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Billie Holiday

Eleanora Fagan Gough, conhecida pelo nome artístico Billie Holiday e também como Lady Day foi uma cantora e compositora estadunidense. É considerada pelos críticos de música como uma das maiores e melhores cantoras de jazz da história, ao lado de grandes nomes do gênero como Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan e Dinah Washington.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 07/07/2026
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Biografia

Imagem: pingnews.com · PDM · Openverse

Infância

A cantora e compositora nasceu na Filadélfia, Pensilvânia, tendo sido criada em Baltimore, por pais adolescentes. Quando nasceu, seu pai, Clarence Holiday Gough, tinha dezessete anos de idade, e sua mãe, Saddy Fagan, dezenove. Seu pai, guitarrista e banjoista, abandonou a família quando a artista ainda era bebê, seguindo viagem com uma banda de jazz. Sua mãe, também inexperiente, frequentemente a deixava com familiares para poder trabalhar. Abandonada pelo pai, com pouco contato com a mãe, sem irmãos ou amigos, a artista teve uma infância muito difícil, passando necessidades e todo tipo de humilhação e abuso. Menina afro-americana e pobre, passou por diversos sofrimentos possíveis. Aos dez anos foi violentada sexualmente por seu vizinho, e posteriormente abandonada por seus parentes, sendo internada numa casa de correção para meninas vítimas de abuso. Neste local, sofria agressões físicas e psicológicas. Aos doze anos, fugiu de lá, e passou a morar na rua, pedindo esmolas, e tentava reencontrar a mãe, que havia lhe abandonado, mas ficava em dúvida se ela a aceitaria de volta, e temia reencontrar seus parentes que tanto fizeram-na sofrer. Ela, então, deixou de viver nas ruas ao conseguir um trabalho informal, lavando o chão de um prostíbulo em troca de um local para dormir e uma refeição por dia. Ficou lá por dois anos. Aos catorze anos, foi violentada sexualmente pelo dono do local, e fugiu de lá. Voltou a viver nas ruas, pedindo esmolas, até que tomou coragem e voltou a casa de seus parentes para procurar sua mãe, que ficou feliz de tê-la encontrado, lhe pedindo perdão, descobrindo tudo que houve com ela e se culpando muito. Sua mãe a levou para viver com ela em uma casa alugada, em Nova Iorque. Com o tempo, sua mãe ficou desempregada, e ambas acabaram passando necessidades. Sua mãe adoeceu, e o aluguel da residência atrasou. Sem conseguir nenhum emprego, sendo poucas as esmolas que ganhava, aos catorze anos a artista iniciou-se na prostituição, atividade que exerceu até seus dezoito anos, sem nunca ter revelado isto a ninguém. Aos quinze anos acabou engravidando, sem saber qual era a paternidade da criança, onde revelou que sua mãe a obrigou a fazer um aborto aos três meses de gestação, no banheiro de casa, através da ingestão de medicamentos, o que a fez ter febre, fortes dores e hemorragia por mais de um mês, não tendo procurado um médico, por medo de sofrer represálias ou ser presa. Em entrevistas definiu o aborto feito como agonizante. A vida na prostituição e ter feito um aborto aumentaram muito suas crises de depressão, o que a fez intensificar o uso de álcool e drogas, o que a levou a diversas tentativas de suicídio.

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Carreira

Sua vida como cantora informal começou em 1930. Estando mãe e filha ameaçadas de despejo por falta de pagamento de sua moradia, Billie, seu nome que usava na noite como garota de programa, decide procurar uma outra ocupação menos sofrível, e realizar seu sonho de trabalhar com música. Ela, então, entrou em um bar no Harlem, oferecendo-se como dançarina, mas não agradou o público. Penalizado, o pianista perguntou-lhe se sabia cantar, a então jovem Eleanora disse que não, mas que era seu sonho. Ao cantar para a pequena plateia do estabelecimento, foi aplaudida de pé, e saiu de lá com um emprego fixo, onde cantaria somente aos finais de semana. Embora não fosse isto que esperava, aceitou, e para conseguir mais dinheiro, continuou a trabalhar na noite como profissional do sexo. A jovem nunca teve educação formal de música, jamais pôde estudar canto, e sendo autodidata, seu aprendizado das melodias se deu ouvindo Bessie Smith e Louis Armstrong.

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Vida pessoal

Billie foi casada por três vezes: De 1941 a 1947 com Jimmy Monroe, de 1951 a 1957 com Joe Guy e de 1957 a 1959 com Louis McKay. Todos estes homens trabalhavam com a música, e também eram usuários de drogas. Billie terminou seus três casamentos por motivos idênticos, devido as constantes humilhações, traições e as agressões que sofria, em grande parte causados pelos ciúmes excessivos que sentiam de Billie, onde também havia tentativas de controle sobre seu dinheiro e sua vida profissional, o que a deixava muito mal. Apesar de ter tentado engravidar e feito diversos tratamentos, não conseguiu êxito, o que lhe causou muita frustração, culpa e agravamento de sua depressão.

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Morte

Imagem: decafinata · BY-SA · Openverse

No início de 1959, Billie descobriu possuir cirrose hepática, em decorrência do excesso de álcool. O médico disse-lhe para parar de beber, e a artista iniciou um tratamento psicoterapêutico para melhorar, o que fez por pouco tempo, logo voltando aos seus vícios, e os intensificando. Em maio, devido ao seu estado depressivo e ao avanço da cirrose, havia perdido mais de dez quilos. Seus amigos Leonard Feather, Joe Glaser e Allan Morrison tentaram levá-la para um hospital, mas ela recusou-se. Em 31 de maio de 1959, Billie foi internada no Hospital Metropolitano, em Nova Iorque, com agravamento de sua cirrose hepática, também tendo sido diagnosticada com insuficiência cardíaca e edema pulmonar. Recebeu voz de prisão por posse de heroína e cannabis enquanto estava no hospital, ao ser descoberto grande quantidade desses entorpecentes escondidos numa peça de roupa, sendo autuada por tráfico. Teve seu quarto invadido por policiais, que ficaram de guarda na porta do quarto onde estava internada. Billie Holiday permaneceu sob guarda da polícia até receber alta, onde seria encaminhada ao presídio, o que não aconteceu, pois faleceu de edema pulmonar, cirrose hepática e insuficiência cardíaca, em 17 de julho de 1959.

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