Bernie Sanders
Bernard "Bernie" Sanders é um político estadunidense, atualmente servindo como senador sênior dos EUA pelo estado de Vermont. Foi filiado ao Partido Democrata de 2015 até 2016 e de 2019 até 2020, sendo regionalmente filiado ao Partido Progressivo de Vermont. Ele é o político independente com mais tempo de mandato na história do Congresso dos Estados Unidos, embora sua coligação com os democratas tenha permitido-lhe postos em comissões parlamentares e, por vezes, dado maioria ao partido em votações. Sanders representa a minoria na Comissão de Orçamento do Senado desde janeiro de 2015 e, anteriormente, serviu por dois anos como presidente da Comissão dos Veteranos de Guerra. Sanders concorreu às eleições primárias que definiram o candidato democrata à presidência dos Estados Unidos no pleito de 2016. Derrotado nas urnas pelos eleitores de Hillary Clinton, Sanders acabou reconhecendo a derrota em julho de 2016 e declarou apoio à ex-Secretária de Estado nas eleições presidenciais daquele ano.
Sanders nasceu no borough de Brooklyn, na cidade de Nova Iorque. Seu pai, Eli Sanders, nasceu em 19 de setembro de 1904 em Słopnice, na Polônia, numa família de judeus, e emigrou para os Estados Unidos em 1921, aos 17 anos de idade. Sua mãe, Dorothy Sanders (sobrenome de solteira: Glassberg), nasceu em 2 de outubro de 1912 em Nova Iorque, numa família de judeus oriundos da Polônia e da Rússia. Muitos dos parentes de Eli que permaneceram na Polônia foram mortos durante o Holocausto. Sanders frequentou a Escola Pública 197, onde venceu um campeonato do borough com o time de basquete. Ele frequentava a escola judaica à tarde e celebrou seu bar mitzvah em 1954. Durante o ensino médio, Sanders frequentou a James Madison High School, onde foi capitão do time de atletismo e ficou em terceiro lugar numa corrida municipal de uma milha (1,6 quilômetros). Na James Madison, Sanders perdeu sua primeira eleição, terminando em terceiro e último lugar na disputa para o grêmio estudantil. Sua mãe morreu em junho de 1959, aos 46 anos de idade, pouco depois de Sanders obter o diploma de ensino médio. O pai de Sanders faleceu menos de três anos depois, em 4 de agosto de 1962, um mês antes de completar 58 anos de idade.
Movimento dos direitos civis
Durante seu período na Universidade de Chicago, Sanders se juntou à Liga Socialista dos Jovens, órgão juvenil do Partido Socialista da América, e foi militante ativo do movimento dos direitos civis como organizador de protestos para o Congresso da Igualdade Racial e para o Comitê Coordenador Estudantil Não-Violento. Em janeiro de 1962, Sanders liderou um protesto na frente do prédio administrativo da Universidade de Chicago contra a política do presidente da instituição, George Beadle, de segregar os alunos nos dormitórios. "É intolerável que estudantes negros e brancos desta universidade não possam morar juntos nos apartamentos de propriedade da instituição", disse no protesto. Em seguida, Sanders e outros 32 alunos entraram no prédio e acamparam do lado de fora do escritório de Beadle, promovendo a primeira ação de ocupação da história da universidade. Após semanas de ocupação, Beadle e a universidade formaram uma comissão para investigar a situação.
