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Bernardo II, Duque de Saxe-Jena

Bernardo II, Duque de Saxe-Jena, foi um duque de Saxe-Jena.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/07/2026
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Casamento e descendência

Bernardo estudou na Universidade de Jena entre Fevereiro de 1654 e Novembro de 1657. Depois, envolveu-se em assuntos políticos quando o seu pai o enviou a Paris para fortalecer as relações da linha ernestina com o rei Luís XIV, de preferência com um casamento. No entanto, o rei de França obrigou-o a esperar dezoito meses por uma audiência com ele. A sua estadia em França acabaria por levar ao seu casamento com Marie Charlotte de la Trémoille, filha de Henri de La Trémoille e de Marie de La Tour d'Auvergne. A família dela residia na corte francesa, na qual ocupavam a posição de princes étrangers. O casamento realizou-se em Paris a 10 de Junho de 1662. Pouco depois, o casal mudou-se para Jena, onde nasceram os seus cinco filhos: Em 1662, Bernardo e os seus irmãos dividiram a herança paterna entre si e ele ficou com Jena.

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Bigamia

O casamento entre Bernardo e Marie Charlotte foi completamente infeliz e os dois nunca se conseguiram entender. Entretanto, Bernardo apaixonou-se por uma dama-da-corte chamada Maria Isabel de Kospoth. Prometeu divorciar-se da sua esposa e casar-se com ela, caso ela cedesse aos seus avanços, o que acabou por acontecer. Juntos, tiveram uma filha: Entretanto, os esforços de Bernardo para anular o seu casamento não tiveram sucesso, uma vez que nenhum teólogo ou jurista conseguiu encontrar bases sólidas para justificar o divórcio; aparentemente, mais tarde, Bernardo acabaria por se reconciliar com Marie Charlotte. Apesar disso, a 20 de Outubro de 1672, prometeu à sua amante por escrito que nunca se esqueceria dela e que iria cuidar dela e protegê-la como se ela fosse sua esposa legitima. Para fechar o acordo, deu-lhe o título de "Senhora de Alstädt" e uma renda anual de 1000 tálares. Depois, em 1674, os dois casaram-se perante um antigo padre jesuíta chamado Andreas Wigand, que se tinha convertido ao luteranismo em 1671. Assim, Bernardo tornou-se num dos poucos príncipes de sempre a cometer bigamia. O contrato declarava que os filhos nascidos da união seriam legítimos e nobres e que, logo que possível, irião receber uma posição e título superiores. A segunda esposa de Bernardo recebeu um rendimento de 20.000 táleres e o Schloss Dornburg como residência. Foi também obrigada a manter o casamento em segredo até à morte do duque ou da sua primeira esposa; caso o revelasse, o duque deixaria de estar sujeito ao contrato.

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Morte e posterioridade

Quando Bernardo morreu, foi sucedido pelo seu único filho sobrevivente, João Guilherme, que tinha nascido durante o período de reconciliação dos pais em 1675. Maria Isabel teve alguma dificuldade em receber rendimento de viúva. Viveu mais trinta-e-oito anos do que o "marido".

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