Shazam (DC Comics)
Shazam, como era conhecido também como Capitão, anteriormente como Capitão Marvel, é um personagem fictício e super-herói das histórias em quadrinhos pertencente à editora DC Comics, onde seu alter-ego é uma criança, Billy Batson, que se transformava num herói gritando “Shazam!”. Criado originalmente pela extinta Fawcett Comics e adquirido pela DC Comics, 27 anos após sua existência, a editora Marvel Comics registra personagem homônimo, assim, após 71 anos deixa seu nome de origem, Capitão Marvel, assumindo o nome do mago na fase Os Novos 52, algo que continuou na fase Renascimento e persiste até hoje.
Fawcett Comics
Capas das edições ashcan de Flash Comics #1 e Thrill Comics #1, publicado pela Fawcett Comics em novembro de 1939. Arte de C. C. Beck.Com a eminência do sucesso rapidamente alcançado pelo personagem (chegando a ofuscar o Homem de Aço), a National iniciou um processo judicial contra a Fawcett Publications, por sua subsidiária Fawcett Comics, argumentando que o Capitão Marvel representava "um plágio descarado" de seu principal personagem, Superman. O personagem Capitão Marvel estreou em segundo número da revista Whiz Comics, publicada pela Fawcett Comics em fevereiro de 1940 e foi criado em 1939 pelo roteirista Bill Parker e pelo desenhista C. C. Beck, o nome do herói seria inicialmente "Capitão Trovão" (Captain Thunder, em inglês), mas foi modificado para Marvel (que em inglês quer dizer algo como maravilhoso, incrível), pouco antes do lançamento da revista, pois já havia um personagem com esse nome na editora Fiction House, assim como os títulos propostos para a revista de estreia, Flash Comics, pertencente a DC e Thrills Comics, que remetia a uma revista da Standard Comics, a revista foi renomeada com o título Whiz Comics, embora os dois títulos propostos tenham sido impressos como “Edições Ashcan” (usadas pelas editoras para registrar as revistas) Consequentemente, a revista foi rebatizada como Whiz Comics, e o desenhista da Fawcett, Pete Costanza, sugeriu mudar o nome do Captain Thunder para "Captain Marvellous", que os editores abreviaram para "Captain Marvel". Os balões da fala na história foram reescritos para rotular o herói da história principal como "Capitain Marvel".
Na década de 1950, uma pequena editora britânica, L. Miller and Son, publicou uma série de reproduções em preto-e-branco de quadrinhos americanos, incluindo a série Capitão Marvel. Com o resultado da ação judicial Nacional v. Fawcett, A editora teve seu fornecimento de quadrinhos do Capitão Marvel abruptamente interrompido. Eles pediram a ajuda de um escritor de quadrinhos britânico, Mick Anglo, que criou uma versão mal-disfarçada do super-herói chamado Marvelman. Capitão Marvel Jr., foi adaptado para criar Young Marvelman, enquanto Mary Marvel gerou uma versão masculina, o Kid Marvelman. A palavra mágica "Shazam!" foi substituída por "Kimota" ("Atomik" soletrado ao contrário). Os novos personagens assumiu a numeração da série original do Capitão Marvel no Reino Unido com número da edição # 25. Marvelman foi cancelado em 1963, mas foi revivido em 1982 pelo escritor Alan Moore nas páginas da Warrior Magazine. Começando em 1985, as aventuras em preto-e-branco de Moore foram reimpressas em cores pela Eclipse Comics sob o novo título Miracleman (já que a Marvel Comics opôs-se à utilização da palavra"Marvel" no título), a publicação continuou nos Estados Unidos depois da Warrior. Dentro do enredo meta-textual da série de quadrinhos em si, notou-se que a criação de Marvelman foi baseada nos quadrinhos no Capitão Marvel, tanto por Alan Moore, quanto pelo escritor Neil Gaiman. Em 2009, a Marvel Comics obteve os direitos das histórias originais personagens e histórias de Marvelman e em 2013 de suas versões posteriores.