Partido da União pela Liberdade
A carreira política de Sanders teve início em 1971, quando entrou para o Partido da União pela Liberdade, que se originou do movimento contra a Guerra do Vietnã. Por este partido, foi candidato ao Senado dos Estados Unidos (em 1972 e em 1974) e ao governo de Vermont (em 1972 e em 1976). Na disputa de 1974 ao Senado ficou em terceiro lugar (5.901 votos, 4,1%). O vencedor daquele pleito foi o jovem democrata Patrick Leahy, então promotor do Condado de Chittenden, atual colega de Sanders na representação vermontesa no Senado. A campanha de 1976 foi a mais bem sucedida da história do Partido da União pela Liberdade. Sanders obteve mais de onze mil votos para governador (6,1% do total) e os candidatos da UL para vice-governador e secretário de Estado impediram que democratas e republicanos obtivessem maioria nas disputas para esses cargos, deixando o resultado final sob a responsabilidade da Assembleia Geral de Vermont. Apesar do sucesso, a campanha drenou as finanças e as energias da União pela Liberdade e em outubro de 1977 — menos de um ano após a conclusão da campanha de 1976 — Sanders e a candidata da UL para a Advocacia Geral de Vermont, Nancy Kaufman, anunciaram sua saída do partido. Após sair do partido, Sanders trabalhou como escritor e diretor na organização sem fins lucrativos American People's Historical Society (Sociedade Histórica do Povo Americano). Nesta organização dirigiu um documentário de meia-hora sobre o líder socialista Eugene V. Debs.
Prefeito de Burlington
Em 1980, por sugestão do amigo Richard Sugarman, professor de teologia na Universidade de Vermont, Sanders concorreu à prefeitura de Burlington, maior cidade do estado. Aos 39 anos de idade, Sanders venceu sua primeira eleição, derrotando o prefeito democrata Gordon "Gordie" Paquette, que estava em seu quinto mandato, por apenas dez votos. Construiu sólidos laços com a comunidade, demonstrando-se aberto à cooperação com os líderes republicanos, oferecendo-lhes o controle de diversas comissões. Os republicanos eram tão favoráveis a Paquette, que sequer apresentaram um adversário a ele na corrida, o que abriu para Sanders o posto de principal oponente ao prefeito de longa data. A campanha de Sanders também foi ajudada pela decisão do candidato do Partido dos Cidadãos, Greg Guma, de sair da disputa para não dividir o voto da esquerda. Os outros dois candidatos, os independentes Richard Bove e Joe McGrath, provaram não serem fortes na disputa, o que reduziu a batalha final a Paquette e Sanders.
Câmara dos Representantes
Em 1988, o congressista republicano Jim Jeffords decidiu concorrer ao Senado dos Estados Unidos, deixando vago o assento que representa o distrito único de Vermont na Câmara dos Representantes. O ex-vice-governador Peter P. Smith, também republicano, obteve 41% dos votos. Sanders obteve 38% e o democrata Paul N. Poirier obteve 19%. Dois anos mais tarde, Sanders concorreu para o mesmo cargo e derrotou Smith por uma margem de 16%, tornando-se o primeiro congressista independente desde a eleição de Frazier Reams do estado de Ohio quarenta anos antes. Além disso, foi apontado pelo Washington Post e outros veículos da mídia como "o primeiro congressista socialista" após várias décadas. Sanders representou o distrito único de Vermont na Câmara dos Representantes por dezesseis anos, sendo sempre reeleito por ampla margem; com exceção do pleito de 1994, no auge da "Revolução Republicana", quando sua vantagem foi de apenas 3,3% dos votos.
Senado dos EUA
Sanders entrou na disputa para o Senado dos Estados Unidos em 21 de abril de 2005, após o senador Jim Jeffords ter anunciado que não concorreria ao quarto mandato. Chuck Schumer, então presidente do Comitê de Campanha dos Democratas ao Senado, apoiou Sanders; a medida foi essencial, pois significava que nenhum democrata que concorresse contra ele receberia ajuda financeira do partido. Sanders também foi apoiado por Harry Reid, então Líder da Minoria no Senado, e por Howard Dean, ex-governador de Vermont. Dean disse em maio de 2005 que considera Sanders um aliado que "vota com os democratas em 98% das oportunidades". O então senador Barack Obama também fez campanha para Sanders em Vermont em março de 2006. Sanders fez um acordo com o Partido Democrata, assim como na época em que era congressista, para ser listado como candidato nas primárias do partido e, em seguida, rejeitar a indicação caso ganhasse, o que ele fez.
