Berta de Sulzbach
Berta de Sulzbach, rebatizada de Irene, foi a imperatriz-consorte bizantina entre 1146 e 1159, primeira esposa de Manuel I Comneno.
Berta nasceu em Sulzbach, filha de Berengário II de Sulzbach (r. c. 1080 - 3 de dezembro de 1125) com sua segunda esposa, Adelaide de Wolfratshausen. Em 1111, Berengário estava entre os nobres que compareceram à coroação de Henrique V. Ele foi mencionado nos documentos sobre a coroação entre os fiadores. Em 1120, ele aparece concedendo uma doação para o Principado Episcopal de Bamberga. Ele também é mencionado como fundador de Berchtesgaden, Baumburgo e cofundador da Abadia de Kastl. Ele aparece também como um dos signatários da Concordata de Worms em 23 de setembro de 1122 e, três anos depois, em agosto de 1125, ele é novamente mencionado em documentos do imperador Lotário III, quatro meses antes de morrer. A identidade de sua mãe foi revelada no "Kastler Reimchronik", Vers 525. Adelheid é mencionada em vários documentos do século XII como "condessa de Sulzbach", sem menção a Berengário. "De Fundatoribus Monasterii Diessenses" contém uma confusa genealogia de suas duas de suas filhas. Otto II, conde de Wolfratshausen, pai de Adelaide, aparece como pai de Richenza, "imperatriz" e "Maria, imperatriz dos gregos". Richenza era esposa de Lotário III. O autor do texto aparentemente confundiu-a com Gertrude de Sulzbach, esposa de Conrado III da Alemanha. Maria é provavelmente uma confusão com "Irene", o nome de batismo de Berta de Sulzbach, a esposa de Manuel I Comneno. Ambos eram, na realidade, netas de Oto e filhas de Berengar e Adelaide. E Gertrude era irmã de Berta.
Emissários do imperador bizantino João II Comneno chegaram à Alemanha em busca de uma aliança contra Rogério II da Sicília. Para selá-la, eles exigiram que Conrado enviasse uma princesa de sua família como noiva para o filho do imperador, Manuel. Ao invés disso, Conrado enviou sua cunhada, Berta, e a mandou para a Grécia escoltada por Emicho von Leiningen, o bispo de Würzburg. Quando Berta chegou à corte imperial em Constantinopla, o imperador João já havia morrido e Manuel já reinava. Ele prorrogou a cerimônia por três anos, até aproximadamente a data da Epifania de 1146, quando ela foi renomeada "Irene" (Εἰρήνη) - um nome bastante comum para princesas estrangeiras - e se tornou imperatriz. Para introduzi-la à cultura helenística que agora seria parte de sua vida, João Tzetzes escreveu sua "Alegorias sobre a Ilíada". Berta (Irene) era conhecida por detestar a frivolidade da luxuosa corte bizantina; Basílio de Ácrida, o arcebispo de Tessalônica, a elogiou por sua modéstia e piedade, e Nicetas Coniates (53sq.) lembrou que ela não usava maquiagem. O patriarca Cosme II de Constantinopla, que fora acusado de heresia, teria supostamente amaldiçoado o útero de Irene em 1147 para evitar que ela tivesse filhos. Ela e Manuel tiveram, contudo, duas filhas:


