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Bertrand Barère de Vieuzac

Bertrand Barère de Vieuzac foi um político e jurista francês, um dos mais notáveis membros da Convenção durante a Revolução Francesa.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 29/07/2026
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Primeiros passos

Imagem: Anonyme, dessinateur-lithographe · CC0 · Openverse

Barère nasceu em Tarbes na Gasconha. O nome Barère de Vieuzac, nome pelo qual continuou a chamar a si próprio muito depois do término dos direitos feudais, provem de um pequeno feudo pertencente a seu pai, um advogado de Vieuzac. O pai de Barère, Jean Barère, era procurador e advogado e seu avô, Bertrand Barère, padre, doutor em teologia e vigário. A mãe de Barère, Jeanne-Catherine Marrast, era de antiga nobreza. Depois de terminar os primeiros estudos, Barère vai para um colégio até começar sua carreira de político revolucionário. Começa a trabalhar como advogado no Parlamento de Toulouse, em 1770, e logo consegue reputação como orador, enquanto que sua fama como ensaista leva-o a eleger-se como membro da Academia dos Jogos Florais de Toulouse, em 1788. Casa-se com trinta anos. Quatro anos depois (1789), é eleito deputado pela província de Bigorre para os Estados Gerais — havia feito sua primeira visita a Paris no ano precedente. Barère de Vieuzac, a princípio, filiou-se ao partido constitucional, fiel ao Rei Luís XVI, porém ficou mais conhecido como jornalista que como orador na Assembleia Nacional Constituinte Francesa. Seu jornal, o Point du Jour, de acordo com François Victor Alphonse Aulard, ganhou sua reputação não tanto por suas qualidades mas pelo fato do pintor Jacques-Louis David, em seu esboço do Juramento do Jogo da Péla, mostrar Barère ajoelhado ao canto e escrevendo um relatório de procedimentos para a porteridade.

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Com os Girondinos e Montanheses

Após a fuga do Rei Luís XVI para Varennes, Barère alia-se ao partido republicano, apesar de continuar a manter contato com Luís Filipe II, Duque d'Orleães, cuja filha natural, Pamela, ele tutela. Após o término da Assembleia Nacional Constituinte, Barère é nomeado um dos juízes da recém instituída Corte de Cassações de Outubro de 1791 a Setembro de 1792. Apesar de Barère fazer parte dos Estados Gerais em 1789 e ser juiz da Constituinte em 1791, sua verdadeira carreira não havia começado até 1792, quando é eleito para a Convenção Nacional pelo departamento dos Altos Pirenéus. Torna-se também membro doo Comitê de Salvação Pública em 1793. Ele acaba sendo extremamente útil, reportando para a Convenção os planos do Comitê. Sua carreira decola quando preside o julgamento do Rei Luís XVI — Barère era o oficial presidente na Convenção e foi aquele que interrogou o rei. Vota com os Montanheses pela execução do rei "sem apelação e sem demora", e encerra seu discurso com uma frase memorável: "a árvore da Liberdade cresce apenas quando regada com o sangue dos tiranos".

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O 9 Termidor, prisão e últimos anos

Após seus discursos sobre nacionalismo, patriotismo e educação, entre 1793 e 1774, surge a contra-revolução e o Terror Branco. Robespierre é posto em julgamento em 1794 juntamente com dois outros líderes, Vadier e Saint Just. Barère ensaia os discursos de defesa de Vadier e Saint-Just, para que estes estivessem preparados quanto ao que dizer durante o julgamento. Tenta também ajudar Robespierre em seu discurso para que não fosse executado. A Convenção Nacional pede a Robespierre que identifique os nomes de outros terroristas. Este denuncia Billaud, Collot d'Herbois e Barère como terroristas. Depois de saber que Robespierre o havia apontado como terrorista, Barère ergue seu dedo para ele, condenando-o à guilhotina. Ele é o primeiro a condenar Robespierre à morte, conseguindo desta forma manter-se vivo. Barère é ainda lembrado por seus ataques a Robespierre, dizendo ser "um pigmeu que não deveria ser posto em um pedestal". Durante a reação ao Termidor (27 de Julho de 1794), após uma certa hesitação, escreve o relatório fazendo de Robespierre um fora-da-lei.

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