Billie Jean King
Billie Jean King, Billie Jean Moffitt quando solteira, é uma ex-tenista norte-americana, considerada uma das melhores tenistas e atletas femininas de todos os tempos. Ela foi consagrada nos anos 70.
Billie Jean King nasceu Billie Jean Moffitt. Ela nasceu em uma família metodista conservadora, filha de um pai bombeiro e uma mãe dona-de-casa. Seu irmão mais novo, Randy Moffitt, tornou-se um jogador profissional de beisebol por 12 anos nas principais ligas pelo San Francisco Giants, Houston Astros e Toronto Blue Jays. King frequentou a Long Beach Polytechnic High School e mais tarde a Universidade do Estado da Califórnia em Los Angeles (CSULA), porque seus pais não podiam pagar cursos em Stanford ou UCLA. Mesmo na CSULA, King teve que trabalhar em dois empregos para manter-se. Ela casou-se com Lawrence King em Long Beach, Califórnia, em 17 de setembro de 1965. Em 1971, ela fez um aborto, que foi anunciado ao público pelo seu marido em um artigo na Ms. Magazine em 1972, sem consultá-la previamente. King disse em sua autobiografia de 1982 que ela decidiu abortar porque acreditava que seu casamento não era sólido o suficiente àquela época para trazer uma criança ao mundo. O casal divorciou-se em 1987.
Imagem: Gage Skidmore · BY-SA · Openverse
King aprendeu a jogar tênis nas quadras públicas de Long Beach, Califórnia. Ela era uma voleadora agressiva, tinha potentes golpes e excelente velocidade. Chris Evert, entretanto, dizia que "sua fraqueza era sua impaciência." A respeito de suas motivações na vida e no tênis, King disse: "Toda vez que você está satisfeita com mediocridade, toda vez que você dá incentivo aos seres humanos, você estoura. Eu sou uma perfeccionista muito mais do que uma supercompetidora, e há uma grande diferença aí. Eu tenho sido retratada como uma pessoa que apenas compete… Mas mais do que tudo, eu comecei batendo uma bola corretamente… Qualquer mulher que queira conseguir algo deve ser agressiva e violenta, mas a imprensa nunca nos vê como multidimensionais. Eles não vêem as emoções, os desânimos…" Em uma entrevista em 1984, logo após ela completar 40 anos, King disse: "Algumas vezes quando eu estou assistindo alguém como Martina Navratilova, eu lembro como foi bom ser a número um. Acredite em mim, é o melhor período de sua vida. Não deixe ninguém dizer o contrário a você. Mas quando eu penso sobre os esforços físicos e emocionais que são precisos para ser a número um, e eu percebo que não há nada mais. Eu sei disso e está ok. É parte do processo. Meu único arrependimento é que eu tive que fazer coisas demais fora da quadra. No íntimo, eu tenho curiosidade sobre o quão boa eu realmente poderia ter sido se eu tivesse me concentrado apenas no tênis".
No início de 1965, novamente perdeu para Margaret Smith Court na final da Fed Cup. Duas semanas mais tarde, no Australian Open, perdeu novamente para Court nas semifinais (6-1, 8-6). Em Wimbledon, King perdeu nas seminfinais pelo terceiro ano consecutivo, dessa vez para Maria Bueno (6-4, 5-7, 6-3). Seu último torneio no ano foi o US Open, depois de vencer Jones nas quartas-de-final e Bueno nas semifinais, perdeu novamente para Court na final, mesmo estando vencendo por 5-3 em ambos os sets e ter perdido dois set points no segundo set. King disse que perder quando estava tão próxima da vitória foi devastador, mas a partida provou que ela era boa o suficiente para ser a melhor do mundo. Estou indo para vencer Wimbledon no próximo ano." Venceu seis torneios durante o ano. Ao final, pela primeira vez em 81 anos, a convenção anual da United States Lawn Tennis Association passou por cima da recomendação de seu comitê de ranking quanto a conceder a King o título isolado de número um do país, votando em Nancy Richey Gunter e King para dividir o posto.
