história estrelou várias formas antropomórficas de vida marinha, muitos dos quais se transformaram nos personagens da animação. O personagem principal da história era "Bob the Sponge", que, ao contrário de Bob Esponja, se assemelhava a um verdadeira esponja do mar, ao invés de uma esponja de cozinha. Hillenburg tentou publicar os quadrinhos profissionalmente, mas nenhuma das empresas a que enviou as histórias se interessaram.
Concepção
Poucos anos depois de estudar animação experimental no Instituto de Artes da Califórnia, Hillenburg conheceu Joe Murray — criador de Rocko's Modern Life — em um festival de animação, que lhe ofereceu um emprego como o diretor da série. Hillenburg entrou para a série animada da Nickelodeon como escritor, produtor e artista de storyboard durante a terceira temporada da animação, continuando nas mesmas ocupações durante grande parte da quarta temporada da série. Enquanto trabalhava em Rocko's Modern Life, Hillenburg conheceu o escritor Martin Olson, que viu sua história em quadrinhos The Intertidal Zone. Olson gostou da ideia e sugeriu que Hillenburg criasse uma série de televisão com animais marinhos a partir da história em quadrinhos. Isto o levou a criar SpongeBob SquarePants, e disse: "Foi a inspiração para o show". Hilleburg tornou-se amigo de Tom Kenny, que mais tarde dublou a voz de SpongeBob SqaurePants. Kenny disse que "Steve [Stephen Hillenburg] descreveu SpongeBob [SquarePants] para mim como infantil e ingênuo". Kenny concluiu dizendo: "Ele não é um adulto, nem um garoto. Pense um tipo de homem-criança como Stan Laurel ou Jerry Lewis. É como uma espécie de Munchkin, mas não é bem assim [como uma espécie de garoto]. Não é a voz infantil [de Charlie Brown] nos programas de TV".
Montagem
"Os executivos da Nickelodeon voaram para Burbank e armaram [SpongeBob Square Pants] a partir dos storyboards. Tinha brinquedos de apertar, usávamos camisas havaianas e um aparelho de som para reproduzir a música minúscula ['Livin in the Sunlight, Lovin' in the Moonlight'] que vem no terceiro ato. Nós todos fomos por esse caminho porque sabíamos que o piloto viveria ou morreria se os executivos sorrissem. Quando acabou, eles saíram da sala para discutir o assunto. Nós imaginamos que iríamos voar de volta para Nova Iorque e ouvíamos em poucas semanas. Ficamos surpresos quando eles voltaram e disseram que queria fazer isso. —Derek Drymon falando sobre a aprovação de SpongeBob SquarePants.
Produção executiva e comando
"Chegou a um ponto em que [eu] senti que eu tinha contribuído demais e que eu dizia o que queria dizer. Nesse ponto, o desenho precisava de um sangue novo, e eu selecionei Paul [Tibbitt] para produzir. Eu confiava nele absolutamente. Sempre gostei do jeito que ele capturava o sentido humorístico dos personagens [de SpongeBob SquarePants]. E como escritor, você tem que seguir em frente, estou desenvolvendo novos projetos". —Hillenburg falando sobre a produção da animação em entrevista ao jornal The Washington Post. Stephen Hillenburg atuou como o produtor executivo em toda a série, e era o comandante da série até 2004. A série passou por um período de hiato quando Hillenburg interrompeu a produção do desenho em 2002 para trabalhar na adaptação cinematográfica da série. Depois que o filme foi finalizado e a transmissão da terceira temporada da animação terminou, Hillenburg queria terminar a produção do show, mas a Nickelodeon queria mais episódios. Com isto, Hillenburg acabou renunciando o cargo de comandante da série. Ele não escreve ou comanda o desenho atualmente, mas comenta sobre cada episódio e oferece sugestões. Ele disse: "Eu acho que quando eu estou muito velho, eu ainda posso pintar (...) Eu não sei comandar desenhos".
Escrita
Para SpongeBob SquarePants, uma equipe de cinco esboços e escritores criam os inícios das histórias. O escritor Luke Brookshier disse que "Bob Esponja é escrito de uma forma diferente do que em muitos programas de televisão". A escrita de um episódio da série começa com um esboço de duas páginas. A partir destes esboços, o diretor de storyboard cria um episódio cheio de piadas e de diálogos. Merriwether Williams, escritora da série, descreveu em uma entrevista que ela e Mr. Lawrence iriam escrever um rascunho para um episódio em uma tarde e que seria concluído às quatro horas da tarde. Hillenburg havia decidido que SpongeBob SquarePants fosse dirigida por storyboard, em vez de ser dirigida por roteiros. Isto exigiu um workshop em que os artistas "levariam um esboço esquelético da história esquelético e enche-la com piadas visuais, diálogos e uma estrutura que encontram um equilíbrio entre a narrativa e o capricho". Hillenburg originalmente queria "uma equipe de jovens e famintos" para escrever para a série. O grupo, que havia trabalhado com Hillenburg em Rocko's Modern Life, consistia em Alan Smart, Nick Jennings, e Derek Drymon. Steven Banks, roteirista principal, comentou: "Os escritores vêm com uma ideia e escrevem instalações e esboçam descrevendo a história, e storyboarders (que também são escritores) escrevem o diálogo, enquanto eles desenham os painéis de storyboard. A maioria dos outros programas são conduzidos por scripts. Nós não escrevemos scripts e isso fez toda a diferença!".
