Bisonte-europeu
O bisonte-europeu ou bisão-europeu é uma das duas espécies existentes de bisões, junto com o bisão-americano. Três subespécies existiram em passado recente, porém apenas uma sobrevive atualmente. A espécie é, teoricamente, descendente de um híbrido entre um auroque e um bisonte-da-estepe. Alternativamente, o bisão do bosque do Pleistoceno foi sugerido como antepassado da espécie.
A palavra em inglês wisent foi empregada no século XIX a partir do alemão [vizent], enquanto a palavra bisão foi utilizada em torno do 1611 bisõn, proveniente do latim.
O bisão-europeu é o maior animal terrestre remanescente da Europa, um macho adulto típico possui cerca de 2,1 a 3,5 metros de comprimento, com a cauda tendo entre 30 e 80 cm de comprimento e aproximadamente 1,60 a 1,95 m de altura no ombro. Quando nascem os bezerros são bastante pequenos, com um peso de 15 a 35 kg, um adulto normalmente pesa entre 400 a 920 kg, com uma média mais comum de 634 kg para os machos e 424 kg para as fêmeas, grandes bisões europeus machos no entanto podem pesar até 1000 kg ou mais. Embora superficialmente semelhantes, várias diferenças físicas e comportamentais são observadas entre o bisão-europeu e o bisão-americano. O bisão-europeu possui 14 pares de costelas, enquanto que o bisão-americano tem 15, além disso o bisão-europeu é em média mais alto e tem pernas mais longas que seus parentes americanos e tendem a se deslocar mais e a pastar menos, pois seus pescoços são definidos de forma diferente, bisontes-europeus possuem também uma pelagem mais curta na região do pescoço, cabeça e nos quartos dianteiros, e uma cauda e chifres mais longos que são mais propensos para lutas através do encravamento de chifres da mesma maneira que o gado doméstico faz, e diferente do bisão-americano.
O bisonte, na antiguidade, habitava uma vasta área que se estendia desde as ilhas Britânicas e a Península Ibérica à Sibéria Ocidental e da Escandinávia ao Cáucaso e noroeste do Irã. Alguns deles foram utilizados no Coliseu de Roma, onde enfrentavam gladiadores ou mesmo outros animais como leões e ursos. Porém, devido à ação humana em seu habitat, sua distribuição foi diminuindo ao longo da história, chegando no começo do século XX à beira da extinção. No século XII, já se encontravam extintos em quase toda a Europa Ocidental, sobrevivendo apenas nas Ardenas, aonde viveram até meados do século XIV. No leste, os bisontes viviam sob a proteção de alguns soberanos locais, tais como reis poloneses, cãs tártaros, príncipes lituanos e czares russos. Em meados do século XV, o rei Sigismundo, o Velho da Polônia instituiu pena de morte para a caça do bisão. Apenas os nobres podiam caçar o bisão, o que lhe assegurou, por um bom tempo, uma sobrevivência aceitável na Europa Oriental.
Introdução em Portugal
Em 2024, a Rewilding Europe juntamente com a Rewilding Portugal, instalaram numa herdade em Castelo Branco em Portugal a primeira manada de bisontes europeus, constituída por oito animais provenientes de reservas da Polónia. A presença dos animais vai estimular a biodiversidade e apoiar o crescimento do turismo de natureza. Os animais diminuirão o risco de incêndios catastróficos, ao reduzirem a vegetação inflamável e criando corta-fogos naturais, enquanto abrem áreas florestais, o que permite a entrada de mais luz e o crescimento de erva em vez de mato.


