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Bernard Cornwell

Bernard Cornwell OBE é um dos mais importantes escritores britânicos da atualidade. Já publicou mais de 40 livros e teve obras traduzidas para mais de 16 idiomas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 26/07/2026
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Biografia

Imagem: SarahSierszyn from Chatham, MA, USA · BY · Openverse

Bernard Cornwell nasceu em Londres em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial. Seu pai, William Oughtred, era um aviador canadense e sua mãe, Dorothy Cornwell, trabalhava como auxiliar da Força Aérea Britânica. Ele foi adotado com o nome de Bernard Wiggins por Joe e Marjorie Wiggins. A família morava em Essex, e pertencia à seita extremista cristã chamada Peculiar People (Pessoas Peculiares, e, segundo o autor, eram mesmo), hoje extinta, que proibia todo tipo de frivolidade, chegando a banir oficialmente a medicina até os anos 1930. Criado em um lar conflituoso com outras quatro crianças adotadas, Bernard nunca acreditou na religião, e cresceu um ateu convicto. Seu pai adotivo batia neles acreditando em uma passagem bíblica, chegando a espancar Cornwell por ler A Ilha do Tesouro. Conforme ele ganhou interesse por assuntos militares, isso criou outro ponto de conflito com as crenças seita, que era pacifista. Ele tentou se alistar três vezes, mas foi recusado por sua miopia. Desde os sete anos, Bernard visitava o porto com frequência, e se fascinou pelos barcos de pescadores de camarão. Como os pescadores não podiam pagar pela gasolina, eles deixavam os motores desligados e usavam as velas, só gastando combustível em emergências. Bernard conta que não poderia ter crescido sem saber velejar.

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Carreira

Imagem: anokarina · BY-SA · Openverse

Quando decidiu virar um escritor, Cornwell disse que não havia dúvidas sobre o que iria escrever, ele iria fazer ficção histórica, pois era o que gostava de ler. Quando criança, Cornwell amava os livros de C S Forester, que narravam as aventuras do fictício oficial naval britânico Horatio Hornblower durante as guerras napoleônicas. Ele ficou surpreso que não haviam romances similares acompanhando as campanhas terrestres de Lord Wellington, portanto ele mesmo as escreveu. Ele criou seu principal protagonista envolto nas maiores batalhas das guerra peninsular, tomando o nome do jogador de rugby Richard Sharp. Cornwell queria começar a história com o cerco a Badajoz, mas ao invés disso decidiu começar com alguns romances de "aquecimento". Esses foram A Águia de Sharpe e O Ouro de Sharpe, ambos de 1981.[carece de fontes?] A história de Badajoz veio em A Companhia de Sharpe, em 1982. Quando começou a escrever, seu editor, Toby Eady, recusou o romance, dizendo que "ninguém quer ler sobre o exército britânico". Ele conseguiu um acordo de sete livros com a HarperCollins, após acertar com seu editor.

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Obras do autor

Imagem: Roberrific · BY-NC · Openverse

Livros não publicados no Brasil, contam sobre a Guerra Civil Inglesa, o conflito entre Oliver Cromwell contra Charles I. Ele escreveu junto de sua esposa Judy, sob o pseudônimo se Susannah Kells. Livros que não fazem parte de nenhuma sequência de histórias. O Forte e Redcoat se passam durante a Revolução Americana, acompanhando soldados britânicos, sendo que o primeiro se passa na Expedição Penobscot de 1779. Azincourt é um livro que Cornwell sempre quis escrever, e o fez após quarenta anos de pesquisa. Tolos e Mortais se passa no período Elizabetano, e foi escrito entre os livros das Crônicas Saxônicas. É diferente dos outros livros do autor publicados no Brasil, sem grandes batalhas ou guerras, apresentando a relação entre William Shakespeare e seu irmão Richard.