1959
Em 1959, então com 15 anos, disputou seu primeiro grand slam no US Open, perdendo para Justina Bricka na primeira rodada (4-6, 7-5, 6-4), depois de ter perdido um match point. Nos torneios restantes, não passou das quartas-de-final. Alice Marble, vencedora de 19 títulos de grand slam entre 1936 e 1940, começou a treiná-la nos fins-de-semana durante 1959, dizendo: "Clyde Walker deu a Billie todas as ferramentas que ela precisa para ser uma vencedora. Agora tudo que ela precisa é confiança e tempo." King, no entanto, acredita que Maureen Connolly Brinker quase destruiu definitivamente sua confiança como jogadora quando erroneamente pensou que o tipo de psicologia reversa que a motivou a ser a número 1 do mundo também funcionaria com King. Enquanto a jovem de 15 anos estava praticando na equipe júnior da Wightman Cup, Connolly Brinker levou-a para jantar e disse, "Olhe, eu apenas quero que você saiba: você nunca chegará lá. Logo, não se incomode." Cerca de dez anos mais tarde, King aprendeu a verdade. Enquanto assistia o treino da equipe, Connolly Briker perguntou a um assistente técnico da equipe quem tinha mais futuro. Quando o técnico respondeu com Tory Fretz, Connolly Brinker gargalhou, apontando para King, e disse: "Oh não, a única com alguma chance real entre todas é aquela".
1960
Em 1960, King venceu seu primeiro título adulto em torneio sobre a grama, na Pensilvânia. No US Open, foi derrotada na terceira rodada pela sétima cabeça-de-chave.
1961
King ganhou reconhecimento internacional em 1961, com dezessete anos, ao vencer, em sua primeira tentativa, o torneio de duplas femininas em Wimbledon, ao lado de Karen Hantze Susman. Mesmo não sendo cabeças-de-chave, venceram as principais favoritas, Renee Schuurman Haygaarth e Sandra Reynolds Price nas quartas-de-final e a dupla cabeça-de-chave número três, Margaret Smith Court e Jan Lehane O’Neill na final. Em simples, King perdeu na segunda rodada, após ter sido contemplada com um bye na rodada inicial (dispensada de jogar). No US Open, perdeu na segunda rodada para a quarta pré-classificada, Christiane Truman Janes.
1962
Na segunda rodada de Wimbledon, que era também apenas a segunda partida de sua carreira no torneio, derrotou a então número um do mundo e principal favorita ao título, Margareth Smith Court, depois de estar perdendo o terceiro set por 5-2. Essa foi a primeira vez na história do torneio que a principal favorita perde em seu primeiro jogo. King acabou perdendo nas quartas-de-final para a quinta pré-classificada, Ann Haydon Jones. Um mês mais tarde, perdeu duas vezes para Margareth Smith Court. No US Open, machucou-se e abandonou seu jogo de primeira rodada.
1963
Em 1963, venceu seu primeiro título na Califórnia. Em Wimbledon, chegou pela primeira vez à final, perdendo para a principal favorita, Margaret Smith Court. No US Open, foi a terceira cabeça-de-chave, mas foi derrotada na quarta rodada.
1964
Em 1964 venceu quatro torneios menores, mas perdeu novamente para Margaret Smith Court nas semifinais de Wimbledon. Perdeu novamente para Court na final da Federation Cup. No US Open, perdeu nas quartas-de-final. Mais para o final do ano, King decidiu dedicar-se em tempo integral ao tênis. Ela disse: "Eu estava no meu terceiro ano na Los Angeles State College… Eu ainda tinha meu sonho de ser a número um do tênis, mas eu tinha que vencer um título de grand slam. Eu finalmente percebi que eu nunca saberia se eu seria capaz a menos que eu me dedicasse em tempo integral a jogar. Eu era capaz de fazer o compromisso quando Robert Mitchell, o mesmo empresário que tinha ajudado Margaret Smith [Court], ofereceu pagar minha ida à Austrália assim que eu poderia treinar com o grande técnico Mervyn Rose. Eu disse a meus amigos que eu estava indo para a Austrália para tornar-me a melhor jogadora do mundo. Foi um reconhecimento amedrontado, mas ajudou a me guiar. Merv Rose era exatamente o que eu precisava. Ele fez alterações radicais no meu jogo (…) obtendo eficientes golpes de uma campeã."