Sanders anunciou que concorreria às primárias do Partido Democrata para a presidência dos Estados Unidos em 30 de abril de 2015 num discurso feito nos jardins do Capitólio. Sua campanha foi oficialmente lançada em 26 de maio de 2015 em Burlington. Em seu anúncio, Sanders disse: “Eu não acredito que os homens e as mulheres que defenderam a democracia americana lutaram para criar uma situação na qual os bilionários são os donos do processo político”; este tem sido o tema central de sua campanha. A senadora Elizabeth Warren agradeceu a Sanders por entrar na disputa, afirmando: “Estou contente em vê-lo lá e oferecendo sua versão do que a liderança neste país deveria ser”. Em 19 de junho de 2015, a associação ”Ready for Warren” (Prontos para Warren) decidiu apoiar Sanders e mudar seu nome para ”Ready to Fight” (Prontos para Lutar). Sanders declarou que não buscaria financiamento para sua campanha nos Super PACs (fundos sem limites de doações) e que iria se focar nas pequenas contribuições individuais. Sua campanha arrecadou US$ 1,5 milhão nas primeiras 24 horas após seu anúncio oficial. No final de 2015, sua campanha havia arrecadado um total de US$ 73 milhões de mais de um milhão de indivíduos que fizeram 2,5 milhões de doações, sendo a média de doação US$ 27,16 por pessoa. A campanha arrecadou mais de US$ 20 milhões apenas no mês de janeiro de 2016.
Pesquisas de opinião
Desde o início da campanha, em maio de 2015, as pesquisas mostravam um acirramento da disputa no Partido Democrata. O agregador de pesquisas do Huffington Post mostrou, em 10 de fevereiro de 2015, que Bernie Sanders estava treze pontos atrás de Hillary Clinton, na média das pesquisas nacionais. Em 3 de dezembro de 2015 uma pesquisa da Quinnipiac University mostrou Sanders como o candidato mais elegível de ambos os partidos e mais elegível do que Hillary Clinton na disputa contra os principais nomes republicanos.
Debates
O DNC anunciou em 5 de maio de 2015 que haveria seis debates transmitidos nacionalmente entre os pré-candidatos do partido, muito menos do que os 26 debates realizados durante as primárias de 2008. Críticos, incluindo a campanha de Sanders, têm alegado que isto faz parte do plano do DNC de proteger a primeira colocada nas pesquisas, Hillary Clinton. Clinton expressou seu desejo em participar de mais debates.
Afiliação partidária
Em novembro de 2015, Sanders anunciou que iria ser um democrata a partir de então e que iria concorrer em futuras eleições como membro do partido. A partir de 2016, muitos veículos de imprensa, como PBS, The Wall Street Journal e CBS News, passaram a descrever Sanders como “senador democrata de Vermont”. O portal do Senado dos Estados Unidos referia-se a Sanders tanto quanto independente, como democrata. Em janeiro de 2016, a página oficial de Sanders no portal do Senado ainda se referia a ele como independente, sendo que no mês seguinte os releases omitiam sua filiação partidária ou continuavam a descrevê-lo como independente.
No dia 19 de fevereiro de 2019, Bernie Sanders anunciou através da rádio de Vermont que se candidataria à presidência em 2020. No mesmo dia, anunciou a sua campanha numa entrevista com o jornalista John Dickerson, da CBS.
Angariação de fundos
A campanha de Sanders seguiu princípios muito parecidos aos de 2016 no que toca à angariação de fundos. Não aceitou doações de Super PACs, de grandes empresas, nem de bilionários, em vez disso apelando aos seus apoiantes para doarem pequenas quantias. Em setembro de 2019, a sua campanha tornou-se a mais rápida a chegar a um milhão de doadores. Nos últimos três meses de 2019, a campanha de Sanders angariou $34,5 milhões de dólares, com cada doação sendo em média de $18.
