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Afonso IX de Leão

Afonso IX de Leão e da Galiza, cognominado o Galego nas fontes da época, foi o último soberano dos reinos de Leão e de Galiza independentes de 1188 até à sua morte.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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Subida ao trono

Imagem: #moliço · BY-SA · Openverse

Afonso era filho de Fernando II de Leão e de Urraca de Portugal e, portanto, neto materno de Afonso I e de Mafalda de Saboia e sobrinho de Sancho I. Em 1181 os seus pais separaram-se devido a serem primos segundos (terem os mesmos bisavôs), regressando a sua mãe à corte do seu avô materno D. Afonso Henriques e ficando Afonso entregue à tutela do seu pai. Teve de enfrentar a sua madrastra Urraca Lopes de Haro e o seu meio-irmão Sancho Fernandes de Leão pelo direito à coroa de Leão. Para fortalecer a sua pretensão convocou a Cúria Régia para receber o apoio do clero, da nobreza e dos representantes das cidades. As Cortes de Leão de 1188 podem ser consideradas o primeiro antecedente na Europa Ocidental do parlamentarismo moderno. Nelas foi reconhecido o direito à inviolabilidade do domicílio e o de habeas corpus, entre outros. Em 1188 Afonso tornou-se rei de Leão e da Galiza após a morte do seu pai. Nesse mesmo ano morreria também a mãe Urraca de Portugal.

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Reinado

Casou-se em 1191 com a sua prima direita Teresa Sanches, filha de Sancho I de Portugal e de Dulce de Aragão. A união seria anulada em 1194 pelo papa e só após algum tempo Afonso acataria a anulação. Em dezembro de 1197 celebra segundas núpcias em Valladolid com a sua prima-sobrinha Berengária de Castela, filha de Afonso VIII de Castela e Leonor Plantageneta. Deste segundo casamento Afonso teve o herdeiro que uniria as duas coroas, Fernando III. O seu segundo estratégico casamento seria anulado em 1204, novamente por consanguinidade. Encarado como uma afronta ao poder papal, teve como reação um interdicto (o equivalente à excomunhão para um reino ou território) sobre a sua pessoa e o seu reino. No entanto, Inocêncio III acabou por levantar a sanção sobre Leão, sob o argumento de que se a população não tivesse acesso aos serviços da religião, deixariam de apoiar o clero, e aumentaria a heresia no reino. Afonso continuou sob interdicto pessoal, ao qual se mostrou indiferente, apoiado pelo seu clero. Depois da separação com Berengária, o rei voltou a ligar-se a Teresa, a cujas filhas legou o reino.

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Posteridade

Em 1218, Afonso fundou a Universidade de Salamanca. Depois do fracasso com Castela, concentrou-se na luta contra o Califado Almóada, onde se destacam as suas conquistas na Estremadura: Cáceres em 1229, Mérida e Badajoz em 1230. Embora, por sua morte em 1230, o seu testamento previsse que o trono seria legado às suas filhas Sancha e Dulce, resultantes do primeiro matrimónio, foi o filho que teve do segundo, Fernando III, que acabaria por lhe suceder, juntando as duas coroas numa união pessoal: cada uma manteria a sua independência, cortes e oficiais, mas seriam regidas pelo mesmo monarca. Afonso IX de Leão morreu na cidade galega de Sarria em 24 de setembro de 1230, com cinquenta e nove anos de idade, quando ele fez uma peregrinação a Santiago de Compostela e foi enterrado na catedral de Santiago de Compostela.

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Descendência

Do primeiro casamento em 1191 com a infanta Teresa Sanches, filha de Sancho I de Portugal, e de Dulce de Aragão, teve os infantes: Do segundo casamento, em 1197 com Berengária de Castela, filha de Afonso VIII e de Leonor Plantageneta, princesa de Inglaterra, teve os infantes: Depois da anulação de seu primeiro matrimónio e antes de casar com Berengáira, teve uma relação amorosa que durou cerca de dois anos com Inês Íñiguez de Mendoça, filha de Íñigo Lopes de Mendoça e de Maria Garcia.[nt 2] Afonso teve outra relação com uma nobre galega, Estefânia Peres de Faiam, a quem em 1211 o rei doou um reguengo em terras ourensanas onde a sua família teve muitas propriedades, assim como no norte de Portugal. Era filha de Pedro Mendes Faiam quem confirmou vários documentos reais do rei Afonso IX, e neta de Menedo Faiam, quem também foi testemunha de diplomas do rei Fernando II emitidos em Galiza a partir de 1155. Estefânia se casou depois de sua relação como o rei com Rodrigo Soares de quem teve descendência. No seu testamento, Estefânia mandou ser enterrada no mosteiro de Fiães.

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Fontes consultadas

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