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Bernardo Rodrigues

Bernardo Rodrigues foi um militar e escritor português, autor dos Anais de Arzila.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 20/07/2026
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Biografia

Imagem: Icaro brasil · BY-SA · Openverse

Sabe-se que Bernardo Rodrigues é o autor dos Anais de Arzila porque ele mesmo o diz nos capítulos 38, 51, e 63 do livro quarto: eu Bernardo Rodrigues. Bernardo Rodrigues era irmão do doutor Duarte Rodrigues, que também vivia em Arzila; e filho da "velhice" de "mestre António", físico, que acompanhou D. Afonso V à tomada de Arzila em 1471, e lá se estabeleceu, morrendo, ferido por uma seta, em 1516, com mais de setenta anos. É possível que a mãe de Bernardo Rodrigues seja uma moura, nunca fazendo alusão a ela, e mostrando muita admiração a certos "mouriscos" (marroquinos, que se tornavam cristãos) que lutavam com os portugueses, às ordens do capitão da Praça. Os Anais começam em 1508, porque nessa data lembra-se de ter visto um mouro muito corajoso ("Xeque Omar") que servia os portugueses, a cavalo na grande praça de Arzila, durante um cerco. A partir dahí serve-se da sua memória, e da memória dos seus companheiros mais antigos. Por isso escreve David Lopes, que Bernardo Rodrigues devia têr uns 8 anos nessa data […]

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Os Anais de Arzila

Imagem: forfunoficial · BY-NC-SA · Openverse

Dos Anais de Arzila há seis códices, conhecidos: um na Academia das Ciências de Lisboa, três na Biblioteca Nacional de Lisboa, outro pertencente à Biblioteca da Misericórdia de Lisboa, e o último pertencente à Biblioteca Municipal do Porto. Bernardo Rodrigues propunha-se de escrever os Anais de Arzila até ao seu despejo em 1549, mais só foi até o ano de 1535, ou então não se encontrou o resto do texto. Diz ele mesmo que o começou a escrever em 1560 (p. 48) e explica porque o quis escrever:

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Estilo

Imagem: Joel's Goa Pics · BY-SA · Openverse

Bernardo Rodrigues não é escritor de formação, diz ele mesmo: Mas diz David Lopes que o autor "tem qualidades de artista. Imaginação. Evoca com certo vigor os homens e as cousas do passado. tem algum talento descritivo. Alguns dos seus quadros têm muita vida; êle está vendo os lugares quando narra e a sua sensibilidade comove-se quando a imagem deles surge […]" (p. XIII da introdução). Com sua frescura de escritura apesar de certos passos escuros, faz pensar a algum fresco primitivo, uma saga portuguesa ou luso-marroquina.

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Nota

Imagem: Joel's Goa Pics · BY-SA · Openverse

Os Anais foram traduzidos em árabe em 2007 por Ahmed Bouchareb, e a tradução (Hawliyat Assila) chegou a ganhar um prémio, em Marrocos (Prix du Maroc du livre (édition 2007) catégorie Traduction).

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Fontes consultadas

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