Bio - Construindo uma Vida
Bio - Construindo uma Vida é um filme brasileiro de ficção científica de 2019 dirigido e escrito por Carlos Gerbase. O filme simula um documentário ficcional que reúne diversos personagens relatando a história de vida de um homem que viveu entre 1959 e 2070. Entre o elenco que reúne 39 atores, destacam-se as atuações de Maria Fernanda Cândido, Marco Ricca, Maitê Proença, Tainá Müller, Werner Schünemann e Sheron Menezzes.
Nascido em 1959 e falecido em 2070, um homem possuía uma patologia peculiar que o impedia de mentir. Após seu falecimento, amigos e familiares se reuniram para recordar momentos especiais que compartilharam com ele, criando um retrato fascinante de sua biografia.
Antecedentes e Concepção
A trajetória de Carlos Gerbase no cinema gaúcho e brasileiro é marcada por momentos extremamente significativos. Além de co-fundar a Casa de Cinema de Porto Alegre com Jorge Furtado e outros oito sócios, ele desempenhou um papel ativo no movimento superoitista (destaque para o longa "Inverno") e dirigiu, junto com Giba Assis Brasil, o seminal Verdes Anos, uma fonte de renovação para a produção audiovisual na terra de Teixeirinha. Gerbase confrontou-se, no início do filme, com uma pergunta: "O que aconteceria se um documentarista pudesse viajar no tempo e capturar depoimentos sobre a vida de alguém no calor dos acontecimentos, sem a nostalgia de quem relembra eventos enterrados no passado distante?". Sua resposta o levou ao futuro (2070) e se tornou um roteiro que ele escreveu sozinho, resultando em um filme que oferece ao espectador "uma narrativa fragmentada, porém emocional, sobre a longa e tumultuada existência de um biólogo na segunda metade do século 20 e nos primeiros 70 anos do século 21, vivida com uma sede imensa de conhecimento".
Desenvolvimento
O orçamento do filme foi estimado em 1 milhão de reais. As filmagens ocorreram em um estúdio de Porto Alegre entre dezembro de 2015 e janeiro de 2016, e, ao todo, a produção é composta por 13 histórias e núcleos de personagens. O filme é composto por um elenco formado por 39 atores. O processo de montagem do filme, assinado por Milton do Prado, durou um ano para ser finalizado.
Bio teve sua première mundial em 24 de agosto de 2017 durante o 45° Festival de Gramado, no Rio Grande do Sul. No mesmo ano, foi selecionado para a mostra Première Brasil: Hors Concours, do Festival do Rio. Em seguida, estreou internacionalmente, no Uruguai, sendo exibido no Festival Internacional de Cinema de Punta del Este em 21 de fevereiro de 2018. No Brasil, o filme estreou comercialmente em 4 de abril de 2019 pela Bretz Filmes.
Bilheteria
Bio teve um lançamento limitado nas salas de cinema e não alcançou sucesso comercial. O filme foi lançado em 17 salas de cinema espalhadas pelo Brasil. Ao todo, registrou um público de apenas 896 espectadores e gerou uma receita de R$ 13.374, de acordo com dados do Anuário Estatístico do Cinema Brasileiro de 2019, publicado pela Ancine.
Análise da crítica
Bio recebeu avaliações mistas dos críticos em geral, que elogiaram a direção de fotografia e as atuações, particularmente de Maria Fernanda Cândido, Marco Ricca, Sheron Menezzes, Tainá Müller, Maitê Proença e Werner Schünemann, no entanto sofreu críticas no que diz respeito a montagem do filme, que foi considerada confusa ao passo que se iam apresentando as diferentes etapas de vida do biografado. No agregador AdoroCinema, a obra possui uma média de 2,8 de 5 estrelas () com base em sete resenhas críticas publicadas na imprensa. A crítica do próprio site diz: "Este é, de fato, um filme irreverente e original, mas que se perdeu no trajeto entre a construção da ideia até sua execução". O filme recebeu aplausos durante sua estreia no Festival de Gramado. O júri do festival o recebeu positivamente, concedendo prêmios especiais de melhor filme e melhor direção. A audiência do evento também o elegeu como melhor filme do festival na competição de longas-metragens brasileiros.


