Benvenuto Cellini
Benvenuto Cellini, foi um artista da Renascença, escultor, ourives e escritor italiano.
Benvenuto nasceu em Florença, onde sua família teve propriedades rurais por três gerações. Seu pai, Giovanni Cellini, construía e tocava instrumentos musicais. Sua mãe era Maria Lisabetta Granacci. Era o segundo filho. Seu pai desejava que ele o ajudasse a fabricar instrumentos musicais, embora tivesse uma inclinação para trabalhar metais. Mas concordou que aos quinze anos ele fosse aprender a profissão de ourives com Antonio di Sandro, chamado Marcone. Durante sua juventude, teve problemas com estripulias juvenis, sendo banido por seis meses para Siena, onde trabalhou com Francesco Castoro, chamado Fracastoro, ourives. Então mudou-se para Bolonha, onde fez progressos como ourives e começou a tocar flauta. Depois de visitar Pisa e voltar por duas vezes a Florença, foi para Roma, com dezenove anos. Atraiu a atenção para si com alguns trabalhos para o bispo de Salamanca, que o introduziu favoravelmente perante o Papa Clemente VII. É dessa época um de seus mais celebrados trabalhos, o medalhão Leda e o Cisne (hoje em Viena), com o torso e a cabeça de Leda executados em pedra. O papa o contratou como flautista.
A mais reverenciada escultura de Cellini é o grupo em bronze de Perseu segurando a cabeça da Medusa, encomenda do duque Cosmo I de Médici e hoje exposto, após recente restauração, na Loggia dei Lanzi, em frente à Galleria degli Uffizi, em Florença, sem duvida um dos maiores monumentos da Renascença. Outra obra importante é um crucifixo em tamanho natural, de mármore, hoje no Escorial, perto de Madri, feito para seu próprio tumulo, mas depois vendido aos Médici, que o mandaram à Espanha. Um botão de ouro para a capa do Papa Clemente VII aparece numa relação de objetos entregues pelo Papa Pio VI a Napoleão em 1797, como indenização pelas campanhas militares do corso. Um saleiro em ouro representando Netuno e Anfitrite, atualmente em Viena, inúmeras medalhas e moedas, cálices, jóias, muitas desaparecidas, demonstravam a maestria de Benvenuto Cellini com os metais preciosos.
Cellini começou a escrever, em Florença, no ano de 1558, um livro de memórias autobiográficas. Mostrando suas paixões, deleites, sua arte, bem como auto-elogios e extravagância, criou um dos mais singulares e fascinantes livros jamais escrito, com passagens verídicas e outras fantasiosas, crimes e anjos, demônios, na certamente é a mais importante autobiografia da Renascença. Foi também assunto de um livro de Alexandre Dumas chamado Ascanius, sobre os anos que passou em Fountainebleu; uma ópera de Berlioz e, mais recente, um musical na Broadway, The Firebrand of Florence, por Ira Gershwin e Kurt Weill.


