Michael Myers (Halloween)
Michael Myers é um personagem fictício da série de filmes de terror Halloween. Aparece pela primeira vez em 1978 no filme Halloween, realizado por John Carpenter. No filme, Myers é retratado como uma criança de seis anos que na noite de Halloween, assassina a sua irmã mais velha, Judith. Depois de ficar institucionalizado num hospital psiquiátrico durante quinze anos, escapa e regressa a casa em Haddonfield, Illinois, para matar mais adolescentes.
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Michael Myers nasceu em 19 de Outubro de 1957, é o principal antagonista na série de filmes Halloween, exceto o em Halloween III: Season of the Witch, que não tem nenhum dos personagens dos dois filmes antecedentes, incluindo Myers, que não tem nenhuma relação com a história. Michael regressa no filme seguinte, apropriadamente intitulado Halloween 4: The Return of Michael Myers. Para além do cinema, Michael Myers já entrou em várias formas literárias, que de alguma forma expandem o universo fictício da personagem.
Filmes
Michael Myers aparece pela primeira vez em 1978 no filme Halloween, apesar de nos primeiros dois filmes ser-lhe dado o nome de "The Shape" nos créditos finais. No inicio de Halloween, Michael de seis anos (Will Sandin) mata a sua irmã Judith (Sandy Johnson) no Halloween de 1963. Quinze anos depois, Michael (Nick Castle/Tony Moran/Tommy Lee Wallace) consegue fugir do sanatório de Smith's Grove e regressa à sua terra natal, Haddonfield em Illinois. E lá persegue Laurie Strode (Jamie Lee Curtis) durante o Halloween, enquanto o seu psiquiatra, Dr. Sam Loomis (Donald Pleasence), tenta detê-lo. Depois de matar os seus amigos, Michael consegue finalmente atacar Laurie, mas ela consegue de alguma forma evitá-lo, arranjando tempo suficiente para Loomis a salvar. Loomis dispara em Michael seis vezes no peito, e este cai da varanda do segundo andar da casa; quando Loomis vai até varanda verificar, o corpo de Michael não está mais lá. Michael regressa em Halloween II (1981). O filme começa exatamente onde acaba o primeiro, com Dr. Loomis ainda à procura do corpo de Michael. Michael (Dick Warlock) persegue Laurie Strode (Curtis) no hospital onde ela esta, matando os guardas, médicos e enfermeiras que cruzam seu caminho. Loomis descobre que Laurie Strode é a irmã mais nova de Michael, e corre para o hospital à procura deles. Quando lá chega causa uma explosão no bloco operatório, permitindo que Laurie escape, enquanto ele e Michael são consumidos pelas chamas. A história de Halloween 4: The Return of Michael Myers (1988) começa dez anos depois dos eventos ocorridos em Halloween II. É revelado que Michael (George P. Wilbur) e o Dr. Loomis sobreviveram à explosão, apesar de Michael ter ficado em coma durante uma década no Sanatório Federal de Ridgemont. Michael quando acorda do coma descobre que Laurie Strode já morreu, mas que tinha sido mãe de uma filha agora com sete anos, Jamie Lloyd (Danielle Harris). De regresso a Haddonfield, Michael causa um apagão na cidade e massacra a policia local, antes de ser abatido pelas forças de segurança estaduais, fazendo com que caía para dentro de uma mina. Halloween 5: The Revenge of Michael Myers (1989) começa imediatamente depois do quarto filme acabar, com Michael Myers (Donald L. Shanks) a conseguir sair da mina e eventualmente a ser ajudado por um eremita local. Passado um ano, Michael mata o eremita e regressa a Haddonfield à procura de Jamie (Harris), perseguindo-a pela sua casa de infância, numa armadilha preparada por Loomis (Pleasence). Michael é capturado e levado para a esquadra policial local, mas uma figura invisível mata os oficiais e liberta-o. Halloween: The Curse of Michael Myers (1995) decorre seis anos depois dos eventos de The Revenge of Michael Myers; tanto Jamie (J. C. Brandy) como Michael (Wilbur) desapareceram de Haddonfield. Jamie foi raptada e engravidada por o Culto de Thorn, liderado pelo Dr. Terence Wynn (Mitchell Ryan), um amigo e colega Loomis de Smith's Grove. É revelado que Wynn tem manipulado Michael Myers desde sempre, e que foi ele próprio o salvador misterioso em Halloween 5. Michael mata Jamie, mas depois dela ter escondido o seu bebé recém-nascido, que é descoberto e levado por Tommy Doyle (Paul Stephen Rudd). Enquanto tenta o proteger o bebe de Michael e de Wynn, Tommy descobre que o culto poderá ser a razão da obsessão de Michael em querer matar toda a sua família, além das suas habilidades aparentemente sobrenaturais.
