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Diocese de Coimbra

A Diocese de Coimbra é uma diocese portuguesa, que corresponde grosso modo ao território do distrito de Coimbra. Está integrada na Província Eclesiástica de Braga.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 25/07/2026
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História

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Coimbra chamava-se outrora Emínio e, em 569, era uma florescente paróquia da Diocese de Conímbriga. No último quartel do século VI, o bispo de Conímbriga (hoje Condeixa-a-Velha) veio fixar-se em Emínio e com ele vieram a população e a Cúria Episcopal e o nome de Coimbra substituiu para sempre o nome de Emínio. Os Árabes tomaram Coimbra em 712 e assenhorearam-se dela, com uma pequena interrupção, até 1064. Em julho deste ano foi conquistada aos mouros por Fernando Magno de Leão. Foi seu primeiro bispo, depois desta reconquista, D. Paterno que, em abril de 1086, criou a primeira escola catedralícia. Por esta altura, D. Sesnando, alvasil de Coimbra, dava aos Bispos para a habitação o Fórum Romano que, ampliado e embelezado pelos Prelados subsequentes, foi Paço Episcopal até 1911. Pela ação de D. Miguel Salomão e com dinheiro régio foi construída, entre os anos de 1140-1180, a Catedral (Sé Velha), que se tornou centro da vida citadina. Situada no centro do País, a jurisdição do seu Bispo estendeu-se, depois da reconquista cristã, até Viseu e Lamego, no século XII.

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Bispos de Coimbra

Segue-se uma lista dos bispos de Coimbra (Conímbriga/Emínio/Colímbria): A partir de D. João Galvão (1460-1481), por Decreto de 25 de setembro de 1472 de D. Afonso V de Portugal, passaram os Bispos de Coimbra a ostentar o título de Condes de Arganil de juro e herdade (donde resulta serem chamados bispos-condes).

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Heráldica

Os Bispos de Coimbra desde 1472 têm a dignidade de Bispo-Conde, no seguimento da outorga pelo Rei D. Afonso V do título de Conde de Arganil de juro e herdade ao Bispo D. João Galvão, 36.º Bispo de Coimbra, a si e aos seus sucessores na Sé Conimbricense, em homenagem à sua participação na conquista de Arzila e Tânger. Já anteriormente alguns Bispos de Coimbra usavam o título de Conde de Santa Comba, mas este era um título em vida concedido por mercê particular dos monarcas. D. João Galvão era já Conde de Santa Comba quando foi criado Conde de Arganil, mas deste feita como Conde de juro e herdade, um título perpétuo especialmente criado para todos os Bispos de Coimbra. Após 1128 usaram também os Bispos de Coimbra da distinção de Senhor de Coja de juro e herdade, por outorga de D. Afonso Henriques, enquanto ainda Conde Portucalense, datada de 3 de Setembro de 1128, em favor de D. Bernardo, 6.º Bispo de Coimbra, a si e aos seus sucessores na Sé Conimbricense.

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Fontes consultadas