Beto Richa
Carlos Alberto Richa, mais conhecido como Beto Richa é um engenheiro civil e político brasileiro filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira. Exerceu os cargos de deputado estadual, vice-prefeito e prefeito da capital, governador e atualmente é deputado federal pelo Paraná.
Imagem: Ricardo Barros 111 · BY-NC-SA · Openverse
Richa é filho de José Richa, ex-governador do Paraná (1983-1986), e de Arlete Vilela Richa. Seus avós paternos eram imigrantes árabes de origem libanesa. É casado com a bacharel em direito Fernanda Bernardi Vieira Richa, filha do banqueiro Tomás Edison de Andrade Vieira e da professora Didi Bernardi. Ela é neta de Avelino Antônio Vieira, político e banqueiro, dono do Bamerindus e sobrinha do senador e ministro José Eduardo de Andrade Vieira. Beto e Fernanda tiveram três filhos: André Richa, Rodrigo Richa e Marcello Richa, ex-presidente nacional da juventude do PSDB. Em Londrina iniciou os estudos do ensino fundamental na Escola Estadual Hugo Simas. Quando adolescente mudou-se para Curitiba, onde frequentou o ensino médio no Colégio Bom Jesus. Formou-se em Engenharia Civil pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).
Sua primeira disputa eleitoral foi em 1992, sendo candidato a vereador em Curitiba pelo PSDB, obtendo em sua primeira eleição 1.882 votos. Com isso não conseguiu se eleger vereador faltando 240 votos e ficou como primeiro suplente do partido. Na época, Richa tinha 27 anos. Em 1994, foi eleito deputado estadual com 22 mil votos. Quatro anos mais tarde, foi reeleito com 44.839 votos, tendo recebido o dobro de votos da primeira eleição que disputou. Beto Richa foi escolhido em 2000 para ser o candidato a vice-prefeito de Cassio Taniguchi. Eleito, assumiu no primeiro ano de mandato a Secretaria Municipal de Obras Públicas. Em 2002 candidatou-se ao governo do estado do Paraná pelo PSDB e obteve 888.796 votos, alcançando a terceira posição daquele pleito. No ano seguinte, reassumiu a vice-prefeitura de Curitiba. Em 2004, aos 39 anos, Richa derrotou o candidato do Partido dos Trabalhadores, Ângelo Vanhoni, na eleição municipal de Curitiba, elegendo-se prefeito com 494.440 votos, 54,78% do total.
Deputado estadual
Durante dois mandatos na Assembleia Legislativa do Paraná, Beto Richa apresentou grande número de projetos, muitos deles resultaram em leis. Algumas foram exemplares para o País, como a Lei 11.255/94 que garantiu indenizações às famílias de ex-presos políticos. Outra importante lei é a 11.562/96 que obriga as instituições financeiras a instalar câmeras e sistema de monitoramento nos caixas eletrônicos e manter um vigilante durante o período de funcionamento do serviço. No seu segundo mandato na Assembleia Legislativa do Paraná, Beto Richa aprovou mais de 20 projetos, os quais foram transformados em leis. Também é de autoria de Richa a lei que instituiu o Fundo Estadual de Prevenção ao Uso de Drogas (Funpred).
Prefeito de Curitiba (2005-2010)
Em sua primeira gestão, quando assumiu a frente executiva da prefeitura municipal, Richa aprofundou o acervo de políticas públicas da cidade, orientado pelo planejamento ambiental e focou na construção de convergências estruturais nas relações sociais, econômicas e culturais. Esta nova hierarquia se rege pelo desenvolvimento sustentável e determinou uma série de investimento em infraestrutura social e urbana. Às regiões com os menores indicadores de desenvolvimento humano foram direcionados 70% dos recursos orçamentários, destacadamente nas áreas de educação, saúde, moradia popular, segurança alimentar, proteção social, transporte público e estrutura viária.
