Bernardo de Brito
Bernardo de Brito, O. Cist., foi um monge, escritor e historiador português.
Frei Bernardo de Brito nasceu em Almeida, e chamava-se no século Baltasar de Brito e Andrade ou de Brito de Andrade, filho do Capitão Pedro Cardoso de Andrade, que serviu e se distinguiu nas guerras da Itália e da Flandres e foi mestre de campo, e que morreu passado de cinco lançadas e nove pelouros de escopeta na Batalha de Anvers (Antuérpia) a 20 de Abril de 1587 e jaz em São Francisco de Milão, no Ducado de Milão, e de sua mulher Maria de Brito e Andrade, filha de Francisco Garcês, natural de Almeida, e de sua mulher Catarina de Brito e Andrade, irmã de Rui de Andrade Freire, alcaide-mor do Castelo de Almeida e fronteiro de Ribacoa. Seu pai destinava-o para a carreira das armas. Foi mandado por ele estudar em Itália, onde estudou em Roma, nos Estados Pontifícios, e em Florença, no Toscana, e ali se familiarizou com as línguas Latina, Italiana e Francesa. Regressado a Portugal, decidiu entrar para a Ordem de Cister, e professou votos na Abadia de Alcobaça, a 23 de Fevereiro de 1585, em Alcobaça, com o nome de Bernardo de Brito, em homenagem ao reformador da sua Ordem, São Bernardo de Claraval, tornando-se notado pelos conhecimentos de Latim, Italiano, Francês e Espanhol.
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A Monarchia Lusytana segue em certa forma a "Crónica General de Espanha" de Florian de Ocampo, autor que Bernardo de Brito cita frequentemente, bem como a Annio de Viterbo. Bernardo de Brito tem o cuidado de justificar as suas afirmações, remetendo para vários autores da Antiguidade, nomeadamente Josefo, Plínio, Estrabão, etc., e ainda para obras originais existentes no Mosteiro de Alcobaça, nomeadamente invocava Laimundo de Ortega, autor até então desconhecido. A discussão sobre a existência de algumas obras citadas ocorria ainda no início do Séc. XIX:.mw-parser-output .flexquote{display:flex;flex-direction:column;background-color:#F1F1F1;border-left:3px solid #C7C7C7;font-size:100%;margin:1em 4em;padding:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.flex{display:flex;flex-direction:row}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.quote{width:100%}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.separator{border-left:1px solid #C7C7C7;border-top:1px solid #C7C7C7;margin:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.cite{text-align:right}@media all and (max-width:600px){.mw-parser-output .flexquote>.flex{flex-direction:column}}@media screen{html.skin-theme-clientpref-night .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}@media screen and (prefers-color-scheme:dark){html.skin-theme-clientpref-os .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}
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Outras obras que Frei Bernardo de Brito escreveu e que se publicaram ainda em sua vida: Da Sílvia de Lisardo, saiu 2.ª Edição em 1626, da Crónica de Cister, em 1720, e dos Elogios dos Reis de Portugal, houve reedições em 1726, 1761, 1786 e 1825. Deixou inéditas, além da Terceira Parte da Monarquia Lusitana:
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Principal discípulo de Paulo Orósio, no âmbito da cultura portuguesa, foi o primeiro a tentar superar os limites fragmentários da crónica. Entretanto, é acusado por historiógrafos e historiadores, principalmente a partir de Alexandre Herculano, de ter interpretado os fatos históricos à luz do misticismo e da lenda, e mesmo de ter falsificado documentos à época (ver pseudo-história). É estilista vernáculo e elegante. Como Historiador, porém, o mérito de Frei Bernardo de Brito é negativo, porque inçou, conscientemente, de patranhas as suas obras. Foi uma das principais personagens desse grupo de Historiadores que teve centro em Alcobaça e que se propôs sublimar com fábulas as origens da Nacionalidade. Fantasiou, para a História da Lusitânia, romances estrambóticos, atribuindo papéis da maior importância a personagens imaginárias. Na História dos acontecimentos posteriores, é de crer que houvesse sido cúmplice na fabricação de documentos com que se intentava autenticar as fábulas milagreiras relativas aos começos da Monarquia, a não ser que se prefira a hipótese de que se deixou lograr pelos indivíduos que os forjaram.