Vozes originais
SpongeBob SquarePants tem nove membros em seu elenco principal: Tom Kenny, Bill Fagerbakke, Rodger Bumpass, Clancy Brown, Mr. Lawrence, Jill Talley, Mary Jo Catlett e Lori Alan. Kenny faz a voz de Bob Esponja e seu caracol de estimação Gary, o narrador francês, o pai do próprio personagem Harold SquarePants, o pirata Patchy e o vilão Bolha Suja. Kenny trabalhou anteriormente com Hillenburg na Vida Moderna de Rocko, e quando Hillenburg criou SpongeBob Square Pants, ele contatou Kenny para dublar a voz do personagem. Hillenburg utilizou a personalidade de Kenny e de outras pessoas para criar a personalidade de Bob Esponja. A voz de Bob Esponja foi originalmente usado por Kenny para um personagem chamado Al em Rocko's Modern Life, uma pequena fêmea de jacaré. Kenny disse que a estridente risada de Bob Esponja foi criada especificamente para ser única. Eles queriam uma risada irritante como as risadas de Popeye e Pica-Pau. Fagerbakke fornece as vozes de Patrick Estrela e de outros personagens da série, incluindo o prefeito da cidade. Em uma entrevista, Fagerbakke falou sobre o personagem e disse que era "extremamente gratificante". Bumpass dubla a voz de Lula Molusco e de outros personagens. Arthur Brown, autor de Everything I Need to Know, I Learned from Cartoons!, comparou a voz de Lula Molusco com a voz de Jack Benny. Ao passo que Hillenburg, Derek Drymon e Tim Hill estavam desenvolvendo o episódio piloto "Help Wanted", Hillenburg também estava realizando audições para encontrar vozes adequadas para os personagens. Hillenburg originalmente queria que Mr. Lawrence fornecesse a voz de Lula Molusco. Drymon disse: "Nós conhecíamos Doug, de Rocko['s Modern Life], onde ele foi um diretor de storyboard e fez a voz de Filburt. Estávamos mostrando a Doug o storyboard, e ele começou a ler de volta para nós em sua voz de Tony Tiger / Gregory Peck. Foi muito engraçado, e Bob Esponja [Calça Quadrada] teve de usar uma voz profunda quando entrou no Siri Cascudo pela primeira vez". Hillenburg gostou da voz e decidiu conceder a Lawrence parte do vilão Plankton. Lawrence também fornece a voz de Larry, a lagosta. Jill Talley, esposa de Tom Kenny, fornece a voz de Karen Plankton. Ela usa um sotaque de Chicago para o personagem e freqüentemente improvisa seu diálogo como Karen com o Sr. Lawrence.
Animação
Ao longo dos anos, SpongeBob SquarePants foi produzida internamente nos Nickelodeon Animation Studios, em Burbank, Califórnia, e animado nos Rough Draft Studios, na Coreia do Sul. Cerca de 50 pessoas trabalham na animação e na produção de um episódio da série. De acordo com Lucas Brookshier, diretor de storyboard da série, "SpongeBob [SquarePants] é estruturada de uma forma diferente do que a maioria dos desenhos animados". A equipe no estúdio da Califórnia produz o storyboard de um episódio e a equipe da Coreia vai usá-lo. A equipe dos Rough Draft Studios animam os episódios com a mão, os colorem no computador, pintam os fundos e os enviam de volta para a equipe dos Nickelodeon Animation Studios, que editam e aplicam a trilha sonora nos episódios. Os projetos dos personagens são atualizados ou modificados a cada temporada para serem resolvidas questões técnicas em animação.