Governador do Paraná (2011-2018)
Beto Richa assumiu o governo do Paraná em 1 de janeiro de 2011, tendo como principais bandeiras priorizar as áreas de educação, saúde, segurança pública, proteção social, agricultura e infraestrutura. Já no primeiro ano de mandato anunciou a criação do programa Paraná Competitivo para incentivar o setor produtivo a atrair novas indústrias. Modernizou o parque industrial paranaense, criou o programa Paraná Seguro com a contratação de dez mil policiais e forte incremento no orçamento da secretaria de segurança pública e implantou medidas para minimizar os efeitos das chuvas no litoral paranaense. O programa Paraná Competitivo atraiu mais de R$ 20 bilhões para o Paraná, gerando empregos principalmente no interior do estado que representa 65% dos cerca de 280 mil novos postos de trabalho abertos.
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Confronto com professores
Em 29 de abril de 2015, servidores do estado do Paraná, liderados por professores e alunos da rede estadual, se mobilizaram para uma manifestação contra o projeto de lei que promovia mudanças no custeio do Regime Próprio da Previdência Social dos servidores estaduais. No ato, os manifestantes foram reprimidos pela Tropa de Choque ao permanecerem em frente à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). 213 pessoas, entre manifestantes e policiais, foram feridas. Não se via tal episódio no Paraná desde 30 de agosto de 1988, quando os professores em greve também foram reprimidos pela polícia no governo de Álvaro Dias (PSDB). A grande repercussão teve proporções nacionais e internacionais. Em entrevista Richa culpou o confronto aos black blocs. Um vídeo divulgado na Internet mostra a reação de pessoas de dentro do Palácio Iguaçu comemorando a ação dos policiais reprimindo os manifestantes no Centro Cívico.
Condenação por uso de verbas em viagem oficial
Em agosto de 2018, foi condenado em segunda instância por realizar uma parada em Paris por dois dias com o uso de dinheiro público em rota para missão oficial na China.
Prisões
Em 11 de setembro de 2018, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) prendeu-o a pedido do Ministério Publico do estado do Paraná. Detiveram também sua esposa, Fernanda Richa, e seu ex-chefe de gabinete do estado do Paraná, Deonlison Roldo. Richa ainda foi alvo da Operação Lava Jato no mesmo dia. A operação investigava o envolvimento de funcionários públicos e empresários com a empreiteira Odebrecht (atual Novonor) no favorecimento de licitação para obras na rodovia estadual PR-323. Em 14 de setembro, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a soltura de Richa e dos outros presos pela operação. Mendes opinou que "há indicativos de que tal prisão tem fundo político, com reflexos sobre o próprio sistema democrático e a regularidade das eleições que se avizinham." Afirmou, ainda, que a prisão era "destituída de qualquer fundamento."
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No dia 16 de setembro de 2025, Richa votou a favor da PEC 3/2021, conhecida como PEC da Blindagem. A proposta dificulta a abertura de processos criminais e prisões contra senadores e deputados, restringindo a prisão em flagrante de parlamentares. Congressistas favoráveis à PEC afirmam que ela volta às regras ao texto da Constituição de 1988. Mas, na verdade, o texto acrescenta novas blindagens, como a votação secreta para prisão de parlamentares. No caso de prisão em flagrante por crime inafiançável, por exemplo, os autos serão enviados à Câmara ou ao Senado dentro de 24 horas para que, pelo voto secreto da maioria de seus membros, se autorize ou não prisão do parlamentar.
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(PFL, PTB, PPB, PL, PSB, PPS, PSC, PSD, PST, PRN, PRP, PSL, PTN, PTdoB) (PFL, PL, PPB, PRN, PRP, PSB, PSC, PSD, PSL, PST, PTdoB, PTB, PTN) (PSDB, PSB, PTN, PP, PDT, PSL,PAN, PRONA) (PSDB, PSB, PPS, DEM, PDT, PR, PSL, PRP, PSDC, PP, PTN) (PSDB, PP, DEM, PSB, PTB, PPS, PRB, PHS, PMN, PSDC, PSL, PTC, PTN, PR) (PSDB, PROS, PSD, PP, PR, DEM, PSB, PTB, Solidariedade, PPS, PSC, PEN, PHS, PMN, PSDC, PSL, PTdoB) (PSDB, PP, PSB, PTB, DEM, PROS, PMN, PMB)


