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Bile

Bile, bílis, fel ou suco biliar é um fluído produzido pelo fígado e armazenado na vesícula biliar - capacidade de armazenar 20 - 50 ml de bile - e atua na emulsificação de gorduras, facilitando a ação da lipase pancreática, uma enzima produzida pelo pâncreas, pois aumenta a superfície de contato gordura-enzima. Determinados microrganismos o usam para evitar a putrefação de alguns alimentos e na absorção de substâncias nutritivas da dieta ao passarem pelo intestino.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Composição

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A bile é composta por água (97-98)%, 0.7% de sais biliares, 0.2% de bilirrubina, 0.51% de lípidos (colesterol, acidos gordos, lecitina) e 200meq/l de sais inorgânicos. Os ácidos biliares (ou sais biliares) têm por objetivo auxiliar a absorção de diferentes tipos de lipídeos (gorduras), por meio de sua emulsificação. Os ácidos biliares de animais podem ser usados para remover manchas de roupas.

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Trajetória

Imagem: Agência Brasil Fotografias · BY · Openverse

A bile é produzida pelo fígado, e é armazenada pela vesícula biliar, nos animais que a possuem. Ao ser produzida, segue pelos ductos biliares, passa à vesícula, indo ao duodeno, onde emulsiona as gorduras fazendo com que o pequeno tamanho das partículas lipídicas formadas aumente a área superficial exposta à ação da lipase pancreática; sua coloração geralmente é amarela, apresentando uma tonalidade esverdeada. 95% dos sais produzidos pela bile são reabsorvidos e reutilizados.

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Distúrbios

Imagem: Agência Brasil Fotografias · BY · Openverse

Quando é ingerido alimento gorduroso, a vesícula se contrai para expelir seu conteúdo; se ocorrer alguma obstrução no ducto (tumor, cisto, ou cálculo biliar), a bile fica retida no fígado. Caso não seja tratado, ocorre um extravasamento retroativo, que deixa a tonalidade da pele amarelada, e altera também a coloração normal das fezes, que ficarão mais claras. A estes efeitos ou sintomas, se dá o nome de icterícia obstrutiva. Além disso, vítimas de insuficiência renal podem ter dificuldades em digerir gorduras por distúrbios no metabolismo da bile. Da mesma forma, pedras na vesícula podem impedir a passagem da bile.

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Trato biliar

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O trato biliar consiste em dutos que transportam a bile do fígado para a vesícula biliar e, em seguida, para o intestino delgado. A vesícula biliar é um órgão pequeno em forma de pera, localizado por baixo do fígado que armazena a bile. Quando o organismo precisa de bile a vesícula biliar se contrai, excretando a bile pelos dutos biliares até o interior do intestino delgado. A bile ajuda na digestão ao facilitar a absorção de colesterol, gorduras e vitaminas lipossolúveis no intestino e também elimina do organismo determinados produtos residuais, principalmente bilirrubina e o colesterol em excesso. Se os dutos biliares estiverem bloqueados, a vesícula biliar pode inflamar gerando o quadro chamado: colecistite.

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Exames

Imagem: Beeshashirka · BY-SA · Openverse

Apenas alguns exames laboratoriais de fato dão indícios sobre a função hepática ao avaliar a excreção hepatobiliar (p. ex., bilirrubina) ou a capacidade de síntese do fígado. Os testes laboratoriais mais úteis, principalmente para a triagem de doenças hepáticas, são os níveis séricos de aminotransferases (os testes de função hepática mais comumente usados), bilirrubinas e fosfatase alcalina.

Exames para lesão hepática

A alanina aminotransferase (ALT) e a aspartato aminotransferase (AST) são liberadas pelos hepatócitos lesionados; assim, estas enzimas são boas marcadoras de lesão hepática. Níveis bastante elevados (> 500 UI/L; sendo os valores normais ≤ a 40 UI/L), geralmente resultam de: Hepatite viral aguda, hepatite induzida por toxina ou droga, ou hepatite isquêmica ou infarto hepático. O grau de elevação pode não refletir a extensão da lesão hepática. Medições seriadas refletem melhor a gravidade e o prognóstico do que uma única medição. Uma queda das enzimas para valores normais demonstra recuperação, a não ser que haja aumento concomitante dos níveis de bilirrubina e tempo de protrombina (TP) - que pode ser indicativo de insuficiência hepática aguda grave.

Exames para Colestase

Bilirrubina, é um pigmento da bile produzido por quebra do heme e redução da biliverdina, que normalmente circula no plasma sanguíneo. É absorvido por células do fígado e conjugado de modo a formar diglucuronide, um pigmento solúvel em água excretada na bílis. Seu excesso é chamado hiperbilirrubinemia, e é resultado de um ou mais dos seguintes: A bilirrubina total geralmente é constituída, em sua maior parte, de bilirrubina não conjugada, a obtenção das frações de bilirrubina permite quantificar a bilirrubina conjugada; as frações só são necessária em casos de icterícia neonatal ou se a bilirrubina estiver aumentada, mas os outros resultados de testes hepáticos estão normais, sugerindo que a causa não é uma doença do sistema hepatobiliar.

Outros exames laboratoriais

Na doença hepática crônica, as imunoglobulinas séricas geralmente se elevam. Entretanto, essas elevações não são específicas e geralmente não possuem valor clínico. Seus níveis se elevam de maneira discreta nas hepatites agudas, moderadamente em hepatites crônicas ativas e de forma mais intensa nas hepatites autoimunes. O padrão de elevação das imunoglobulinas (Ig) oferece pouca ajuda, embora diferentes imunoglobulinas estejam frequentemente muito altas em vários distúrbios como: Este grupo heterogêneo de anticorpos encontra-se positivo, em geral em altos títulos, em mais de 95% dos casos de cirrose biliar primária. Anticorpos antimitocondriais também podem auxiliar no diagnóstico etiológico de colestases, uma vez que não costumam se elevar em casos de obstrução biliar extrahepática ou colangite esclerosante primária.

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Teoria dos quatro humores de Hipócrates

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Hipócrates, o pai da medicina, no século IV a.C. formulou a teoria humoral acreditava que a bile amarela estava associada com a raiva (humor colérico) enquanto a bile negra estaria associada à melancolia. Essa foi a teoria sobre funcionamento das emoções é aceita até hoje pela medicina oriental e alternativa. Segundo ele, associando a bile amarela, bile negra, sangue e fleugma, respectivamente, ao fogo, terra, ar e água, esses humores predominariam em determinada estação do ano, isto é, verão (bile amarela), outono (bile negra), primavera (sangue) e inverno (fleugma). O desequilíbrio desses humores era considerado a fonte de todas as doenças.

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