As Aventuras de um Soldado nas Guerras Napoleônicas

A primeira série de romances históricos de Cornwell retrata as aventuras de Richard Sharpe, um soldado britânico durante as guerras Napoleônicas, especialmente a Guerra Peninsular, desde que o duque de Wellington, Arthur Wellesley, foi enviado para liderar a campanha contra as forças de Napoleão na Península Ibérica. Os primeiros 11 livros publicados detalham as aventuras de Sharpe em várias campanhas da Guerra no decorrer de sete anos, começando com Os Fuzileiros de Sharpe e terminando com Sharpe em Waterloo. Subsequentemente, Cornwell escreveu O Tigre de Sharpe, O Triunfo de Sharpe, A Fortaleza de Sharpe, Sharpe em Trafalgar, e A Presa de Sharpe, retratando aventuras anteriores de Sharpe sob o comando de Wellington na Índia, incluindo sua promoção duramente conquistada ao corpo de oficiais, seu retorno à Britânia e sua chegada à nonagésima quinta brigada de fuzileiros; ele também escreveu a sequência O Diabo de Sharpe, que se passa seis anos após o fim da guerra. A Batalha de Sharpe toma lugar durante a Batalha das Fontes de Onor. Desde 2003, ele escreveu "aventuras perdidas" ocorridas durante a era da Guerra Peninsular, baseado em grandes batalhas dessa longa campanha, num total de 24 romances nessa série.

As Crônicas de Arthur

Uma trilogia contendo uma recriação de Cornwell da Britânia Arturiana. A série coloca que a Britânia pós-Roma foi um tempo difícil para os Bretões Nativos, sendo ameaçados por invasões dos Anglo-Saxões no leste e dos Irlandeses no oeste. Ao mesmo tempo, eles sofriam de brigas internas entre reinos menores e atritos entre a antiga religião Druida e o recém chegado Cristianismo. O autor já afirmou com frequência que essas são suas histórias favoritas, "Eu devo confessar que de todos os livros que eu escrevi esses três são meus favoritos."

A Busca do Graal

Essa série retrata uma busca ao Santo Graal na metade do século XIV, em meio à Guerra dos Cem Anos. O arqueiro Inglês Thomas de Hookton se envolve na busca pelas ações de um soldado mercenário conhecido como Arlequin, que mata a família de Thomas em sua busca obsessiva pelo Graal. Em determinado momento, Cornwell planejava escrever mais livros sobre o arqueiro e disse que, logo após concluir O Herege, dizendo: "comecei outro livro de Thomas de Hookton, e então parei - principalmente porque eu senti que a história terminou em O Herege, e eu estava tentando tirar demais dele. O que não quer dizer que eu não vá retomar a ideia no futuro." Ele retornou ao personagem em 1356, publicado em 2012.

As Crônicas Saxônicas

Também conhecida como O Último Reino, a mais recente série de livros de Cornwell foca no reino Anglo-Saxão de Wessex, Inglaterra, no século IX, onde o reinado de Alfredo, O Grande enfrenta firmemente os dinamarqueses e está determinado a consolidar a Inglaterra como um país. A ideia da série tomou forma em sua mente após encontrar seu pai biológico no Canadá, e aprender sobre sua própria ancestralidade até os dias de Uhtred de Bebbanburg, que se tornou o protagonista da série. Cornwell percebeu que a maioria dos Ingleses não percebe como a nação se tornou a Inglaterra (England), e não a Dane-land ("Dinamarterra", ou Terra Dinamarquesa) naquela era de múltiplos povos na ilha da Grã-Bretanha.

As Crônicas de Starbuck

Quatro Romances passados durante a Guerra Civil Americana que seguem as aventuras de Nathaniel Starbuck, natural de Boston, enquanto serve no Exército Confederado. Um ponto notável na série é a aparição do filho de Richard Sharpe como um personagem de apoio. O autor já afirmou que não tem interesse em retomar o personagem.

The Sailing Thrillers

Não publicados no Brasil, esses são suspenses modernos, todos com o tema de velejar. Cornwell é um marinheiro tradicional e gosta de velejar com seu Cornish Crabber batizado de Royalist (Monarquista). Segundo o website do autor, provavelmente não haverá novos títulos na série: "Eu gostei de escrever os suspenses, mas desconfio que me dou melhor escrevendo romances históricos. Eu sempre fico maravilhado quando as pessoas querem mais dos livros de veleiros, mas não pretendo escrever mais nenhum, pelo menos por enquanto - mas quem sabe? Talvez quando eu me aposentar." "Escrever sobre personagens em um barco é difícil, os personagens não podem fugir, não podem ir à lugar nenhum. Acho que não vou escrever outro romance em um barco por algum tempo."

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Obras Não Fictícias

Imagem: Pickersgill Reef · BY-NC-SA · Openverse

Em adição aos seus muitos romances, incluindo um relato fictício da Batalha de Waterloo, Cornwell publicou um livro de não ficção, Waterloo: A História de Quatro Dias, Três Exércitos e Três Batalhas, publicado em 2014, no aniversário de 200 anos da batalha. Também lançou Sharpe's Story, apenas no formato eBook, não publicado em português, contando como foi a escrita de sua série de livros mais longa.

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