Shazam!
Em 1973, a DC Comics, a editora responsável pelo processo judicial, adquiriu a licença da personagem e retomou sua publicação nos Estados Unidos. No entanto, a nova revista teve de se chamar Shazam, porque a agora Marvel Comics era a detentora da marca Captain Marvel (Ela lançou o seu Capitão Marvel em 1967). O Suspendium foi a explicação que a DC Comics encontrou para explicar porque o elenco de Capitão Marvel não havia envelhecido desde que parou de ser publicado pela Fawcett Comics em 1953. Tal substância inventada pelo vilão Dr. Silvana pôs em animação suspensa toda a Família Marvel, bem como o resto do elenco e o próprio Silvana, por 20 anos. A DC pagou a Fawcett e depois de 1977, sua sucessora, a CBS Publishing uma taxa de licenciamento por edição, por página para cada um dos personagens Fawcett que apareceram, seja na revista Shazam! ou crossovers em outras séries de quadrinhos.
Em Superman #276, de junho de 1974, o Superman enfrentava um personagem chamado Captain Thunder (Capitão Trovão), óbvia cópia do Capitão Marvel (A DC já havia adquirido a licença do personagem, mas não o utilizou). Em 1983, uma proposta para uma versão atualizada do Capitão Marvel foi submetida a DC por Roy Thomas, Don Newton, e Jerry Ordway. Esta versão do personagem, para ser um habitante da Terra-1, enquanto que o Capitão Marvel habitava universo da Terra-S, essa versão trazia um afro-americano chamado "Willie Fawcett" (como na história 1974), que falou a palavra mágica "Shazam!" para se tornar Captain Thunder. Essa versão nunca mais foi publicada, uma vez que o Capitão Marvel integraria o Universo DC após a Crise nas Infinitas Terras. Na minissérie Flashpoint, publicada em 2011, apresentou um outro Captain Thunder.
Sem uma revista própria
Depois do cancelamento da revista Shazam!, apesar de tudo, Capitão continuou aparecendo em outras revistas; sua "casa" se tornou World Finest Comics do número 253 de Outubro-Novembro de 1978, até o 282, Agosto 1982, e Adventure Comics do número 491, Setembro 1982, até o 498, Abril 1983. Após passar cerca de 2 anos no limbo, tanto o Capitão Marvel como sua família retornaram para a saga Crise nas Infinitas Terras (tendo aparecido também na minissérie DC Challenge).
Shazam! The New Beginning
O Personagem foi então incorporado ao chamado Universo DC depois da saga Crise nas Infinitas Terras. Foi lançado uma minissérie de 4 partes chamada Shazam! The New Beginning, escrita por Roy Thomas e ilustrada por Tom Mandrake, que estabelecia que não havia mais uma Família Marvel, apenas Capitão Marvel. O Capitão chegou a integrar a Liga da Justiça pouco antes dela se tornar Liga da Justiça Internacional, mas saiu depois de alguns números, afirmando que ele tinha pouca experiência. Nesse tempo, o Capitão praticamente não fez aparições, fora uma aventura solo contra Capitão Nazista em Action Comics, uma participação em Guerra dos deuses, e no mini-evento Pânico nos Céus.
Power of Shazam!
Em 1994 foi lançada a minissérie Power of Shazam!, escrito e desenhado por Jerry Ordway. Lá, foi reativada a existência da Família Marvel. Também houve a minissérie Kingdom Come (Reino do Amanhã), de 1996 e a graphic novel sobre o herói: Shazam! The Power of Hope, ambas desenhadas por Alex Ross, com textos de Paul Dini. No entanto, as histórias do herói não tiveram continuidade no período DC, sendo rapidamente encerradas devido a baixa vendagem.