Sondagens
Durante 2019, Sanders esteve sempre com entre 15 e 20% do voto nas sondagens, de acordo com a média de sondagens da RealClearPolitics. Esteve maior parte do tempo em segundo lugar, atrás de Joe Biden, havendo porém um momento em junho em que foi ultrapassado pela Senadora Kamala Harris, sendo também ultrapassado por Elizabeth Warren de setembro a novembro de 2019. A partir do início de fevereiro de 2020 (depois do caucus no Iowa)e e até à Super Terça, Sanders liderou as sondagens, devido à queda de Joe Biden neste período de tempo.
Suspensão da campanha
Depois de ter obtido derrotas na Carolina do Sul, na Super Terça e nas primárias de 10 e 17 de março, Sanders decidiu sair da corrida à Casa Branca no dia 8 de abril de 2020. Apesar disso, disse que ia continuar no boletim de voto nos restantes estados, com o objetivo de ganhar mais alguns delegados, para influenciar ainda mais a plataforma política do partido Democrata.
Afiliações partidárias
Sanders ingressou no Liberty Union Party de Vermont em 1971 e foi candidato a vários cargos, nunca chegando perto de vencer as eleições. Ele tornou-se secretario do partido, mas deixou o cargo em 1977 para se tornar independente. Em 1980, ele serviu como eleitor do Partido Socialista dos Trabalhadores. Sanders é um autodeclarado socialista, socialista democrático, e progressista que admira o modelo nórdico de social-democracia e a democracia no local de trabalho. Em novembro de 2015, Sanders deu uma palestra na Georgetown University para explicar sua visão sobre o socialismo democrático e a influência desta ideologia sobre as políticas dos presidentes Franklin D. Roosevelt e Lyndon B. Johnson. Ao definir o que o socialismo democrático significa para si, Sanders disse: "Não acredito que o governo deve tomar o controle da padaria no final da rua ou dos meios de produção, mas eu acredito que a classe média e as famílias trabalhadoras que produzem a riqueza da América merecem uma qualidade de vida decente e que seus salários devem ascender e não descender. Eu acredito em empresas privadas que prosperam e investem no crescimento da América, empresas que criam empregos aqui, ao invés de empresas que fecham suas portas nas América e aumentam seus lucros ao explorar mão-de-obra barata no exterior".
Acordos de comercial internacional
Muitos comentaristas apontam a consistência das ideias de Sanders ao longo de sua carreira política. O senador considera os acordos de livre comércio "um desastre para o trabalhador americano" e votou contra o NAFTA, o CAFTA e o acordo com a República Popular da China, que fizeram com que as empresas americanas deixassem o país. Também se opõe ao Tratado Transpacífico, que, segundo ele, "foi escrito pela América empresarial com a indústria farmacêutica e Wall Street". O grande foco do senador está em questões como desigualdade de renda e de riquezas, desvalorização do salário mínimo, criação de um sistema de saúde universal, a redução da dívida estudantil, a oferta de ensino superior gratuito em universidades e faculdades públicas através da criação de um imposto sobre as transações financeiras, e a expansão dos benefícios da Seguridade Social através da eliminação do teto de contribuição de US$250,000. Sanders tornou-se um defensor de ampliação dos direitos trabalhistas, defendendo a obrigatoriedade da licença parental, licença por doença e férias remuneradas, notando que tais benefícios são adotados em quase todos os países do mundo. Também apoia que o acesso dos trabalhadores aos sindicatos seja facilitado.
Reformas governamentais
Sanders tem defendido uma maior participação dos cidadãos no processo democrático, em especial através da reforma do sistema de arrecadação eleitoral e da derrubada da decisão da Suprema Corte Citizens United v. FEC, que acabou com as restrições de empresas privadas no financiamento de campanhas eleitorais. Também defende reformas no sistema financeiro, tais como o fim da assistência federal às instituições "too big to fail" (grandes demais para quebrar), a restauração da Lei Glass–Steagall, o fim da independência do Federal Reserve Bank e a permissão que os Correios ofereçam serviços bancários básicos em comunidades pobres.
