Berta Loran
Berta Loran, nome artístico de Basza Ajs, foi uma atriz e comediante polonesa, de origem judaica, naturalizada brasileira. Na televisão seus personagens mais lembrados são a portuguesa Manuela D’Além Mar, da Escolinha do Professor Raimundo, e a empregada Frosina da novela Amor com Amor Se Paga.
Nascida em Varsóvia, na Polônia, foi nomeada como Basza Ajs. Em 1937, aos onze anos, Berta mudou-se com os pais e os cinco irmãos para o Brasil, fugindo do nazismo na Europa. Ao chegar, a família instalou-se em um sobrado na Praça Tiradentes, no Rio de Janeiro. Ao ingressar no teatro, por incentivo do pai, um judeu chamado José Ajs, que era ator e alfaiate, no início da década de 1940, passou a adotar o nome artístico de Berta Loran. Em 1946, Berta casou-se com Suchar Handfuss, ator judeu radicado em Buenos Aires. Quando se casaram, ela tinha 20 anos e ele, 51. Foram juntos para Buenos Aires, onde moraram durante dois anos. Também moraram sete anos em Portugal, onde Berta fez muito sucesso como atriz. Retornou ao Brasil no início da década de 1950 e separou-se de Suchar em 1957, mesmo ano em que se naturalizou brasileira. Em entrevistas, revelou que não amava o primeiro marido, e que apenas se casou com ele para sair de casa e conquistar sua independência. Revelou ter engravidado do marido duas vezes, mas devido ao fato de não gostar dele, aliado as dificuldades financeiras que passavam e a vontade de alavancar sua carreira, optou por fazer dois abortos. Aos 37 anos, após alguns anos solteira e mantendo relacionamentos esporádicos com alguns artistas, a atriz casou-se novamente com um paulistano chamado Júlio Marcos Jacoba. Ele era um comerciante de ascendência polonesa, que a atriz conheceu através de sua irmã. Berta tentou engravidar dele e fez diversos tratamentos, mas não conseguiu êxito. A atriz foi acometida por uma infecção uterina, e teve de realizar uma histerectomia em 1966. O casal separou-se em 1988. De 1990 a 2016 foi casada com o cantor Paulo de Carvalho, e de 2017 até sua morte em 2025 esteve em seu quarto casamento com o ator Claudionor Vergueiro.
Vida profissional
Iniciou a carreira apresentando-se em clubes da comunidade judaica. Em teatros de comunidades judaicas apresentava-se com uma irmã como a dupla Berta e Bela Ais. Seu primeiro papel para grandes públicos foi interpretado em uma teatro de revista em 1952, aos 26 anos, no palco do Teatro Carlos Gomes, a convite do maestro Armando Ângelo, com quem havia trabalhado anteriormente. Estreou no cinema em 1955, no período das chanchadas brasileiras, no filme de Watson Macedo: Sinfonia Carioca. Nos dois filmes seguintes, Papai Fanfarrão e Garotas e Samba, foi dirigida por Carlos Manga. Em 1957 apresentou-se em Portugal com a peça Fogo no Pandeiro. Acabou morando no país durante seis anos.
Imagem: Brett Penace · BY-NC · Openverse
Berta morreu na noite do dia 28 de setembro de 2025, aos 99 anos. Estava internada no Hospital Copa D'Or, em Copacabana.