Meados da década de 2000: Sociedade da Justiça da América, 52 e mais
Desde o cancelamento de Power of Shazam! em 1999, a Família Marvel fez aparições em vários outros títulos da DC. Adão Negro tornou-se um personagem principal da série JSA de Geoff Johns e David S. Goyer, que mostrava as últimas aventuras da Sociedade da Justiça da América, Adão Negro se junta a equipe como um meio de buscar a redenção para seus crimes do passado. Sentindo que Adão Negro merecia uma chance, mas querendo ficar mais próximo a ele, o Capitão Marvel apareceu regularmente em JSA entre 2003 e 2004, depois de se juntar à equipe para vigiar o seu velho inimigo. Ele também apareceu em na graphic novel The Dark Knight Strikes Again, continuação da aclamada The Dark Knight Returns, ambas de Frank Miller, onde é descrita a morte do herói. A minissérie Superman/Shazam: First Thunder, escrita por Judd Winick e ilustrada por Josh Middleton, e publicado entre setembro de 2005 e março de 2006, o arco descreve o primeiro encontro pós-crise entre Superman e Capitão Marvel.
Shazam!: The Monster Society of Evil
Em 2003, Jeff Smith começou a trabalhar para a DC Comics em uma minissérie estrelada por Capitão Marvel, um super-herói dos quais Smith é um fã. A série, intitulada Shazam! The Monster Society of Evil, teve quatro edições publicada em prestige format em 2007, e, posteriormente, ganhou um encadernado de capa dura.
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Capitão Marvel é detentor do poder de Shazam, que extrai os dons de Salomão (sabedoria); de Hércules (força); de Atlas (vigor); de Zeus (poder); de Aquiles (coragem); e de Mercúrio (velocidade). Este relâmpago não lhe causa dano, embora oponentes que estejam no raio de ação do mesmo possam ser feridos. Também já foi mostrado que ele pode fazer pequenas alterações em sua aparência por usar o poder de Zeus: certa vez, a fim de poder abrir uma conta no banco, ele se disfarçou como seu pai usando seus poderes, podendo também lançar relâmpagos,raios, como ataque. OBS.: As figuras de "Atlas" e "Aquiles", que concedem ao personagem resistência e coragem, respectivamente, e que ajudam a formar o nome "Shazam", podem variar de posição ao formá-la, dependendo da interpretação individual, não havendo uma ordem correta, portanto. Outros membros da Família Marvel como Capitão Marvel Jr. e Mary Marvel detém os mesmos poderes, mas quando transformados em suas contrapartes poderosas, dividem o poder de Shazam. Ou seja, quando 2 membros da Família Marvel estão ativos, suas forças, velocidades, resistências, etc. caem à metade; Se 3 membros da Família Marvel estão ativos, suas forças, velocidades, resistências, etc. caem a 1/3.
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A rivalidade entre o Shazam e o Superman, personagem semelhante com os poderes básicos de vários super-heróis e que assim como ele, voa, possui super força e super resistência, invulnerabilidade etc como era comum na época... mas com origens, trama e enredo obviamente diferentes, é considerada há décadas um clássico dos quadrinhos crossover. Curiosamente, é muito provável que toda essa rivalidade tenha se iniciado mais como uma espécie de "continuidade" da briga judicial entre a Fawcett Publications (proprietária da Fawcett Comics) e a National Comics (atual DC Comics), iniciado por essa última, que procesava a Fawcett Comics alegando que o personagem 'Capitão Marvel' era "plágio do Superman", do que um embate entre os fãs de cada um dos personagens, botando em questão a popularidade de ambos, muito embora uma coisa possa ter levado à outra. Para se ter uma ideia, a primeira vez que os dois personagens se enfrentaram, foi na revista Mad Magazine, publicada entre abril/maio de 1953. Escrita por Harvey Kurtzman e Wally Wood, a edição, que continha uma reportagem intitulada "Superduperman", satirizava justamente a briga judicial entre a Fawcett Publications e a National Comics.


