Black Mirror
Black Mirror é uma série de televisão de antologia britânica criada por Charlie Brooker. A maioria dos episódios são do gênero de ficção especulativa, ambientados em distopias num futuro próximo com tecnologia de ficção científica. A série possui inspiração em The Twilight Zone e utiliza os temas da tecnologia e da mídia para comentar questões sociais contemporâneas. A maioria dos episódios é escrita por Brooker com a participação da produtora executiva Annabel Jones.
Imagem: Trevor Butcher - Artist · BY · Openverse
Desenvolvimento
Em 2013, Robert Downey Jr. optou pelo episódio "The Entire History of You" (escrito por Jesse Armstrong) em uma escolha de qual episódio seria transformado em um filme pela Warner Bros. e pela sua própria empresa de produção, Team Downey. Em setembro de 2015, a Netflix encomendou uma terceira temporada de 12 episódios, que foi dividida em duas temporadas de seis episódios. O elenco da terceira temporada inclui Bryce Dallas Howard, Alice Eve, James Norton, Cherry Jones, Wyatt Russell, Alex Lawther, Jerome Flynn, Gugu Mbatha-Raw, Mackenzie Davis, Michael Kelly, Malachi Kirby, Kelly Macdonald e Faye Marsay. Os diretores da terceira temporada incluem Joe Wright, Jakob Verbruggen, James Hawes e Dan Trachtenberg. A terceira temporada foi lançada na Netflix em 21 de outubro de 2016. A emissora Channel 4 não exibiu a terceira temporada, pois a Netflix adquiriu os direitos autorais da série, gastando 40 milhões de dólares. Um trailer da terceira temporada foi lançado em outubro de 2016. Em outubro de 2016, foi anunciado que Jodie Foster dirigiria um episódio da quarta temporada, que teria a atriz Rosemarie DeWitt como protagonista.
Conceito e estilo
As duas primeiras temporadas da série foram produzidas pela Zeppotron, para a Endemol. Um comunicado de imprensa da Endemol descreveu a série como "um híbrido de The Twilight Zone e Tales of the Unexpected que toca em nosso desconforto contemporâneo em relação ao nosso mundo moderno", com as histórias tendo uma sensação de "paranóia-tecnológica". A emissora Channel 4 descreve o primeiro episódio como "uma parábola retorcida pela era do Twitter". De acordo com Charlie Brooker (ao conversar com a revista SFX), a equipe de produção considerou dar um tema ou um apresentador de ligação para a série, mas acabou sendo decidido que seria melhor não fazer isto: "Houve discussões. Nós colocamos todas na mesma rua? Temos alguns personagens que aparecem em cada episódio, um pouco no estilo Three Colours: Blue/White/Red? Nós pensamos em ter um personagem que apresenta os outros, no estilo Tales from the Crypt, ou tipo Rod Serling ou Alfred Hitchcock ou Roald Dahl, porque a maioria das séries antológicas tem isso... mas quanto mais pensávamos nisso, mais achávamos que era um pouco estranho".
Abertura
Charlie Brooker explicou a abertura da série para o jornal The Guardian: "Se tecnologia é uma droga — e parece ser uma droga — então quais são, precisamente, os efeitos colaterais?" Esta área — entre prazer e desconforto — é onde Black Mirror, minha nova série dramática, se passa. O "espelho negro" da abertura é o espelho que você encontrará em cada parede, em cada mesa, na palma de cada mão: a tela fria e brilhante de uma TV, de um monitor, de um smartphone".
Imagem: Go-tea 郭天 · BY · Openverse
Resposta da crítica
A primeira temporada foi aclamada como inovadora e chocante, e com reviravoltas na narrativa que faziam lembrar de The Twilight Zone. Michael Hogan, do jornal The Daily Telegraph, descreveu o primeiro episódio, "The National Anthem", como "um estudo chocante, mas corajoso, bizarro e cômico da mídia moderna". Ele continuou dizendo que "Esta foi uma ideia demente e brilhante. A sátira era tão audaciosa que me deixou de boca aberta e gritando. Quase igual àquele pobre porco". A série foi exibida em grande parte do mundo, incluindo na Austrália, em Israel, na Suécia, na Espanha, na Polônia, na Hungria e na China. A série ficou popular e foi bem recebida na China, se tornando uma das séries mais discutidas no início de 2012. As avaliações de usuários no site Douban alcançaram 9.3, uma pontuação maior do que os dramas americanos mais populares. Muitos telespectadores e críticos elogiaram a profundidade da série. Um repórter do jornal The Beijing News acreditou que a série era "um apocalipse do mundo moderno", "desesperado, mas profundo". Outro artigo do mesmo jornal dizia que cada história criticava a televisão através de diferentes aspectos.
Prêmios e indicações
Em novembro de 2012, Black Mirror ganhou o prêmio de Melhor Filme/Minissérie da TV no International Emmy Awards. O International Emmy Awards é para séries de televisão "produzidas e exibidas inicialmente fora dos Estados Unidos". Depois que as duas primeiras temporadas foram exibidas nos Estados Unidos, o jornal The A.V. Club colocou a série em sua lista de Melhores de 2013 (junto com Borgen, The Fall, Moone Boy e Please Like Me). A atriz Bryce Dallas Howard recebeu uma indicação no Screen Actors Guild Award por sua atuação no episódio "Nosedive".
Imagem: Gokhan Altintas Photography · BY-NC-ND · Openverse
Em junho de 2017, Charlie Brooker anunciou uma série de livros baseados em Black Mirror, que apresentarão "histórias novas, originais e obscuramente satíricas, que atingem nosso desconforto coletivo em relação ao mundo moderno". O primeiro livro foi lançado em 1 de novembro de 2018 no Reino Unido e em 20 de novembro de 2018 nos Estados Unidos, e conta com curtas histórias antológicas, escritas por diferentes autores.