Direitos individuais
No campo dos direitos individuais, Sanders possui uma visão progressista, sendo a favor dos direitos LGBT e tendo votado contra o Defense of Marriage Act. Sanders se considera um feminista. Também é pró-escolha e se opõe ao corte de subsídios federais a clínicas e hospitais que realizam aborto. Tem denunciado o racismo institucional e defende uma reforma do sistema penal para reduzir o grande número de pessoas presas nos Estados Unidos. Bernie é contra a violência policial, a privatização de presídios e a pena de morte. É a favor da legalização da maconha a nível federal. Sanders se opôs à invasão do Iraque em 2003 e criticou uma série de políticas instituídas durante a Guerra ao Terror, em especial a vigilância em massa de cidadãos e o USA PATRIOT Act. Em 15 de novembro de 2015, em resposta aos atentados do Estado Islâmico em Paris, Sanders orientou o público a não alimentar sentimentos de islamofobia e disse que "precisamos ser firmes e não estúpidos", defendendo que os Estados Unidos continuassem a receber refugiados da Guerra Civil na Síria.
Politica ambiental
O senador defende que o aquecimento global é a maior ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos e defende uma ação vigorosa para reverter o fenômeno, através de investimentos substanciais em infraestrutura "eficiente e sustentável" que tenha como principal meta a criação de empregos.
Política estrangeira
Em 2019, Sanders pediu que as autoridades brasileiras libertassem imediatamente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da prisão e retirassem todas as acusações depois que uma enorme quantidade de documentos vazados confirmou suspeitas de que o caso contra Lula era politicamente motivado no esforço de impedi-lo de vencer a eleição de 2018.
Sanders casou-se com Deborah Shiling em 1964 e eles compraram uma casa de veraneio em Vermont; não tiveram filhos e divorciaram-se em 1966. Nos anos seguintes, Sanders teve vários empregos em Nova Iorque e em Vermont e passou vários meses num kibbutz em Israel. Seu único filho biológico, Levi Sanders, nasceu em 1969, fruto da união com a então namorada Susan Campbell Mott. Em 1988, Sanders casou-se com Jane O’Meara Driscoll, que mais tarde se tornaria presidente da Faculdade de Burlington. Ela tem três filhos — Dave Driscoll, Carina Driscoll e Heather Driscoll Titus — que Sanders considera como seus. Sanders também tem sete netos. Em dezembro de 1987, durante seu mandato de prefeito, Sanders gravou um álbum de música folk intitulado We Shall Overcome, com a colaboração de trinta músicos locais. Por não saber cantar, Sanders interpretou as canções no estilo talking blues (blues falado). Em 1988, Sanders fez uma participação especial no filme Sweet Hearts Dance, interpretando um homem que distribui doces para crianças no Halloween. Em 1999, ele apareceu no fim My X-Girlfriend's Wedding Reception, interpretando um rabino. No filme, ele lamenta que os Dodgers se mudaram do Brooklyn para Los Angeles, fato que marcou a infância do próprio Sanders. Em 6 de fevereiro de 2016, Sanders foi um convidado especial no Saturday Night Live. No esquete, em que apareceu ao lado de Larry David, ele interpretou um imigrante polonês num navio que afundava perto da Estátua da Liberdade.
Religião
Sanders foi criado na religião judaica, tendo frequentado aulas de religião e celebrado o bar mitzvah. Em 1963, após se aproximar do movimento sionista-socialista Hashomer Hatzair, ele e sua então esposa se voluntariaram para trabalhar em Sha’ar HaAmakim, um kibbutz localizado no norte de Israel. Sanders se considera um judeu secular, conforme descrito na página de sua campanha na internet. Raramente discute religião e minimiza o impacto dela em sua vida. Sanders diz ser "um judeu orgulhoso", mas afirma "não ser muito religioso", afirmando acreditar em Deus, apesar de não ser membro de nenhuma religião organizada. Um kit de campanha elaborado por seus comitês estaduais diz apenas "Religião: Judaica".