Música
"[A música tem ido] principalmente a partir de canções de marinheiro e de música havaiana misturada com Roy Smeck e Pee-wee Herman — ainda é o principal estilo para o show — nos primeiros episódios, mas agora inclui os filmes West Side Story de [Henry] Mancini, Jerry Goldsmith e [Steven] Spielberg. Há dezenas de tipos da Broadway e coisas malucas e patetas que são velhas [e estranhas]. Tento empurrar o envelope neste show sem ficar no caminho da história, e eu tento empurrar o mais alto possível quando eu posso fugir com ele, todo o tempo mantendo-o mais engraçado e mais ridículo possível. —Nicolas Carr comentando sobre a música da série. A música-tema foi composta por Hank Smith Music, que consistia em Derek Drymon, Mark Harrison, Stephen Hillenburg e Blaise Smith. A canção interpretada pelo pirata Painty, dublado por Patrick Pinney. Uma regravação da canção foi feita pela artista canadense Avril Lavigne para a trilha sonora da adaptação cinematográfica da série. Outra regravação foi feita pelo grupo Violent Femmes, que foi feita a fim de divulgar o lançamento da segunda temporada da série em DVD. Os créditos finais da canção foram executados e compostos por Steve Belfer, amigo de Hillenburg da CalArts. Hillenburg falou com a ele sobre seu desejo de usar a música ukelele, e Belfer compôs a canção em seu próprio país. Drymon disse: "Faz muito tempo, é difícil ter certeza, mas eu me lembro de Hillenburg ter a música antes de Belfer, talvez antes do [episódio] piloto".
SpongeBob SquarePants, conhecido na versão brasileira como Bob Esponja Calça Quadrada, é uma enérgica e otimista esponja do mar (embora sua aparência assemelhe-se a uma esponja de cozinha) que vive em um abacaxi ou ananás no fundo do mar com o caracol de estimação, Gary, que mia como um gato. Seu melhor amigo é Patrick Estrela (Patrick Star, no original), uma rosa, simpática e estúpida estrela do mar que vive debaixo de uma pedra, situada duas casas à esquerda de onde SpongeBob vive. Apesar de seus "retrocessos mentais", Patrick raramente fala coisas com sentido. Squidward (Lula Molusco, no Brasil) é vizinho de Bob Esponja e seu "colega" de trabalho no Krusty Krab (nome original), conhecido no Brasil como Siri Cascudo e Krustácio Krocante em Portugal. Bob Esponja freqüenta a escola da Sra. Puff (Mrs. Puff, no original), que é um baiacu paranóico. Na escola, Bob Esponja aprende a dirigir barcos. Squidward é um arrogante e mal-humorado polvo (apesar de parecer-se com uma lula) que vive em um moai da Ilha de Páscoa e não gosta de seus vizinhos (especialmente Bob) devido a falta de maturidade e comportamento infantil de ambos. Ele gosta de tocar clarinete e pinta autorretratos, mas odeia seu emprego trabalhando no Krusty Krab. Sandy Bochechas (Sandy Cheeks, no original), é uma esquila texana e segunda melhor amiga de Bob Esponja.
Grande parte dos eventos da série ocorrem na cidade de Bikini Bottom (Fenda do Biquíni), uma cidade subaquática localizada no Oceano Pacífico abaixo do Atol de Bikini. Esta ilha tropical é mostrada no contexto da maioria dos episódios. Entretanto, apesar de implicações da localização da cidade, bem como analogias com a vida real, Hillenburg afirmou que ele pretende deixar a cidade isolada do mundo real, explicando a cena de paródia de Baywatch do filme do desenho simplesmente como uma referência para o seu show favorito. A maioria dos cidadãos da Fenda do Biquíni (grande parte são peixes) vivem em edifícios com temas principalmente aquáticos e usam "barcos móveis" — junção de carros e barcos — como modo de transporte, além de ônibus submarinos. Outros estabelecimentos notáveis presentes na cidade incluem o Siri Cascudo e a Escola de Pilotagem da Sra. Puff (Mrs. Puff's Boating School, no original), que se tornaram locais comuns na série desde suas primeiras aparições em 1999.
Imagem: JD Hancock · BY · Openverse
Original
SpongeBob SquarePants estreou no dia 1º de maio de 1999, após exibição dos Kids' Choice Award daquele ano. Os episódios exibidos foram "Help Wanted", "Reef Blower" e "Tea at the Treehome". Teve uma audiência de 6,9 pontos, o que equivale a 6,9 de telespectadores nos Estados Unidos. Estreou "oficialmente" em 17 de julho. Neste dia, foram exibidos os episódios "Bubblestand" e "Ripped Pants". Ao longo da temporada, a série teve uma média de mais de meio ponto para cada episódio exibido.
Internacional
Internacionalmente, a série é exibida em países como a Austrália, a Nova Zelândia, o Canadá, a Índia, o Reino Unido, a Irlanda, o Brasil e Portugal. Na Irlanda, no Canadá e na Austrália, é transmitida nos canais TG4, YTV, Teletoon (ambos do Canadá) e Eleven, respectivamente. No Brasil, SpongeBob SquarePants estreou na Nickelodeon em 7 de fevereiro de 2000, na Rede Globo como parte da TV Globinho, enquanto o SBT exibiu apenas o filme da série. Em março de 2015, no entanto, o SBT adquiriu os direitos do desenho e passou a exibi-lo em abril do mesmo ano, em conjunto com Teenage Mutant Ninja Turtles, The Fairly OddParents e a série Kenan & Kel. Em 2022, após o fim do Bom Dia e Cia do SBT, a Rede Brasil passou a exibir o desenho. A partir do dia 18 de abril de 2023, a TV Evangelizar também começou a exibir a série ás terças. A partir do dia 12 de outubro de 2024, o SBT voltará a exibir o desenho como parte do Sábado Animado.