Literatura
A estreia literária de Michael Myers foi em Outubro de 1979, quando Curtis Richards lançou uma romantização do filme original. O livro segue os mesmos eventos, mas inclui referencias ao festival de Samhain. O prólogo dá uma possível explicação para os impulsos assassinos de Michael, ao contar a história de Enda, uma adolescente celta desfigurada, que mata a princesa druida Deirdre e o seu amante, como vingança por ele a rejeitar; o rei e o seu shaman amaldiçoam a alma de Enda, para eternamente errar na terra revivendo o seu crime. É mais tarde revelado que Michael Myers começa a sofrer pesadelos sobre Enda e Deirdre, como fez o seu bisavô antes de disparar e matar duas pessoas num baile de Halloween na década de 1890. O romance mostra a infância de Michael com maior detalhe; a sua mãe começa a mostrar preocupação sobre o comportamento anti-social do filho, antes dele matar Judith, e Dr. Loomis repara que o rapaz durante a sua estadia em Smith Grove, consegue controlar e manipular o pessoal e os pacientes da instituição. Mais tarde na história, a perseguição de Michael a Laurie e aos seus amigos é retratado de uma maneira mais explicitamente sexual do que no filme, com várias referencias à erecção de Michael. Michael regressa ao mundo da literatura em 1981 com a adaptação de Halloween II, escrito por Jack Martin; foi editado ao mesmo tempo que a sequela do primeiro filme. Segue os mesmo eventos do filme, no entanto tem mais uma vitima, um repórter. O último romance com Michael foi Halloween IV, editado em 1988. Escrito por Nicholas Grabowsky, e tal como as anteriores adaptações, segue os mesmo eventos de Halloween 4: The Return of Michael Myers.
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"Conheci-o há quinze anos; disseram-me que não tinha sobrado nada; nenhuma razão, nenhuma consciência, nenhuma compreensão; e até mesmo o mais rudimentar sentido de vida ou morte, de bem ou mal, certo ou errado. Conheci esta criança de seis anos de um rosto branco, pálido, sem emoção, e os olhos mais negros... os olhos do diabo. Passei oito anos a tentar alcançá-lo, e depois outros sete a tentar mantê-lo preso, porque percebi que aquilo que vivia por detrás dos olhos daquele menino era pura e simplesmente... o mal." — A descrição de Loomis do jovem Michael, inspirada numa experiência que Carpenter teve na vida real com um doente mental. A caracterização comum é que Michael Myers é o mal em estado puro. John Carpenter descreve-o como "quase uma força sobre-humana - uma força da natureza. Uma força do mal à solta," uma força que é "impossível de matar". O Prof. Nicholas Rogers refere que "Myers é descrito como um homem mítico, um papão esquivo, alguém que tem uma força sobre-humana que não pode ser morto com balas, facadas ou fogo." A inspiração de Carpenter para o "mal" que Michael encarna, veio quando estava a estudar. Durante uma viagem de estudo que fez a uma instituição de saúde mental no Kentucky, Carpenter visitou "os doentes mentais mais graves". Entre eles havia um rapaz com cerca de doze anos que lhe fez um "olhar esquizofrénico", "um verdadeiro olhar mau", que Carpenter diz ter sido "perturbador", "assustador" e "completamente louco". A experiência de Carpenter acabaria por inspirar a descrição que Loomis fez de Michael ao Xerife Brackett no filme original. Debra Hill já afirmou que a cena onde Michael mata o pastor alemão dos Wallace, foi feita para ilustrar o quão "mau e mortal" ele é.