Décimo aniversário
Em 2009, a Nickelodeon começou a celebrar o 10º aniversário do show com Square Roots: The Story of SpongeBob SquarePants (br: Raízes Quadradas: A História de Bob Esponja Calça Quadrada), um documentário especial criado pelo cineasta Patrick Creadon, que discute a história da animação e da ascensão "desde a absorção do personagem até o estrelato da cultura pop". Hillenburg comentou: "Há dez anos. Nunca imaginei trabalhar no show durante esta data e durante este tempo", e concluiu dizendo: "Eu realmente imaginei que poderíamos ter uma temporada e um culto de seguidores, e que poderia ser ela". Em uma entrevista, Tom Kenny disse: "O que eu estou mais orgulhoso é de que as crianças ainda realmente gostam [do desenho] e se preocupam com isso. (...) Elas aguardam ansiosamente por novos episódios. Pessoas que eram crianças quando [a série] começou há dez anos ainda estão assistindo e curtindo, e acho que é engraçado. Para mim, isso é um copo de amor".
Imagem: El Cabron · BY-NC · Openverse
Em 2005, um vídeo on-line que mostrou clipes de SpongeBob SquarePants e outros espetáculos infantis marcados com a música "We Are Family" de Sister Sledge para promover diversidade e tolerância foi atacado por um grupo evangélico nos Estados Unidos, porque viram Bob Esponja sendo usado para "defenda a homossexualidade". James Dobson da Focus on the Family, acusou o vídeo de promover a homossexualidade, por ser patrocinado por um grupo pró-tolerância. O incidente acentuou as dúvidas sobre se Bob Esponja é gay ou não. Embora o personagem tenha desfrutado de popularidade entre os espectadores gays, o criador da série Stephen Hillenburg já havia negado a questão três anos antes, esclarecendo na época que ele considera o personagem "um pouco assexual". Após os comentários de Dobson, Hillenburg reafirmou sua posição, afirmando que a preferência sexual não desempenha um papel no que eles estão "tentando fazer" com a série. Tom Kenny e outros membros da produção estavam perturbados por tal assunto ter surgido. Dobson afirmou posteriormente que seus comentários foram retirados do contexto e que suas queixas originais não foram com Bob Esponja, o vídeo ou qualquer um dos personagens do vídeo, mas sim com a organização que patrocinou o vídeo, a Fundação We Are Family. Dobson disse que a Fundação We Are Family publicou material pró-gay em seu site, mas depois o removeu. Depois da controvérsia, John H. Thomas, ministro geral e presidente da United Church of Christ, disse que acolheriam Bob Esponja em seu ministério. Ele disse "Jesus não desviou as pessoas. Nem nós".
Imagem: JD Hancock · BY · Openverse
Audiência e conquistas
Em 2001, a série conseguiu a vice-liderança entre os programas infantis mais populares da Nickelodeon, depois de Rugrats. Quase 40% da audiência do programa era de 2,2 milhões de telespectadores, dos quais tinham entre 18 e 34 anos de idade. Como resultado, a Nickelodeon expandiu a exposição do desenho na televisão a partir de sábado de manhã em um tempo quasi-primo, transmitindo a animação às 6 horas da manhã, de segunda-feira a quinta-feira. Em 2001, a Nickelodeon levou a "classificação coroada de sábado de manhã" pela quarta temporada consecutiva, atingindo uma classificação de 4,8/21 de participação (1,9 milhões de espectadores) por crianças entre dois e onze anos de idade, aumentando 17% de audiência em relação ao ano anterior. Durante sua terceira temporada, SpongeBob SquarePants ultrapassou Rugrats e ganhou o título de programa infantil de maior audiência na TV a cabo americana, com uma classificação de 6,7 pontos de audiência, das quais cerca 2,2 milhões eram de crianças entre dois e onze anos que assistiam a série no segundo trimestre de 2002, significando um aumento de 22% em relação a 2001. A Forbes chamou o desenho de "um pote de mel de 1 bilhão de dólares", e disse que a série foi "a única responsável por fazer a Nickelodeon o canal a cabo mais visto do durante o dia e o segundo canal mais popular durante o horário nobre". Também foi relatado que, dos 50 milhões de espectadores que assistiam a animação a cada mês, 20 milhões eram adultos.


